4.19.2011

Algo que não sabe sobre Nobre - Luís Osório

O seguinte texto de Luís Osório é um bom exemplo de que a realidade que nos dão em paletes através da comunicação social é uma mera colecção de artefactos.

"Fernando Nobre jantou em casa de Mário Soares com José Sócrates; e este disse-lhe que metade dos seus ministros tinham votado nele.
Fernando Nobre aceitou ser cabeça de lista do PSD por Lisboa. Passos Coelho, por telefone, três dias antes do anúncio público, fez-lhe o convite e lançou-lhe o desafio de ser presidente da Assembleia da República. Esta era a novidade em relação a todas as conversas anteriores: «O senhor, depois das presidenciais, tem o desafio de contribuir para o país. Estamos a um passo do precipício e Portugal precisa de pessoas independentes. O PSD oferece-lhe o segundo lugar na hierarquia do Estado e não lhe pedirá nada em troca quando lá chegar».

O presidente da AMI, na fronteira entre o Sri Lanka e a Índia, vacilou e pediu para pensar. Passos Coelho concordou, desde que a resposta não se prolongasse para além do passado sábado. E assim foi.

Muito poucos sabiam, mas mesmo assim houve fugas de informação. Dois jornalistas, um do I e outro do Diário de Notícias, telefonaram-me para confirmar a notícia de que Nobre fora convidado para ser cabeça de lista por Lisboa. Sobre a presidência da Assembleia da República nada me perguntaram. Disse-lhes que nada sabia sobre listas.

Para juntar ao processo, proponho algumas notas desapaixonadas de quem, sendo muito amigo de Fernando Nobre - e tendo tido uma participação activa na campanha presidencial - nada teve que ver com este processo de decisão.

Tanto o PSD como o PS lhe fizeram convites e tentaram o seu apoio. Mas há duas diferenças essenciais que fizeram Nobre escutar o líder social-democrata e menosprezar o que lhe foram dizendo do lado socialista: por um lado, o seu convencimento de que o ciclo socialista chegou ao fim e é o responsável por um ambiente irrespirável; por outro lado, o facto de o PS apenas se ter aproximado de si depois dos 14% que obteve nas eleições.

Pedro Passos Coelho, amigo de Artur Pereira (director de campanha de Nobre) e admirador do percurso e da mensagem de cidadania do médico, procurou várias vezes escutar a sua opinião. Ao contrário de muitos, nunca procurou menosprezar ou desvalorizar a sua candidatura, mesmo quando as sondagens lhe davam 3 e 4 por cento.

A política também se faz disto - e Nobre nunca poderia aceitar o convite de um partido que considera esgotado e que só mostrou consideração por si depois dos 600 mil votos conseguidos em Janeiro.

Já é público o jantar de Fernando Nobre com Sócrates em casa de Mário Soares. Aconteceu mesmo, é verdade. Nesse jantar, o primeiro-ministro não lhe fez qualquer convite formal: apenas mostrou surpresa pelo resultado e confessou-lhe que metade dos seus ministros votara nele. Já Soares aconselhou calma e silêncio: não era tempo para gastar palavras que se esfumavam na fogueira mediática.

Apesar destes contactos, Fernando Nobre está magoado com Mário Soares. Acredito que não tenha razão para essa mágoa - mas, neste processo, Nobre nunca escondeu a sua irritação pelas constantes associações da sua candidatura ao desejo de vingança de Soares perante Alegre.

E, quando tentou associar o proveito à fama, solicitando a Soares o seu apoio formal (ou a sua influência para chegar a possíveis financiadores da campanha), o ex-Presidente da República pediu-lhe sempre para esperar.

Quanto ao dinheiro, facilitou de facto contactos - que, no final, garantiram à candidatura uma soma irrisória.

As duas pessoas que mais influência tiveram no avanço de Fernando Nobre - ou, pelo menos, que detonaram uma série de reuniões marcadas pelo fundador da AMI - foram Miguel Sousa Tavares e Rui Moreira. Os dois, amigos próximos, desafiaram Nobre para ser candidato à Presidência da República e disponibilizaram-se totalmente para o apoiar no que fosse preciso. Miguel era visita de casa de Fernando Nobre - e na apresentação da sua candidatura, no Padrão dos Descobrimentos, teve o exclusivo da primeira entrevista para a SIC. Esse é o facto e a origem da candidatura.

Grande parte da animosidade do agora candidato putativo a presidente da Assembleia da República tem a ver com as promessas que lhe foram sendo feitas.

Ao apresentar-se como candidato, vários foram os que apareceram à direita e à esquerda. Que os financiamentos eram simples, que ele não tinha de se preocupar - enfim, o habitual. Mas, quando começou a deixar de ter espaço na comunicação social e as sondagens desceram dos cinco por cento, banqueiros, empresários, gestores, políticos e amigos deixaram de atender os telefones. Nobre ficou sozinho. Deu a casa e tudo o resto como aval: um mau resultado equivaleria ao pagamento de dívidas durante o resto da vida.

Só uma pessoa nunca deixou de lhe atender o telefone. Alguém que, sendo banqueiro, lhe confessou que isso era o mínimo que poderia fazer por alguém com o seu percurso de vida. Sem ele, a campanha não teria ido até ao fim; e, se fosse, o resultado teria sido provavelmente catastrófico. Deixo-lhe o desafio de adivinhar o seu nome.

O que quero dizer com isto? Que estou a tomar partido e a fazer a defesa de Fernando Nobre? Não, em nenhum momento o fiz nesta crónica.

Algumas pessoas terão razões para se sentirem despeitadas ou mesmo abandonadas pelo presidente da AMI? Acho que sim. Julgo que o processo não foi bem gerido e certamente alguma coisa terá de ser feita para explicar a alguns dos que o apoiaram o porquê de ter aceite o convite de Passos Coelho. E acredito que isso vai acontecer.

Da mesma maneira que muito do que acontecer no futuro - como muita da importância ou da irrelevância política de Nobre - será jogado na sua primeira intervenção depois de regressar do Sri Lanka. Terá de ser claro quanto aos seus objectivos, quanto à sua independência, quanto às suas ambições - e, também, quanto à classe política que, na sombra, mostra os dentes e prepara uma vingança fria contra um homem que a colocou em cheque.

Fernando pode ajudar a mudar a história e levar a cidadania a uma representatividade que nunca teve (e isso seria histórico para a nossa democracia) ou matar as ilusões das pessoas durante décadas. Está na sua mão. Mas à sua frente há um mundo de sombras onde a luz se assemelha a um oásis".

Via Jornal Sol

Online Course Offerings at Harvard University Extension School

Like Harvard University says in its website, "distance education courses are available to meet a wide range of needs, whether you are taking courses for enrichment or you would like to apply the credits toward a degree".

Here are some of the courses available for the Spring term 2011

Anthropology and archaeology
Biological sciences
Computer science
Education
Engineering sciences
English
Environmental studies
Expository writing
French language and literature
Government
History
and many, many more!

Enjoy! This is good stuff!

Here

DuckDuckGo and Wolfram Alpha - there's more in search than Google

We all know Google. Their services are ubiquitous and for the most part really awesome. But there's more than Google in search.

DuckDuckGo and Wolfram Alpha are search engines, just like Google.

DuckDuckGo (DDG) is a search engine based in Valley Forge, Pennsylvania that uses information from crowd-sourced sites with the aim of augmenting traditional results and improving relevance.

Wolfram Alpha (WA) is an answer engine developed by Wolfram Research.

DDG is more like Google than WA. You will feel more familiarity with DDG than with WA and that's because they have two distinct purposes, being WA more focused on the encyclopedia search style, if I can put it this way. Let's not say more. Search and find for yourself but first take a look at this example.

Here are two search results of the same term "Portugal" in DDG and WA. Obvious, right? Note that I cropped the screenshot. There's more information in each search, of course. :)


4.18.2011

Kentucky and Portugal - false twins

If Portugal was an american state, it would be like Kentucky, with an economy of 177 billion; Ireland, for example, has the same GDP as Nevada.

While the map is really funny, the data is not accurate. The current data puts Portugal with a GDP of 232.874 billion (here) and Ireland with a GDP of 227.193 billion (here)


Here

Some startup kids nodes

Here's the list of all the links of startups referred in the trailer of The Startup Kids. But there's A LOT MORE on their website!

Bambuser
Playfish
Vimeo
College Humor
Wildfire
Y Combinator
Art.sy
Song Kick
Eden Ventures
TechCrunch Europe
Wooga
Dropbox
Newspepper

Know more about the interviews in Europe and in the US.

The tech startup kids documentary

The Startup Kids Trailer from The Startup Kids on Vimeo.


Enjoy! ;)

Google's 9 biggest mistakes in the last decade

1- Letting the founders bypass him -- and talking about it;
2- Not anticipating that Steve Jobs would be furious about Android;
3- Asking Google's search team to bury info about a political donation;
4- Failing to close the Groupon buy;
5- Not buying Twitter when it was still cheap;
6- Underestimating Facebook;
7- Striking out in social;
8- Not earning the trust of content owners;
9- Investing in AOL.

It's debatable but it sheds some light into the difficulties of nurturing a company like Google.

Here.

A política precisa de um reality check

Existe demasiada mentira e manipulação, demasiada contra informação e omissão. Muitos portugueses têm dificuldade em perceber o que de facto se está a passar, perdendo-se, por isso, na malha clubística do apoio aos partidos.

Nesse sentido, julgo que seria extremamente IMPORTANTE que alguém em Portugal fizesse um Reality Check sobre o que será dito nos debates televisivos. Poderão seguir o exemplo da CBC, que está a fazê-lo nas eleições canadianas.

Aqui fica.

A Constituição Portuguesa Revista - e-book

A Fundação Francisco Manuel dos Santos criou um e-book muito apelativo sobre a revisão da Constituição Portuguesa, por ocasião do 35º aniversário da sua criação. Contudo, não é só o seu formato que é apelativo; é também porque inclui diversos comentários muito interessantes, tendo contributos de Luís Campos e Cunha, Pedro Magalhães, entre outros.

Este é o documento que sustenta formalmente a democracia Portuguesa. Tenho a firme crença que ainda se voltará a falar muito sobre este documento na campanha eleitoral. Não pelas melhores razões, infelizmente. Mas deixemos esse assunto para outra altura.

Aqui.

Life tips, by man who lived to 114

They are:

- embrace change; eat two meals a day; work as long as you can; help others, and don't fear death "because you're born to die".

Inspiring.

Here.

4.17.2011

Walt Whitman - The Death and Burial of McDonald Clarke

The Death and Burial of McDonald Clarke.

A PARODY.

Not a sigh was heard, not a tear was shed,
As away to the "tombs" he was hurried,
No mother or friend held his dying head,
Or wept when the poet was buried.

They buried him lonely; no friend stood near,
(The scoffs of the multitude spurning,)
To weep o'er the poet's sacred bier;
No bosom with anguish was burning.

No polish'd coffin enclosed his breast,
Nor in purple or linen they wound him,
As a stranger he died; he went to his rest
With cold charity's shroud wrapt 'round him.

Few and cold were the prayers they said,
Cold and dry was the cheek of sadness,
Not a tear of grief baptised his head,
Nor of sympathy pardon'd his madness.

None thought, as they stood by his lowly bed,
Of the griefs and pains that craz'd him;
None thought of the sorrow that turn'd his head,
Of the vileness of those who prais'd him.

Lightly they speak of his anguish and woe,
And o'er his cold ashes upbraid him,
But whatever he was that was evil below,
Unkindness and cruelty made him.

Ye hypocrites! stain not his grave with a tear,
Nor blast the fresh planted willow
That weeps o'er his grave; for while he was here,
Ye refused him a crumb and a pillow.

Darkly and sadly his spirit has fled,
But his name will long linger in story;
He needs not a stone to hallow his bed;
He's in Heaven, encircled with glory.

W.

4.16.2011

A liberdade

Recuperando um post de 2009, aqui fica mais uma vez:

Estátua da Liberdade - uma frase

Venham a mim os exaustos, os pobres, as massas desorientadas, ansiando por respirar liberdade.

Esta frase está gravada na base da estátua.

Poderosa.

Do not track crap

Opinion goes in waves. People surf them without even thinking about it. Don't know what I'm talking about? It's simple. Major companies like Microsoft and Mozilla have already included in their browsers the ability for users to tell websites not to track them. Apple is doing that in their next browser.

What's the point?

Are you aware that mobile carriers know exactly where you are if you have your mobile device connected to the network?

Are you aware of the video vigilance cameras on the streets, malls, stadiums?

Do you care? Have you ever had any harmful consequences of that exposure?

Aren't there ways to keep your browsing history, cookies, etc, clean?

Let's not go paranoid about this!

Pacheco Pereira: infectado com Socrantira?

Estava eu a pensar em algumas dos sintomas das Perturbações Psicóticas, quando me lembrei do seguinte caso de estudo.

Pacheco Pereira, deputado do PSD, a 14 de Abril disse a seguinte frase no programa A Quadratura do Círculo, da SicN: "Recebi um SMS e receberam os outros deputados a dizer: estejam calados até logo à noite para não prejudicar as negociações do Governo, coisa que, aliás, nunca me tinha acontecido."

No entanto, o SMS enviado pela direcção do Grupo Parlamentar do PSD a 11 de Março dizia o seguinte: "A Direcção do Grupo Parlamentar solicita aos senhores deputados que aguardem pelo final da reunião dos chefes de Governo da zona Euro para comentar as respectivas conclusões, a situação financeira do país e as novas medidas de austeridade anunciadas pelo governo."

A Socrantira é uma doença bastante conhecida em Portugal e tem vários sintomas facilmente identificáveis. Um deles é tecnicamente descrito como mentira descarada.

Exemplo da doença em fase avançada:

Sócrates disse que não governava com o FEEF/FMI e agora apresenta-se como candidato a Primeiro Ministro; aliás, disse que seria uma perda de dignidade pedir-lhes ajuda.

Portanto, eu compreendo o Pacheco Pereira. Estando infectado com a doença, é muito difícil articular pensamentos inteligíveis e que decorrem de factos da realidade não delirante.

Compreensão, é o que vos peço. O senhor Pereira está a passar um mau bocado.

10 Management Lessons from ex-Googlers

I'm sure that management at Google is not focused only on these 10 management principles but they show the fundamentals of running a great company like Google. I would dare to say that these are some of the key principles that every company should follow to be successful.


1- Don't be afraid to be an asshole
2- Focus on the long term
3- Make decisions based on data
4- Make sure everyone is on board with decisions
5- Give people the chance to grow within the company
6- Be transparent with employees
7- Take HR seriously
8- Have a high bar for hiring
9- Find the best, not the biggest, partners for your company
10- Make sure you have an exciting future

Here.

4.15.2011

Free guides: from Gmail to iPhone

The tech nerds at Make Use Of made available some interesting free guides. And there are many! From the Ultimate Guide to Gmail to The Underground Guide to the iphone, there's a lot to choose from.

All you need to do to get these free guides is to be a friend of Make Use Of on Facebook. Yes, that's it!

Enjoy!

Blogger templates

If you haven't noticed, I've been trying several templates on this blog. Unfortunately, I can't find a template that I really like.

I need to learn more about template tweaking.

YouTube Live

YouTube Live wants to be your whole in one broadcasting channel. It's still incipient but lets hope that Google can join efforts with broadcasters all over the world in order to present all kinds of live programs.

Google Gravity

Do you wanna feel the gravity on your screen?

Click here.

A redução do número de funcionários do estado

De acordo com a análise feita pelo Álvaro Santos Pereira, a tal redução do número de funcionários públicos é mais um exemplo de contabilidade criativa.

Vejamos as seguintes passagens do artigo do autor para perceber melhor o que estará a acontecer.

1º ponto

Os trabalhadores da Administração Central não incluem nem os trabalhadores do Sector Empresarial do Estado (SEE), nem aqueles(as) trabalhadores(as) que transitaram para as autarquias locais ao abrigo de protocolos com o próprio Estado.



..a transformação dos hospitais públicos em hospitais-empresas levou a que o número de trabalhadores do SEE aumentasse de cerca de 96 mil em 2005 para mais de 150 mil em 2009. Obviamente, esta subida do número de trabalhadores do SEE foi compensada por uma redução equivalente (eu diria até "inédita") do número de funcionários públicos.



O Banco de Portugal também já analisou o assunto e concluiu que mais de dois terços da extraodinária redução das despesas com o pessoal de 1,9% do PIB entre 2004 e 2008 se ficou a dever à transformação dos hospitais públicos em entidades do SEE.



...entre o terceiro trimestre de 2009 e o trimestre homólogo em 2010, o SEE absorveu 5000 novos trabalhadores devido à transformações em empresas públicas do Centro Hospitalar do Barreiro e do Montijo, do Hospital do Litoral Alentejano e da ULS Castelo Branco. Restam assim 12000 trabalhadores. Muitos(as) certamente aposentaram-se, mas outros poderão ter simplesmente ter feito a transição para a alçada das outras administrações do Estado.

Mais uma vez, e se não for inconveniente para os senhores políticos, será que me poderiam contar a VERDADE toda? Ou vão ficar muito agastados se eu disser como o Passos Coelho que os esqueletos têm que sair dos armários?

4.14.2011

Portugal could learn from coach Hurley

Portugal could learn a lesson or two from coach Hurley. The bottom line is that if you want to succeed, you'll have to work very hard and assume your responsibilities! But that's not enough. You'll need to have a system that works, that supports your efforts and validates your accomplishments.

4.12.2011

O Eduardo Pitta e a clamorosa estupidez

Não bastava escrever livros nojentos, agora resolveu colocar ainda mais alguma nojeira naquilo que faz.

Colocar a foto da família de Passos Coelho num texto crítico é de uma tal falta de carácter que só dá vontade de chamar coisas feias a este senhor.

As citações do JPP fazem sentido. Ambos parecem viver num difuso mundo paranóico.

Vergonha! Muita vergonha!

Aqui

Intelligibility, truth and lies

Intelligibility is a precondition of truth. If you cannot tell whether a string of words says anything, you cannot tell whether it says anything true.

Simon Blackburn, on Heidegger

Pagination in Google Docs

and...

Yes, you can!


hahahah

That's it! Enjoy!


Here

The Poetry Foundation

If you love poetry, check the Poetry Foundation website.

The Lie
BY SIR WALTER RALEGH

Go, soul, the body’s guest,
Upon a thankless errand;
Fear not to touch the best;
The truth shall be thy warrant.
Go, since I needs must die,
And give the world the lie.

Say to the court, it glows
And shines like rotten wood;
Say to the church, it shows
What’s good, and doth no good.
If church and court reply,
Then give them both the lie.

Tell potentates, they live
Acting by others’ action;
Not loved unless they give,
Not strong but by a faction.
If potentates reply,
Give potentates the lie.

Tell men of high condition,
That manage the estate,
Their purpose is ambition,
Their practice only hate.
And if they once reply,
Then give them all the lie.

Tell them that brave it most,
They beg for more by spending,
Who, in their greatest cost,
Seek nothing but commending.
And if they make reply,
Then give them all the lie.

Tell zeal it wants devotion;
Tell love it is but lust;
Tell time it is but motion;
Tell flesh it is but dust.
And wish them not reply,
For thou must give the lie.

Tell age it daily wasteth;
Tell honor how it alters;
Tell beauty how she blasteth;
Tell favor how it falters.
And as they shall reply,
Give every one the lie.

Tell wit how much it wrangles
In tickle points of niceness;
Tell wisdom she entangles
Herself in overwiseness.
And when they do reply,
Straight give them both the lie.

Tell physic of her boldness;
Tell skill it is pretension;
Tell charity of coldness;
Tell law it is contention.
And as they do reply,
So give them still the lie.

Tell fortune of her blindness;
Tell nature of decay;
Tell friendship of unkindness;
Tell justice of delay.
And if they will reply,
Then give them all the lie.

Tell arts they have no soundness,
But vary by esteeming;
Tell schools they want profoundness,
And stand too much on seeming.
If arts and schools reply,
Give arts and schools the lie.

Tell faith it’s fled the city;
Tell how the country erreth;
Tell manhood shakes off pity;
Tell virtue least preferreth.
And if they do reply,
Spare not to give the lie.

So when thou hast, as I
Commanded thee, done blabbing—
Although to give the lie
Deserves no less than stabbing—
Stab at thee he that will,
No stab the soul can kill.

Não dizer mentiras



Aqui.

A cidadania de Nobre e as elites hipócritas

Toda a gente fala da abertura da política à sociedade, seja lá isso o que for. Eu diria que talvez fosse importante que a política se abrisse à política e que a sociedade se abrisse à sociedade. Ambas parecem estar com grande prisão de ventre.

Talvez todos os hipócritas que gostam da cidadania de uma forma estranha percebam o que a Constituição da República Portuguesa refere se for transcrito em inglês. É que em Português parece estar a ser difícil fazer sentido dos motivos que justificam a crítica.

Poderão criticar o Fernando Nobre pela campanha que realizou na candidatura à Presidência da República. Também não gostei. Muito menos gostei daquela expressão completamente exagerada do "só me tiram daqui com um tiro na cabeça". Foi muito infeliz. Mas porra, o homem é mais do que aquilo! Já fez muito pelo País e merece algum respeito pelo trabalho que desenvolveu ao longo da sua vida. É um orgulho para Portugal ter uma instituição como a AMI. Já lá fiz voluntariado. Sim, sem ganhar um tostão. Terei praticado a "cidadania"? Quem sabe! Será melhor perguntar ao Vitalino Canas.

De facto, todas as críticas e desilusões só demonstram que a escolha faz sentido, nem que não seja para agitar as consciências de muitos. Já todos sabemos que um homem bestial passa a ser uma besta muito facilmente. Talvez porque os homens são facilmente adorados e rapidamente queimados pelos seus próprios seguidores.

Num Portugal estranho, o Primeiro Ministro demissionário é um patriota (nacionalista); o Fernando Nobre um traídor perante aqueles que votaram nele. Afinal, votaram nele ou em outra coisa qualquer que não sabem muito bem o que é? Votaram na utopia da ausência da política? Da quimera do independente que surgiria por cima do sistema político e lhe aspiraria as impurezas?

O Manuel Alegre é o auto proclamado homem da cidadania que acha que o Fernando Nobre tem uma cidadania muito "flexível", esquecendo-se que já foi candidato contra e apoiado pelo PS. Exercício de cidadania.

A identificação com programas e pessoas de vários partidos, em diferentes momentos históricos, parece ser uma condição para justificar uma quase patologia cívica.

Em Portugal há cidadania de primeira e a cidadania de segunda. Todas as mentiras e incompetência dos governos são um exercício político digno e de cidadania de primeira; uma adesão ao projecto do PSD, neste momento e por parte do Fernando Nobre, é um acto de cidadania de segunda. Assim parece.

Há várias coisas que o FEEF e o FMI não trarão e uma delas é uma maior consciência da liberdade e responsabilidade individuais, assim como do sentido de comunidade. Tenho pena mas esse caminho será longo e penoso.

Abram alas para a Constituição Portuguesa.


CHAPTER II

Rights, freedoms and guarantees concerning participation in politics

Article 48
(Participation in public life)

1. Every citizen has the right to take part in political life and the direction of the country’s public affairs, either directly or via freely elected representatives.


Article 51
(Political associations and parties)

1. Freedom of association includes the right to form or take part in political associations and parties and through them to work jointly and democratically towards the formation of the popular will and the organisation of political power.

2. No one may be simultaneously registered as a member of more than one political party, and no one may be deprived of the exercise of any right because he is or ceases to be registered as a member of any legally constituted party.

With love,

The Constitution.

4.11.2011

A Irlanda mete água

..mas tanta, tanta, tanta água que nem os seus cidadãos (excepto empresas) pagam pelo serviço!

Sendo o sistema de saneamento e águas irlandês ainda completamente gratuito para os utilizadores não empresariais, é previsível que o corte seja feito em breve. Contudo, ainda não se verifica, de acordo com uma informação de um cidadão residente na Irlanda.

O governo acredita que conseguirá recuperar mil milhões de € com esta alteração. É caso para dizer que ainda há muito por onde cortar na Irlanda!

World Economic Outlook April 2011 - some notes on Portugal

Portugal will be the country with:

- the LOWEST projection of GDP growth for 2012 (-0.5%) and only worse (-1.5%) than Greece (-3%) in 2011. Compare it with Ireland's projection of growth of 0.5% in 2011 and 1.9% in 2012;
- the SECOND WORST Account Balance as percentage of GDP, -8.7% in 2011 and -8.5 in 2012, only behind Cyprus with –8.9 in 2011 and –8.7 in 2012. Compare it with Ireland's projection of 0.2% and 0.6% respectively;
- the SIXTH HIGHEST unemployment rate projection for 2011 with 11.9 and 12.4 in 2012; In the same period is expected that Ireland will decrease its unemployment rate from 14.5% to 13%;



Taken from page 67 of the WEO by IMF.

Important note in page 178:

Portugal: 2010 data are preliminary. For 2011 and beyond, the IMF staff incorporates all the approved fiscal measures (thus excluding the measures proposed in March 2011, which were rejected by Parliament). The fiscal numbers also incorporate the impact of the IMF staff’s macroeconomic projections.

Now, projections of real GDP growth for 2016

- Portugal is projected to have the LOWEST GROWTH with 1.2%, the same as Japan. Compare with Greece's 2.9% and Ireland's 3.4%.


Taken from page 182 of the same document.

Luís Ferreira Lopes explica a situação de Portugal

4.10.2011

The Walt Whitman Archive


I have all lives, all effects, all causes, all germes, invisibly hidden in myself.

After death

The voices will never die.

Portugal's bailout

Fareed Zakaria interviews Martin Wolf

Portugal's bailout was expected, says Martin Wolf (FT) (35m33s)

But it's not even an issue. Note the importance that Mr Wolf gave to the fact. He's interested, like everybody else, in the financial situation of Spain and the implications that a bailout of this country would have to Europe.

Here.

A etérea narrativa de Sócrates

No seguimento da abordagem feita aqui, surgiu-me a seguinte questão: será que ele sente culpa? Será que ele sente remorsos? Será que ele sente algum tipo de polifonia interna?

Isto tudo porque não há ponta de saúde mental por onde se pegue quando se analisa a narrativa major: a realidade é aquilo que eu desejo, eu desejo muito, a realidade é a minha narrativa, a realidade sou eu.

Tenho que confessar, não conseguimos ter um Primeiro Ministro que fosse inspirador, mas conseguimos ter um que foi e é destruidor e ao mesmo tempo gerador de análises muito interessantes.

Se fosse apenas pela riqueza das análises que a identidade deste homem sugerem, gostaria que ele ficasse mais tempo. No entanto, o país não é uma clínica ou aula de Psicopatologia.

Começo seriamente a inclinar-me para a possibilidade de haver outra explicação para a esta persistente e aglutinadora forma de ser.

A criação de uma narrativa que engole todas as expressões de diversidade que lhe poderiam fazer frente ou integrá-la, leva a que toda a expressão identitária e, neste caso, pública, seja difícil de romper. Daí que não exista um mínimo de pudor em dizer coisas mutuamente exclusivas com igual convicção: o pendor criativo deste tipo de narrativa reduz toda a contradição no seu caminho e dá-lhe toda a coerência possível.

Sócrates é, de facto, um grande problema para o país. Não que eu tenha alguma animosidade pessoal com o senhor. Provavelmente vive atormentado pela possibilidade de rejeição. Provavelmente procura ansiosamente toda a gente que o adore sem condições e repudia toda a gente que o poderá questionar. Sim, porque questionar as suas opiniões será questionar a sua essência e isso custar-lhe-á um esforço de integridade pessoal que essa narrativa não permite.

A narrativa de Sócrates está enclausurada numa grande colmeia de afincados bajuladores. Por algum motivo chamaram-lhe menino de ouro do PS. Não, é um menino mas não de ouro. É um menino frágil na sua polifonia interna, robusto na sua resolução. Lá dentro, é um menino que procura o carinho de outros de forma bastante pérfida: manipulando as posições identitárias face à sua narrativa major.

Como vítima e salvador provoca compreensão e respeito dos acólitos; como político destrói a harmonia de um povo.

4.09.2011

A tragédia e a euforia: os portugueses por dentro

Caro leitor, atenção à navegação: o mapa não é o território.


Há entre muitos Portugueses, eu incluído, um conflito interno difícil de sanar. Se por um lado gostaríamos sinceramente que Portugal fosse um país desenvolvido, ao nível dos desenvolvidos da Europa, por outro sentimos um travo adocicado e alguma satisfação por o FEEF/FMI poder intervir em Portugal. Isto é, apesar de querermos o melhor para o país, ficamos contentes com a imposição interna ou externa de medidas válidas (adequadas, consistentes e coerentes) mas duríssimas que se foquem nas causas do subdesenvolvimento e não nas consequências. Se aparentemente o argumento parece ser difícil, o seu conteúdo é muito mais interessante.

Algumas premissas de base (há sempre excepções, como é óbvio):

1- acredito que o país pode ser melhor e que se pode colocar ao nível dos mais desenvolvidos do Mundo;

2- repudio totalmente a mentalidade portuguesa. Enquanto sociedade, somos apenas medíocres. Políticos, empresários, estudantes, responsáveis vários, comentadores, comunicação social, comunidades locais, famílias, cidadãos.

Obviamente que não aprecio per se, por exemplo, que os salários das pessoas sejam reduzidos ou que os idosos se vejam privados daquilo que necessitam. No entanto, satisfaz-me que exista um esboço efectivo de libertação do país desta escória moral e inter-institucional que grassa tão copiosamente.

E qual será a causa deste conflito difícil de superar? Muito simples. Em Portugal as pessoas falam todas de assumir as suas responsabilidades e de se portarem à altura das exigências que lhes são colocadas, o que é basicamente a mesma coisa. Preserva-se a tautologia para imprimir a mesma intensidade no roda do circo que nos move. Se este argumentário faz todo o sentido, a sua realização apenas se permite no status quo do lamaçal moral.

Em Portugal joga-se bem no jogo errado. Ninguém assume com sinceridade tudo aquilo que quer para o país; ninguém tem uma visão, estratégia e medidas claras e honestas para os Portugueses; a maior parte da população é completamente ignorante, estando mais interessada na meteorologia dos dias seguintes, nas polémicas do futebol ou naquilo que o estado pode fazer por ela; nenhum político é capaz de congregar alguns pontos de consenso sobre a terra que é preciso mudar, focando-se antes na mudança do mapa da realidade.

O povo é sábio na vida mas ignorante quanto ao seu presente e futuro e os seus líderes respondem com sonhos envenenados que acreditam ser o elixir para um povo sedento de vida.

Em Portugal a memória é pormenor - ninguém se lembra das promessas que os políticos fazem, tudo se aceita sem crítica - e a responsabilidade civil é um exílio de 5 segundos de uma auto contrição;

Em Portugal pode-se fazer tudo e não se fazer nada e ser recordado com admiração por nada ter feito ou ter feito tudo mal;

Em Portugal podemos representar uma Comissão de Justiça na Assembleia da República e ao mesmo tempo destruirmos a ética do cargo em acções ignominiosas. Nada acontece;

Em Portugal o povo gostaria de conhecer escrupulosamente todas as responsabilidades financeiras dos políticos e das suas decisões. Qualquer tentativa de obter esse conhecimento é populista e sentida como desrespeito pela capacidade do líder;

Em Portugal o alcatrão é a maquilhagem dos políticos que não sem acetona; um aditivo que reverbera na sua pequenez;

Em Portugal não se faz política; em Portugal utiliza-se a narrativa para anular a política; não se discutem soluções, discutem-se manipulações, omissões, deturpações, personalizações;

Em Portugal exige um consenso nacional e salvação nacional mas todas as práticas são maniqueístas; confunde-se consenso com unanimismo e salvação com magia;

Em Portugal todos os comentadores sabem tudo sobre tudo. O Miguel Sousa Tavares é um especialista em Educação sem perceber alguma coisa sobre o assunto; o António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, derrete as dificuldades da Irlanda em lume brando para justificar o injustificável na economia portuguesa; em Portugal toda a gente sabe de tudo mesmo que nada conheça sobre a feitura do dia a dia de que fala, da ciência que se faz, dos sonhos que se criam, das vidas que se perdem;

Em Portugal põe-se todos uns contra os outros. Aquele lugar na Câmara Municipal que é uma maravilha mas que se tornará numa cunha se for ocupado por um familiar do Presidente e não por um conhecido que nos coloque lá; o dinheiro escasseia e o (in)sucesso da sociedade não permite o que as pessoas anseiam. O que se faz? Pede-se aquilo que os nossos pais tiveram mas que não conseguimos criar com o nosso esforço colectivo.

Em Portugal os jovens manifestam-se por contratos sem termo e salários elevados. Estive lá, no Porto. Ouvi e sonhei. Pensei: também quero! Mas antes disso, quero oportunidades! Quero ter a oportunidade de ser avaliado, de ser testado, que me exijam mais e melhor, que me paguem bem se eu for competente, que me alertem se eu estiver a inovar pouco e se os resultados das minhas inovações forem incipientes;

Em Portugal as pessoas pegam na obstinação acéfala dos políticos e deleitam-se com a sua combatividade, mesmo que ela signifique lutar a favor de um irrealismo atroz. Adoram quem lhes faz vibrar as entranhas sem exigir-lhes mais do que querem dar. Ouvem os queridos líderes sem uma ponta de dignidade, sem perceber que só ela permite manter a distância entre a partilha de uma visão e a colagem artesanal ao enternecimento da narrativa excitante de um líder de claque;

Em Portugal as famílias preferem participar nas festas de final do período dos seus filhos do que comparecerem às reuniões de discussão sobre a orientação escolar e vocacional;

Em Portugal o chefe manda tudo e não inspira nada. É tratado por Engenheiro e Doutor mas desqualifica o seu subordinado hierárquico se tiver a mesma formação académica. Em Portugal os Engenheiros e Doutores criam uma cortina de fumo que lhes permite manter uma realidade alternativa, na qual só se pode entrar se o Dr ou Eng estiver no cartão de crédito.

Em Portugal os tais subordinados adoram prestar reverência ao Sr. Professor, ao Sr. Engenheiro, ao Sr. Doutor. A identidade das pessoas eclipsa-se perante o sol minúsculo que habita aquelas almas. Perto dos que estudaram, junto à fonte de inspiração dos que lá chegaram, o respeitinho da reverência, a distância relacional;

Em Portugal o humor no trabalho é falta de competência. A seriedade bacoca, a repreensão escandalosa, a execução acrítica, a separação mural, e o choro interior do subordinado, são ingredientes do caldo dos pobres da humanidade. Não daqueles que ganham 2 dólares por dia;

Dói viver em Portugal. Não apenas pelo estado de coisas, mas pelo estado das pessoas.

Corrói viver em Portugal. Não pelo estado das pessoas, mas pela exasperante desesperança.

Quero sair de Portugal para continuar a gostar de Portugal. Quero ir para poder manter o ébrio sentimento de pátria.

Isto dói demais.

4.07.2011

Tremoços e momentos importantes: Sócrates no seu melhor



Fica melhor se for embora. Acredite em mim.

Portugal - now and the future

Portugal,




Images from here.

As verdades absolutas de Sócrates e a terapia

Li algures que Sócrates não aceitaria governar com FEEF/FMI, julgo que algures em NY quando foi comunicar na linguagem Bad English. Não estou certo mas julgo ter sido algo parecido. Bem, será que isso significava que agora é um ferveroso apoiante da governação com a ajuda externa?

Se a rejeitasse liminarmente, como é possível que continua candidato às próximas eleições? Estará ele disponível para governar com as medidas gravosas que serão aplicadas?

Para quem diz que não está grudado ao poder...Talvez seja super cola três colocada por marotice pelo Almeida Santos. Nunca se sabe! Os óculos que ele utiliza poderão disfarçar um ar de marotice que não é aparente.

De qualquer das maneiras, já estou a preparar um cadeirão à lá Freud para poder ter o candidato José Sócrates a narrar relaxadamente a sua história. No fundo, tenho muita simpatia pelas dificuldades ou problemas, talvez seja mais adequada, que ele apresenta.

As suas posições identitárias são particularmente interessantes, na medida em que há uma que come todas as pequenas irrupções de diversidade ao pequeno almoço. Acredito que poderei ter o Sócrates relaxado depois de fazer uma hipnose. Como não sei fazê-lo, talvez vá recorrer a um martelo pneumático. Mas não se preocupem, comprei um protector auricular para mim! Aquela porcaria faz um barulho do caneco! Para o Sócrates comprei uma bolha anti mudanças do mundo. Aquelas audiências internas, no âmbito da sua orquestra a duas notas e artistas, assim o exigem. Julgo que seria uma violência inarrável para o nosso Sócrates Jesus, ups, é Sócrates Sousa, passar por tal violência.

Portanto, digo-lhe Sócrates, estou aqui para apoiá-lo na resolução dos seus traços psicóticos e mais concretamente em toda a parafernália delirante. Não se preocupe com o preço. Já sabe que eu faço tudo pelo meu país! Ah, mas não me poderá vender dívida pública que tem aí guardada no mealheiro! Isso não vale, seu maroto!

Para terminar, durma descansado. Os gajos do FMI e FEEF não fazem barulho e fecham sempre a porta. É gente patriótica, que acredita no Tio Patinhas. Não se preocupe. Ups, adormeceu...

Durma bem. Que lindo, parece um docinho a durmir...Coisa mais querida o Sócrateszinho! Espero que não acorde! Tenho medo que venha contar, mais uma vez, que o Cristovão Colombo lhe deve 5 centavos e que a Mona Lisa enganou-o com o preço dos medicamentos para a esquizofrenia. E eu não estou com paciência para aturar o Zézinho outra vez com a mesma história! Apre!

Beauty is not a state of mind: Spain inside







Pictures taken in Baiona, Galicia, Spain

The art that EFSF and IMF won't take

Not the beauty..



nor the poverty..



Pictures taken in Furadouro, Ovar, Portugal.

4.06.2011

Cognitive Behaviour Therapy Self Help Resources

I don't need to say more.

Enjoy!

The Social Meaning of Being Portuguese Canadian

An interesting but short analysis of what was like to be a Portuguese Canadian in 1979. I wonder if a similar analysis today would prove the same conclusions.

Portugal seen from outside the shell

GDP per capita stands at roughly two-thirds of the EU-27 average. A poor educational system and a rigid labor market have been obstacles to greater productivity and growth. Portugal also has been increasingly overshadowed by lower-cost producers in Central Europe and Asia as a destination for foreign direct investment. Portugal's low competitiveness, low growth prospects, and high levels of public debt have made it vulnerable to bond market turbulence

Here

A esquizofrenia é a coluna vertebral de Portugal

Portugal vendeu 455milhões de euros em dívida a 12 meses, pagando uma taxa de 5,902%, e mais 550milhões de euros no prazo a seis meses. Nesse prazo mais curto, o juro médio foi de 5,117%.

No leilão desta manhã, a procura superou em 2,3 vezes a oferta na dívida a seis meses e em 2,6 vezes no prazo mais longo.

Só falta o governo dizer que foi um sucesso!

Aqui

4.05.2011

The downward spiral - Portugal is on its knees

Investors expect Portugal rescue

Fears of lost decade stir Portuguese poll fight

Euro off on Portugal; stocks dip on China rates

Why Portugal faces death by a thousand downgrades

EU: No Mechanism To Provide Bridge Loan To Portugal

Portugal Credit-Default Swaps Rise 5 Basis Points to Record 585

A taxa de natalidade Portuguesa

Brutais dificuldades financeiras , elevados custos unitários de trabalho, baixa competitividade, população pouco instruída, justiça leprosa, corrupção a céu aberto, chico espertismo requintado, estado gigantesco no contexto da economia,e....para ajudar, a segunda mais baixa taxa de natalidade da UE a 27.

Acho que nenhum país da União Europeia congrega tantas dificuldades.


Gráfico tirado daqui.

4.04.2011

The Power of the American Economy

When someone says that the USA are in sharp decline I always doubt it. I would never underestimate the power of the American economy.

At $14.1 trillion, the U.S. economy is about 13 percent larger than that of Brazil, Russia, India, China and Germany combined, World Bank data show.

Here.

A crise da crise

"A crise dói e cansa. Vamos riscar a palavra do nosso dicionário"

por Paulo Zucula, ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique

Há muito tempo que não lia duas frases juntas, ditas por um político, que fizessem tanto sentido.

Com humildade, diálogo, visão, estratégia, e medidas adequadas, a palavra crise deverá desaparecer do léxico político. Sugiro "dificuldades".

Esta é também uma nota para mim.

Working in the health sector in Norway

To all my colleagues that are struggling to get a job in the health sector in Portugal, read below.

What is the demand for workers in the health sector?

In recent years the demand for health personnel has increased. Especially for dentists, specialists in urology,gastroenterology, anaesthesiology, psychiatry and many other areas.
There is a demand for various kinds of health workers in Norway, often in the outlying districts and coastal regions of the country. The lack of nurses and auxiliary nurses to work in the municipal health services is particularly significant at the moment.

WORKING IN THE HEALTH
SECTOR IN NORWAY
(Updated February 2011)

Additional information can be provided.

4.03.2011

Walt Whitman - now and then

There was never any more inception than there is now,
Nor any more youth or age than there is now,
And will never be any more perfection than there is now,
Nor any more heaven or hell than there is now.

Urge and urge and urge,
Always the procreant urge of the world.

from Songs of Myself.

Educare


Here.

Google Documents Features Wishlist

My wish list:

- pagination on document view. It's probably coming soon;
- omission of page number on 1st page;
- insert page numbers without being necessary to print the document;
- insert page numbers in headers and footers;
- table of contents with automatic page numbering (very useful for Thesis and other school work, for example);
- more options to format tables;
- dictionary spelling corrections available through right click;
- keyboard shortcut to hide controls;
- have print preview as an option in the toolbar;
- option to choose font sizes other than just the ones that are available;
- option to change the background color of document's page;
- fix copy and paste (It doesn't seem to work very well, even with the web clipboard extension..Not sure about this one);
- merge the Help sub menus;
- give more emphasis to Template Gallery;
- change the Tools --» Preferences. What the hell is that?! That's weird stuff for most of Docs users!;
- get back the Document styles menu (Got it and next day it was gone);


- fix the confusion between the CTRL-F and Find and Replace


- offline access to Docs. This one is OBVIOUS! :)

That's it for now.

Don't get me wrong, I truly appreciate all the efforts that Google has been putting in Docs development. They just need to address some of these issues to take Docs even further.

And hey, it's free! ;) And it also has one heck of a set of collaboration features! Love it!

On Ireland

Oh, it's the reality stupid portuguese Prime Minister!

Ratings agency Standard & Poor’s the next day said the tests’ assumptions were robust, that the worst was over, and the economy is now set to recover gradually.

Although it downgraded Ireland’s credit rating by one notch, citing increased risks for bondholders under new EU rules to come into effect in 2013, it expects the country to recover faster than Greece or Portugal — Europe’s other two worst debt offenders.

Here.

4.02.2011

Relógio viciado - breve nota

Eureka! Descobri qual é o problema de Portugal. Ok, o principal.

O problema de Portugal é que os seus políticos têm os relógios estragados. Só assim se explica que cheguem atrasados à constatação da emergência da crise ou que estejam atrasados relativamente ao pedido de ajuda ao FEEF/FMI.

4.01.2011

The Portuguese Day of Truth

I'm very uncomfortable with the Portuguese April Fools' Day. It doesn't seem to make any sense that a country where everybody is suspicious of each other is enjoying another day of lies.

To put is more correctly, what Portugal needs is the Portuguese Day of Truth (PDT). It would be great to have at least one day of truths. After that accomplishment we could evolve to other days of truth. But let's not push things out of control! I doubt that Portuguese citizens could resist - at the present time - 2 or more days of truth. Hold on your horses!

Can you imagine having a Prime Minister that sticks to reality or that doesn't perform the constant manipulation of data?

Can you imagine the Portuguese Society voting other things beside lies?

In my opinion, I'll vote for the PDT. What about you?

Graphic from here.

3.31.2011

A tvinização da sic

"Nova descida dos ratings da banca depois do violento ataque ao rating da república" - Frase em rodapé no Jornal de Economia da Sic.

Ataque? Isto é uma guerra contra as agências de rating? Elas não têm motivos de preocupação quando o estado português não tem dinheiro e somos governados por uns políticos como Sócrates que agora não quer cobrar taxas em algumas scuts?

Podemos criticar as agências de rating mas não me lembro de a Europa ter tomado alguma medida substancial aquando da crise de 2008.

To be is to communicate

As Bakhtin said, "to be is to communicate". :)

3.30.2011

Desabafo

Estou farto deste país de gente doida.

3 words: printers, justice, Portugal

Yes, printers. You know, that peripheral which produces a text and/or graphics of documents stored in electronic form, usually on physical print media such as paper. You got the point.

So, what's the relation between printers, justice and Portugal? It's simple.

Today we knew that some courts are at risk of not having printer ink cartridges because the Ministry of Justice of Portugal is lacking the financial resources to buy them. Yes, you read it right. There's nothing unreal here. This is reality.

Yes, Portugal is in Europe and we have electricity here.

O governo que só desgoverna

É nesta altura que o meu alerta de reactividade relativamente a governos tóxicos atinge o seu limite.

Muitos de vós ouviram falar do previsto aumentos dos montantes relativos aos ajustes directos. De acordo com o governo, o aumento das verbas é "absolutamente normal". Tendo a concordar. Seria absolutamente anormal que este governo acertasse uma em cheio.

Embora não tendo a certeza, há algo que me serena. Julgo que os gastos mais elevados terão passar pelo crivo do Tribunal de Contas. Tome-se isso por verdadeiro. Mesmo assim, é muito difícil aceitar que o governo tenha o descaramento para violar incessantemente a partilha colectiva de uma missão comum: poupar o mais possível e gastar pouco e bem para alcançar as metas estabelecidas.

Não é difícil perceber, portanto, que esta iniciativa abana brutalmente o sentimento de justiça das pessoas relativamente à gestão pública.

3.29.2011

Enuresis

Soon after I arrived at St Cyprian's (not immediately, but after a week or two, just when I seemed to be settling into the routine of school life) I began wetting my bed. I was now aged eight, so that this was a reversion to a habit which I must have grown out of at least four years earlier. Nowadays, I believe, bed-wetting in such circumstances is taken for granted. It is normal reaction in children who have been removed from their homes to a strange place. In those days, however, it was looked on as a disgusting crime which the child committed on purpose and for which the proper cure was a beating. For my part I did not need to be told it was a crime. Night after night I prayed, with a fervour never previously attained in my prayers, ‘Please God, do not let me wet my bed! Oh, please God, do not let me wet my bed!’, but it made remarkably little difference. Some nights the thing happened, others not. There was no volition about it, no consciousness. You did not properly speaking do the deed: you merely woke up in the morning and found that the sheets were wringing wet.

George Orwell . Such, such were the joys.

3.28.2011

Não sejas parvo

Ninguém terá justificação para se deixar passar por parvo. Quem estiver com problemas de memória poderá rever os conteúdos que a web disponibiliza. Basta procurar no Google.

Para outras questões mais graves, estarei disponível para a realização de consultas clínicas de Psicologia.

Prometo não utilizar o DSM para rotular a parvoíce, falta de memória ou incapacidade para realizar cognições saudáveis.

Cumpro a promessa de praticar preços inversamente proporcionais aos resultados da irresponsabilidade e incompetência do Primeiro Ministro demissionário.

Não aceito consultas com pessoas que falem Espanhol. Não possuo fluência suficiente da língua para o fazer.

Melhores cumprimentos,

Ricardo Almeida

3.27.2011

Elections in Portugal and Canada

Despite of the fact that the two parliamentary houses are being dissolved almost at the same time, Canadians will have elections on May 2 and Portuguese on June 5.

1 month difference and Canada's not at risk of a bailout!

Portugal needs to start doing things right, that's for sure.

Oh well...

Give Them the Facts by Katharine Birbalsingh

Some excerpts taken from the article.

...this innovative, ground-breaking, 21st-century "preparing children for the modern world" lesson, contains no learning at all. There is no content, no actual knowledge that the children are writing, reading and thinking about.

Gove's reform has caused controversy because our state education system has been moving, for a long time, from teaching children "lots of stuff," to teaching them "skills" instead.

To learn how to count, one must count something. And to learn one's numbers, one must involve the skill of counting. Where then is the bone of contention?

"If they will not learn the way we teach, then we must teach the way they learn." So French teachers write texts using the names of the pupils to make French more "relevant" and entertaining.

What skills advocates don't seem to understand is that taking in knowledge also teaches one how to think.

Many state-school teachers are superb, but as they are judged by standards that value skills over content and are driven by targets and exams, content is inevitably slimmed down.

Reading a wide variety of literature increases one's emotional literacy, which is an essential skill for success.

...boring the kids to death by never teaching them any knowledge is precisely what drives them into the comfort of their Xboxes and PlayStations. We don't necessarily need a massive injection of technology in our schools to make lessons more interesting, as some would argue. We just need to teach our kids something worth learning.

Rigorous English and Maths have practically evaporated from our schools.

Knowledge comes in all shapes and sizes and if some of it was ever problematic, there is no reason to throw the baby out with the bath water.

The skills agenda is so ingrained in our thinking that we don't even question it. For all the good of "teaching people thinking skills", we seem incapable of being critical of the dogma that is depriving our children, in particular our poorest, of the privilege of basic knowledge: what the skills advocates themselves had in abundance at their own schools when growing up.

No, these quotes are not about Education in Portugal but they could be. Moreover, it's even worse in Portugal. Just remind yourself of the Magalhães computers that were given to young students or the tests that were made easier...

I leave it to your meditation.

Full article

Jolicloud and Chrome OS: some notes

Disclaimer: I'm just a Psychologist with great love for technology. I'm ignorant about coding and UX design implications.

This is meant to be just a simple analysis about two amazing projects and the web computing experience.

Jolicloud is an amazing project that uses Linux, HTML5 and the Chromium technologies to create a cloud based user experience while keeping the access to local stored apps. It uses chromium instances to launch web apps like a regular local app. Additionally, you can use Chromium to surf the web.

ChromeOS is also a Linux based project, built on top of Chromium (which lead to the best browser ever, Chrome: ok, it's my opinion). Its main attributes are speed, security and simplicity.

With the motto (in my own words) "live the web", they are working to give us nothing more than the web. Nothing more, nothing less. Although it sounds appealing, and it sure is, there's no possibility to run local apps. That's the great distinctive point when compared to Jolicloud. It can be a caveat to some people which for some reason need local apps to do their business.

To put it simply, ChromeOS is a Chrome browser with a linux kernel. It doesn't allow you to open that word document or that game that you like to play on your Windows machine.

Now you might be thinking that the hybrid approach of Jolicloud is much more interesting than ChromeOS. If you need local apps, it probably is; if not, the case can be different.

While I really enjoy Jolicloud I think that it has a great inconvenient. Let me TRY to explain. If you want to access a web site in Jolicloud you launch Chromium (or any other browser but let's keep with Chromium). But in Jolicloud you also have the possibility to click a web app, which will open like a regular app. You get Chromium and the web app as two separate apps. This is when things get weird.

You open Chromium and start browsing the web (check emails, read the news, etc), loading several tabs in the browser. But then you remember to open that amazing web app that you found in the Jolicloud "store". You click it and it opens independently of the browser. Now you have a browser with several tabs and a web app. Which leads me to ask why would you have a web app launching as a separate instance and not like a tab of Chromium? On the other hand, everything you open in ChromeOS will be presented in a tab. Every web app will in each tab. That makes a great difference to me.

How do I think that Jolicloud could fix this? Simply by forcing each web app to load as a tab of Chromium. If they do that they will improve the user experience dramatically.

I'm eagerly waiting for ChromeOS. I think that it has the potential to change the computing paradigm. Being an avid Chrome browser user and Google apps aficionado (Docs, Calendar, Reader, Books, Picasa etc), I think that if Google:

a) improves the way apps communicate between each other in the web (e.g., drag and drop between different web apps);

b) introduces integrated offline capabilities to Docs;

c) improves Docs compatibility with Microsoft's documents;

d) improves speed, memory management of tabs and security in ChromeOS;

e) brings movies and music services to the Google apps experience, syncing them with Android's software (both in tablets and smartphones);

f) convinces carriers and manufacturers (e.g., LG, Samsung) to provide Android's firmware updates without having to rely on Windows or Mac software;

g) makes it clear to customers all over the world that ChromeOS is not an evolution of Windows or OSX but a revolution in the way you interact with the web;

h) keeps stimulating developers to create great web apps (e.g., with HTML5 strengths and other web technologies); and

i) ensures that vendors will provide well designed hardware (notebooks like the Cr48 but better, and other appliances like TV's) at a good price.

If they do this they will have great chances to change considerably the computing experience of millions of people, benefiting Jolicloud and other web driven linux distributions with their success.

Título mais bem...

1º ponto: eu sei que a probabilidade de errarmos existe. Todos nós erramos. Muitas vezes porque escrevemos à pressa e não revemos o texto, outras porque simplesmente nos enganamos. Pacífico.

2º: mas de onde surgiu o vírus do "mais bem"? É "mais bem" no discurso dos políticos, é "mais bem" nas revistas, jornais e tv´s, é "mais bem" nos blogs..Pessoal, parem de fazer isso! Onde é que foram buscar esta treta?

3º: escreve-se "melhor"!

4º: não é difícil, pois não?

5º: obrigado.

6º: se eu me enganar a escrever, corrijam-me. Eu agradeço.

3.26.2011

Aditi Shankardass: A second opinion on learning disorders

Just listen and think.

Email game - read, answer and delete your emails in Gmail

Having an hard time with all the clutter in your Gmail inbox? Or do you want to do the Saturday house cleaning version of your inbox? Try Email Game It's a funny funny way to get rid of the mail that you don't need.

I never thought that I could laugh while deleting emails! Give it a try!

Screen capture app for ChromeOS

After trying some extensions, I found that Pixlr Grabber does exactly what I need: simply capture parts of webpages and share them. Period. It does what we were used to do with the Snipping tool, but way more effectively.

With Pixlr Grabber you can edit, save and SHARE.

If you use Pixlr to grab pictures for your blog (Blogger), be aware that the url of the screen capture not always work. Right click the capture and choose "copy url of image". Then, paste the url in the box "add image from the web".

A wish with a tv and ChromeOS

How great would it be to have a tv with ChromeOS, connected by wireless and with a bluetooth keyboard?

And now imagine that you could use ChromeOS to have one tab with one tv broadcast and another tab, side by side or not, with an instance of the web.

And think how cool it would be to have your Android synced with your tv...

Sounds nice, right? ;)

Comments are welcomed.

3.25.2011

Life satisfaction in Europe

Not only Portugal has a poor economical and social (e.g., education) development but it's also one of the gloomiest countries in Europe. Take a look at the results below.

Life Satisfaction in Europe

rank Country 0-10

1 Denmark 8.4 ----- BEST
2 Switzerland 8.2
3 Iceland 8.0
4 Finland 7.8
5 Sweden 7.8
6 Luxembourg 7.7
7 Ireland 7.7
8 Netherlands 7.5
9 Austria 7.5
10 Norway 7.5
11 Malta 7.4
12 Belgium 7.4
13 Cyprus 7.2
14 Spain 7.2
15 United Kingdom 7.2
16 Germany 7.0
17 Slovenia 6.9
18 Italy 6.8
19 France 6.6
20 Czech Republic 6.4
21 Greece 6.3
22 Poland 6.1
23 Portugal 5.7
24 Estonia 5.6
25 Hungary 5.5
26 Slovakia 5.5
27 Romania 5.4
28 Latvia 5.1
29 Lithuania 5.1
30 Bulgaria 4.1 ----- WORST


European happy planet Index

rank Country hpI

1 Iceland 72.3 ----- BEST
2 Sweden 63.3
3 Norway 56.0
4 Switzerland 51.6
5 Cyprus 51.3
6 Denmark 49.8
7 Malta 49.4
8 Slovenia 48.5
9 Netherlands 48.4
10 Austria 47.9
11 Latvia 47.5
12 Spain 47.4
13 Ireland 46.5
14 Italy 46.4
15 Germany 46.3
16 Finland 45.7
17 Belgium 45.5
18 France 44.8
19 Poland 43.9
20 Romania 43.7
21 United Kingdom 42.3
22 Portugal 41.8
23 Slovakia 40.8
24 Czech Republic 39.7
25 Lithuania 39.0
26 Hungary 38.3
27 Greece 38.3
28 Bulgaria 29.7
29 Luxembourg 29.6
30 Estonia 29.3 ----- WORST


But not so bad in terms of Life Expectancy

rank Country years

1 Switzerland 80.5
2 Sweden 80.1
3 Iceland 79.6
4 Italy 79.6
5 Spain 79.6
6 Norway 79.5
7 France 79.3
8 Cyprus 79.1
9 Greece 78.8
10 Belgium 78.7
11 Austria 78.7
12 Malta 78.7
13 Netherlands 78.5
14 Germany 78.5
15 United Kingdom 78.4
16 Finland 78.4
17 Ireland 78.2
18 Luxembourg 77.9
19 Denmark 77.4
20 Portugal 77.3
21 Slovenia 76.4
22 Czech Republic 75.3
23 Poland 74.6
24 Slovakia 73.8
25 Hungary 72.4
26 Bulgaria 72.1
27 Lithuania 71.9
28 Romania 71.5
29 Estonia 71.3
30 Latvia 70.7

Of course situations can change tremendously within countries (e.g., austerity measures in some European countries) but I think that the structural dissatisfaction among Portuguese citizens is deeply rooted in a collective frustration. There are many causes but let's leave that for some other time. :)

Via Happy Planet Index

The world(s) of prosperity

“If our nation took to similar economic exploitation [as the West],
it would strip the world bare like locusts… It took Britain half the
resources of the planet to achieve this prosperity. How many
planets will a country like India require?”

Mahatma Gandhi, 1928

Some Portuguese Education Data




Conclusion: Portugal has a long way to go to meet the challenges to be an European developed country. You can talk about bailouts and economic crisis and that sure is important but what Portugal and its governments need is to create a compelling vision and mission for the country, asserting that guidelines and implementation of measures in the society (e.g., Education, State bureaucracy,Justice)are subject of a rigorous process of scrutiny and accountability. Portugal has no margin to fail.

Pictures taken from the good article "A Nation of Dropouts Shakes Europe"

3.23.2011

A crise política e os juros das OT portuguesas

Será que o aumento dos juros deve-se à crise política ou ao facto do BCE se ter retirado da compra das OT portuguesas?

Talvez se deva à incerteza que a crise política encerra, assim como à constatação do BCE que o Estado Português necessitará de uma ajuda financeira. Ou...

talvez não.

A Fitch já afirmou que não baixará o rating de Portugal apenas por haver eleições. Mas...

se as contas de 2010 estiverem erradas e o deficit tiver sido cerca de 8%....Então, mais vale fugir para um monte alto. Resumindo...

que tal considerar que não é apenas a crise política que está a causar um aumento nos juros das OT?

3.22.2011

Democracia em Portugal

Portugal é um lugar bastante estranho. Por diversas referi que é um lugar com características esquizofrénicas. Basta alguma distância, como por exemplo umas semanas fora de Portugal, para perceber que, de facto, há algo estrutural nesta sociedade que não funciona como deveria funcionar.

Portugal é uma democracia perfeita, de acordo com aquilo que é referido no Índice de Democracia. Curiosamente, de acordo com este Índice, França é uma democracia imperfeita, atrás de Cabo Verde. Adiante.



Vem a isto a propósito do desespero que grassa em Portugal sobre o momento político em que se vive. Dizem alguns que esta é uma péssima altura para acontecerem eleições. É verdade. Contudo, a Democracia é uma viagem sem paragens obrigatórias. Cabe aos homens que nela participam avaliar o que é melhor para o país, tendo em conta a responsabilidade que a Democracia lhes exige.

Dado que vivemos numa Democracia indirecta, temos que aceitar que os partidos políticos possam tomar decisões como aquela que o PSD tomou, i.e., não aceitamos que o actual governo continue a governar, dada a sua manifesta incompetência para gerir o país. Por outro lado, o governo tem o direito de referir nós temos direito a governar porque tivemos uma maioria relativa, confiada pelo povo e temos um óptimo desempenho para vos mostrar. Se a primeira parte é correcta, a última não.

De facto, no país em que ninguém se demite, tudo se admite (crédito ao PSG, Jornal de Negócios), exigir que alguém se demita por ter sido sistematicamente incompetente parece ser criminoso. Obviamente que me dirão que esta ocasião é especial. Verdade. Mas não será a Democracia Portuguesa algo especial? Não será que o governo errou de forma clamorosa ao longo dos últimos anos? Não será que teve a sua oportunidade (6 anos) para nos transmitir uma visão aliciante e resultados efectivos da gestão de Portugal? Não será que lhe foram dadas as condições possíveis e suficientes para ultrapassar os últimos 3 anos? Contudo, pouco conseguiu.

Um trabalhador pode e deve ser despedido se fizer um mau trabalho, certo? E será despedido quer esteja com problemas graves ou no momento mais feliz da sua vida. Porque não poderá o governo ter o mesmo julgamento? Será o governo mais importante que a Democracia?

A hecatombe portuguesa prevista por vários comentadores e antigos responsáveis políticos de Portugal, leva-me a pensar que a sociedade portuguesa ainda não tem a maturidade suficiente para se focar na resolução dos problemas do país. Prefere uma Democracia medrosa, cristalizada naquilo que dá jeito que seja em determinado momento, em vez de se focar na responsabilização dos seus cidadãos (partidos, governos, e outros) nos processos e resultados que a sociedade lhes exige: uma vida melhor para todos.

Salvaguardadas todas as formalidades - o mais interessante de tudo é que a Democracia não pede licença, ela é; não pede desculpa, exige; não comanda, implica; não se amedronta, prevalece.

Portugal tem um grave problema: os seus cidadãos não se conseguem organizar convenientemente de modo a produzir o país que anseiam, que desejam mas não conseguem concretizar. Demasiado fracos, demasiado esquecidos. Governados pela memória, esqueceram-me dos princípios e dos valores, sonham com os talheres de ouro na mão mas não têm nada mais para comer do que pão rijo.

É na Democracia que os homens fazem o seu melhor; será com os homens que ela melhorará.

3.17.2011

A antecipação de Sócrates

É bem provável que a UE e Merkel tenham dito a Sócrates que não haveria nenhuma hipótese do país fugir de um apoio formal da UE e FMI. O que faz Sócrates? Articula uma estratégia clara para produzir uma crise política, encostando o PSD à parede e evitando ficar com o ônus de ter sido o governo que foi apanhado nas garras do FMI.

Objectivo: vocês, PSD, não aprovam este PEC, por isso querem empurrar o país para o apoio formal. Nós, governo, somos a salvação; vocês, o dilúvio.

Simples e direitinho.

A inversão da racionalidade

Neste momento na sociedade portuguesa tudo parece estar programado para se considerar que a vitória do país é atingir um deficit de 4.6% no final de 2011 e de 3% em 2012, se não estou enganado. Leram bem? Ok, continuemos.

O que estou a dizer é que o governo está a (pretender?) ser avaliado apenas pelo cumprimento de metas do deficit, sendo que vários objectivos orçamentais do passado recente não foram alcançados. Sim, são metas importantes e é urgente reformular o funcionamento do país.

Mas...

Será que uma sociedade só tem que exigir aos seus governantes que ponham as contas do estado em ordem? Não existirão outras questões importantes na governação? Não se deverão exigir resultados objectivos e assunção de responsabilidades na gestão eficiente das áreas da administração central, educação, saúde, justiça ou nas condições que fomentem o crescimento económico?

Não se deverá exigir que o Ministro da Justiça se demita por a mulher ter recebido dinheiro indevidamente, de acordo com as instâncias da justiça?

Não se deverá exigir que o deputado Ricardo Rodrigues do PS seja posto fora do parlamento por ter "fanado" os gravadores dos jornalistas da revista Sábado? O mesmo que está presente no conselho do Ministério Público por nomeação da Assembleia da República...

Não se deverá exigir que o Ministro da Administração Interna saia por ter sido incapaz de gerir a questão dos nºs de eleitor nas últimas eleições?

Para não falar de Sócrates e as suas licenciaturas ao domingo...

Será que as pessoas têm que se deixar enganar pela afirmação do Ministro das Finanças relativamente ao TGV? Será que temos que admitir que o TGV seja feito mesmo que a economia não tenho acesso a financiamento? Será que temos que aceitar colocar fundos na construção de um comboio, deixando que as empresas, de todas as dimensões, se vejam privadas de financiamento para fazerem crescer a economia? Será que temos que aceitar isto?

Será que ninguém se indigna perante o tom messiânico de Sócrates quando fala da sua acção como primeiro ministro?

Será que ninguém se zanga com o congelamento das reformas mais baixas dos nossos velhos (nossos pais e nossos avós, enfim, pessoas)?

Será que ninguém assume responsabilidade neste país, será que ninguém se demite, que tudo se deve aceitar, como diz Pedro Santos Guerreiro no seu último editorial?

Que país é este? Que sociedade é esta que come tudo e cala, sem reflectir sobre os assuntos, sobre o SEU FUTURO?

3.16.2011

Walt Whitman - Song of myself

I have no chair, nor church nor philosophy;

I lead no man to a dinner table or library or exchange,

But each man and each woman I lead upon a knoll,

My left hand hooks you round the waist,

My right hand points to landscapes of continents,

and a plain public road.

Not I, not any one else can travel that road for you,

You must travel it for yourself.


Song of myself from Leaves of Grass 1855 A Textual Variorum of the Printed Poems, Volume I: Poems 1855-1856 Sculley Bradley, Blodgett H. W et al, eds. NY: New York University Press, 1980.

Sócrates, o Messias

Foi esclarecedor ouvir a entrevista ao PM José Sócrates ontem à noite, na Sic. Ficou claro que a sua política comprimida entre uma liderança autoritária e uma aura messiânica, redonda no inevitável: ou eu e a minha verdade ou o dilúvio. Melhor, todos aqueles que têm uma interpretação diferente da realidade são pessimistas e não são patrióticos. Todas as expressões de democracia que não se encaixem na adesão ao Grande Líder Sócrates estão condenadas. Sócrates é a democracia, daí não dar importância às formalidades que a sustentam.

É interessante verificar que é esta incapacidade de leitura da realidade que impede que o PM seja parte da solução. Não, ele é o problema. Sim, O problema principal na condução da gestão do país.

Pedro Passos Coelho, nascido num berço de valores e princípios sólidos, tem outra perspectiva. Ele disse há cerca de 2 dias que os governos vêm e os governos vão mas que o país ficará. Esta é a verdade que José Sócrates não admite, apesar de dizer que está a fazer tudo pelo seu país e que não vira a cara à luta nem desiste.

Sócrates, por mais que diga o contrário, está grudado ao poder porque é este poder que lhe permite exercer a magnitude da sua identidade empedernida em todo o esplendor. Se na primeira legislatura isso foi claro, mais óbvio é nesta legislatura.

Sócrates não hesita em angariar-nos para uma adesão bíblica da sua acção. Ao contrário do que diz, não está interessado no país. Está, isso sim, em que nós aceitemos que ele é o Messias que nos levará ao céu, apesar de num cruzamento lá atrás nos ter conduzido ao inferno.

Sócrates não tem uma identidade que gere harmonia na sociedade. Ele desequilibra e agride, gere conflitos e promove as análises simplistas, pois só elas permitem uma absorção imediata da sua verdade.

Sócrates não erra, Sócrates tem convicções.

Sócrates isola partes da realidade e devolve-nos os traços expressionistas mais carregados.

Quem gostar de papinha para os seus cérebros lamacentos, faça favor de se servir.

3.15.2011

A nuvem dos medos

Eis o resultado gráfico decorrente de perguntas muito simples feitas a vários alunos do 1º e 2º anos de escolaridade: tens algum medo? Qual é? Quais são?


Simplesmente para apreciar.

Sócrates e o misticismo

É interessante notar a frequência com que o Primeiro Ministro (reparem no pormenor do 1º..já vão perceber) José Sócrates utiliza as palavras "espírito" e "mente".
Analisemos os significados de cada uma das palavras, retirados do Dicionário Priberam Online.

Espírito (latim spiritus, -us, sopro, ar, alma)

1. Coisa incognoscível que anima o ser vivo.
2. Entidade sobrenatural. = abantesma, alma, espectro, fantasma
3. Ente imaginário.
4. Ser de um mundo invisível.

Mente (latim mens, mentis, inteligência, alma)

1. Parte do ser humano que lhe permite a actividade! reflexiva, cognitiva e afectiva!. = entendimento, espírito, intelecto, pensamento
2. Armazenamento de experiências vividas. = memória, lembrança
3. Disposição de espírito.
4. Aquilo que se pretende fazer. = intenção, intuito, pensamento, propósito, tenção
5. Maneira de compreender ou imaginar o mundo. = imaginação, percepção!
ter em mente: lembrar-se ou ter como intenção.

Facilmente notamos o cheirinho a sobrenatural nestas duas descrições. Repare, Espírito remete para a noção de uma entidade abstracta, imaginária e, portanto, sobrenatural, e a Mente surge com a função do Espírito.

Quando Sócrates diz, por exemplo, "não está no meu espírito..." ou "tenho na minha mente que...", está basicamente a dizer-nos que orgão e função são compreendidos como sendo exactamente a mesma coisa. Daí advém que o floreado místico, repleto de mini expressões que personalizam a sua inefável autoridade, seja apenas uma expressão da identidade messiânica de Sócrates. Mais, o Messias Sócrates traz a sua sabedoria num manto sedutor, bebida pelos seus discípulos como o néctar da verdade, incontestável no seu conteúdo, bitola na sua forma.

Sócrates é o Primeiro Ministro. O primeiro. O Ministro que vai à frente, que abre o caminho, que ilumina os outros discípulos. Que mostra a verdade. Ele dá-lhes a verdade com gotas mágicas, vertidas pelo seu espírito e pela sua mente. Deles se espera que lhe lavem os pés e que lhe respondam afirmativamente à sua magnanimidade altiva. O pusilâmine escondido atrás das suas crenças e que ouse questioná-lo é vergado pelo poder da repreensão moral que o mestre lhe provocaria, o que pressupõe uma dor insuportável de exclusão da torrente da vida.

A sua sucessão é impossível, dado que nenhum Líder místico pode ser substituído. Estas lideranças são imortais, uma vez que se impregnam na carne daqueles que o seguem; atormentam os que têm dúvidas; e anulam aqueles que ousam criticá-lo.

Sócrates assume-se como o caminhante peregrino no reino da sua aura mística. Vê uma luz difusa, que o cega pela iluminação que lhe provoca no espírito. A sua verdade é A verdade; a sua rota é A rota; as suas decisões são As decisões.

Contudo, Sócrates não é realmente um líder. É apenas um homem que usa a sua inteligência e capacidade de manipulação para criar uma realidade paralela, bem expressa pela utilização do seu espírito e mente. Sócrates não poderia substituir Espírito por Alma porque sobre a Alma poderão cair punições graves. O Espírito de Sócrates, no significado aqui apresentado, eleva-se acima da repreensão ou punição.

Sócrates não é um político duro; é um político embrutecido. Sócrates não transmite sinceridade nas suas expressões verbais e corporais. Basta relembrar que todas as suas bengalas linguísticas (e.g., "absolutamente essencial") são utilizadas para segurar as fundações de um discurso tautológico, feito para uma absorção acéfala e não para um embevecido processo analítico. Ele sabe que se deixar de lado o cimento que lhe cola as palavras num discurso mono-color, várias brechas surgirão na mensagem que deseja transmitir.

Sócrates não transmite a confiança que caracteriza um líder; ele tenta colá-la com cuspe nas camadas profundas do nosso cérebro, nos alvéolos da nossa inteligência mais básica.

Sócrates é previsível e daí advém muito do seu poder. É o Mestre que quer orientar, o ancião que apresenta sempre as mesmas lições, na esperança que eles se tornem A verdade.

Sócrates é mais uma pessoa, tão insignificante e importante como tu e eu. Não tem o poder e aura mística que ele julga que possui, nem a capacidade política inata que lhe atribuem. Não, a política não é a arena dele por que ela não lhe permitiria, e se fosse, então a política teria um significado muito diferente daquele que tem.

Sócrates ilumina o seu caminho com a sua própria luz; não se alimenta da luz do seu povo. A sua energia advém da SUA missão, não da missão conferida por um povo que comanda uma nação.

Sócrates diz que o país dele tem mais de 800 anos; o país dele pertence a uma realidade aleatoriamente prevista no seu ideário; Portugal é uma abstracção total, assimilada e criada constantemente por uma narrativa multipolar. Portugal é dos Portugueses, os que estão e os que foram. Portugal nunca será de Sócrates porque ele será sempre mais que um País.

Sócrates é mais um. Nem mais, nem menos. Interessante? Sem dúvida. Mas também já escrevi sobre uma chávena de café.