4.15.2011

A redução do número de funcionários do estado

De acordo com a análise feita pelo Álvaro Santos Pereira, a tal redução do número de funcionários públicos é mais um exemplo de contabilidade criativa.

Vejamos as seguintes passagens do artigo do autor para perceber melhor o que estará a acontecer.

1º ponto

Os trabalhadores da Administração Central não incluem nem os trabalhadores do Sector Empresarial do Estado (SEE), nem aqueles(as) trabalhadores(as) que transitaram para as autarquias locais ao abrigo de protocolos com o próprio Estado.



..a transformação dos hospitais públicos em hospitais-empresas levou a que o número de trabalhadores do SEE aumentasse de cerca de 96 mil em 2005 para mais de 150 mil em 2009. Obviamente, esta subida do número de trabalhadores do SEE foi compensada por uma redução equivalente (eu diria até "inédita") do número de funcionários públicos.



O Banco de Portugal também já analisou o assunto e concluiu que mais de dois terços da extraodinária redução das despesas com o pessoal de 1,9% do PIB entre 2004 e 2008 se ficou a dever à transformação dos hospitais públicos em entidades do SEE.



...entre o terceiro trimestre de 2009 e o trimestre homólogo em 2010, o SEE absorveu 5000 novos trabalhadores devido à transformações em empresas públicas do Centro Hospitalar do Barreiro e do Montijo, do Hospital do Litoral Alentejano e da ULS Castelo Branco. Restam assim 12000 trabalhadores. Muitos(as) certamente aposentaram-se, mas outros poderão ter simplesmente ter feito a transição para a alçada das outras administrações do Estado.

Mais uma vez, e se não for inconveniente para os senhores políticos, será que me poderiam contar a VERDADE toda? Ou vão ficar muito agastados se eu disser como o Passos Coelho que os esqueletos têm que sair dos armários?
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