4.04.2010

Os insectos e os humanos

Sinto-te tentado a falar sobre o concelho de Ovar e como gostaria que fosse.

Imagens dispersas mas coerentes no seu projecto.

…as paisagens enternecidas, o planeamento urbanístico rigoroso, os jardins de uma beleza incontornável, a história descrita nos bancos de jardim, a disciplina do Potencial Total, as pistas seguras para as bicicletas, as escolas bonitas, as lojas cheias de produtos e serviços interessantes, os concursos de inovação frequentes, a limpeza dos espaços, as casas bem arranjadas, floridas e reparadas, os rios transbordantes de vida, as árvores, as boas notícias de Ovar a nível local, regional e mundial, os trabalhos dos alunos expostos pela cidade, o voluntariado em massa, a visão para os próximos 10 ou 15 anos em concurso por entre todos os cidadãos, os hostels criativos e sedutores, um parque empresarial com clusters de excelência, um hospital colorido e próximo da segurança emocional, passeios bem tratados, parques públicos com fauna e flora da região, o museu natural ao ar livre, serviços públicos mais próximos do cidadão, a cultura a céu aberto, uma biblioteca aberta 24 horas por dia, os convidados estrangeiros e nacionais que falam sobre gestão pública, economia, ambiente…enfim… e muito, muito mais...!

Cultura. Ambiente. Economia. Social. Eu e tu.

E os insectos.

Um Mundo de realizações por acontecer, um Mundo que nos vive.

E os humanos.

A mudança. Para o conhecimento, para a criatividade, para a exigência, para a transparência, para o rigor, para a tolerância, para a excelência.

O Sol não se deita e certamente não se levanta. Rodamos, giramos. Ficamos.

Somos, certamente, importantes. Temos a capacidade de criar! Mas somos apenas nós, parte da Natureza. Cheios de poder para destruir ou anular.

Se todos os insectos se extinguissem rapidamente, nós desapareceríamos todos em pouco tempo; se todos nós nos extinguíssemos rapidamente, a Natureza floresceria.

Temos um livro em que escrevemos constantemente. Esse livro é de todos e todos escrevem, mesmo aqueles que não conhecem as letras ou não sabem para onde elas vão.

Gostaria de escrever neste livro tudo aquilo que imagino para Ovar.

E tu?
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