3.14.2013

A pedir numa rua de uma cidade canadiana

Hoje vi um senhor com cartaz, a pedir. A pedir numa das ruas principais de Kingston, no Canadá. A pedir. Não é o primeiro, não será o último. Se fechasse bem os olhos, diria que estava algures num país pobre ou mais pobre do que o Canadá. Afinal de contas, todos os indicadores apresentam melhorias significativas relativamente ao ano passado, crescimento económico, qualidade de vida, enfim, basta olhar para eles.

Contudo, cada vez mais me apercebo da elevada disfuncionalidade que grassa nesta sociedade. Uma camada rasteirinha, que vive de subsídios e completamente encostada ao chão, totalmente ausente da sociedade. Uma classe média baixa que vive de part-time toda uma vida ou ainda um grupo de pessoas que fazem dos trabalhos relief, que mais não são do que trabalho temporário com uma pitada de fantasia, o auxílio para as despesas. Dessa forma, aniquilados numa qualidade de vida reservada a grupos da sociedade que fazem o seu trabalho das 8 às 5, sobrevivem. Fazem aleluia a um país fantástico. Por necessidade, por quererem acreditar, por não poderem mudar. Um sinal, importante.
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