6.14.2011

A lei de Portugal

Apenas um detalhe. A lei em Portugal é compreendida por uma grande parte da população como algo que tem uma interpretação singular, quase sempre entendida à luz dos caprichos de cada um.

A PSP e a GNR dizem que o imposto único de circulação deve acompanhar os carros? Não, vários vendedores de automóveis dizem que não. E dizem que não porque eles é que sabem. A lei, essa coisa em putrefacção, é apenas lama no tapete. Tira-se a lama, surge o brilho da verdade individual.

É visceralmente frustrante perceber que os mitos desejados são muito piores que os mitos da ignorância ou da cultura popular. A sensação de muitos indivíduos, cientes da sua sapiência infinita, é usurpadora de qualquer racionalidade.

O Português típico é chico esperto e tem uma forte inclinação para a aldrabice e para a má educação. E isto não melhora com o crescimento da economia.

Portugal está em agonia porque o seu povo não é suficientemente capaz de assumir comportamentos/valores típicos de uma sociedade educada: trabalho intenso, rigor, respeito pelo bem público e pelo Outro, solidariedade sincera, civismo.

Portugal envergonha-se perante os portugueses. Nós, como um povo, como um grande grupo, não somos tão educados como eu gostaria. Não somos suficientemente bons para vencer. Ainda não.
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