12.22.2007

Tu, AA.

Tu, a tua voz doce urde a membrana que nos une, fazendo com que a distância entre a mente e acção seja uma ilusão. Tudo surge como se o significado fosse um bote no mar, com uma luz a iluminar as rotas já conhecidas. Tudo me leva a ti. O teu odor guia-me por esta floresta da qual me alimento. Uma floresta de energia na qual vou buscar as gotas com que vertes as lágrimas, nas quais o bote se move. Que alegria! Que inefabilidade! Não me deixes aqui, perto de mim, longe de mim, longe de ti. Vem para a minha beira. Vamos encostar os ouvidos junto às nossas bocas e deliciar o escuro e os fantasmas que lá habitam. O desconhecido do sonho, o errático pesar do incógnito. Tudo conheço, tudo vejo e tudo sinto. Tudo isso! Tu, aqui, junto de mim, e beijo-te na boca, sem parar, sem parar! Ouves o som? A manifestação da arte é um requinte da existência. E que requinte! Não te mexas!
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