11.26.2008

Pollyanna e Sócrates

Satisfatório. Bom. Óptimo. Excelente. Brilhante!

Eles poderiam andar de mãos dadas, visitar os campos e sentir as flores brilharem. Ouviriam os passarinhos a cantar e os animais a alimentarem-se. Seria um Mundo infinitamente belo, repleto de uma insofismável leveza.
Que bom que é cheirar o odor da positividade dos elementos naturais, de perceber como os organismos e as coisas se organizam com um sentimento estético que perpessa a solidez das coisas e dos acontecimentos. Que bom! Que felicidade!

"As previsões da OCDE não são favoráveis para nenhum país do mundo, são de
um crescimento de menos 0,2 por cento para Portugal, mas são de menos 0,9 para
Espanha, menos 0,8 para a Alemanha, menos 0,6 no conjunto da Zona Euro",
salientou.
Para o primeiro-ministro, apesar de Portugal figurar no conjunto destes
países, "tem previsões menos negativas que os outros."



Existe um interesse magnânimo na natureza de um ser quando ele reporta o exclusivamente a sua orientação existencial para um foco positivo das questões. Contudo, existe uma perversa e inefável manipulação e obscuridade nas pessoas que organizam o seu pensamento em torno da anulação de pontos negativos irrefutáveis, ou em análises mancas, coxas e pernetas.
Considero que todas as pessoas percebem o alcance deste míssil irrealista que o primeiro ministro transporta nas suas afirmações. Ele constata a situação, recolhe os aspectos positivos dela e deixa-os orfãos de contexto. O passado serve-lhe apenas para apontar o que ele fez e que os outros não fizeram. Apenas.

Muito fraco. Péssimo. Horrível. Catastrófico!
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