5.07.2010

Canada needs…

 

Provincial programs

Depending on your work experience, you could come permanently to Canada through a provincial program. The rules for application may be different for each province.

To see if you are eligible to apply, please visit the sites below. You can also see which skills are needed in each province.

4.29.2010

Um momento, uma ideia

A conversação terapêutica pela narrativa partilhada e co-construída, numa perspectiva dialógica, em que as vozes e as posições identitárias das pessoas se entrelaçam num novelo infinito de possibilidades: de ser mais ou ser menos, consoante as doses de felicidade com que servem a sua vida, de ser melhor, de ser diferente, de ser.

4.28.2010

A perversidade da Europa e o euro

É completamente inaceitável que o BCE não possa emprestar dinheiro directamente aos Estados mas que o faça aos bancos, que por sua vez foram salvos pelos Estados, e que estes últimos tenham que ser financiados pelos bancos. Mas que TRETA é esta?

Que bom que é ganhar dinheiro fácil assim! Também quero!

Daí tanta vontade que a especulação renda frutos rapidamente! Quantos mais sangue houver, mais lucro se obtém!

Uma VERGONHA sem limites!

4.25.2010

Discurso de Cavaco Silva – 25/04/2010

Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa, fez um belo discurso por ocasião da comemoração do 25 de Abril de 1974.

O mais interessante são os caminhos (alguns) indicados para o sucesso: a indústria criativa e o mar. Bem verdade.

Aliás, muitos discursos são óptimos mas depois encalhamos, como um barco velho que navega na banheira de um pesadelo.

Só gostaria de ver este discurso mexer-se, pular sem parar, encostar-se a todos os cantos das vilas e cidades portuguesas, vibrar de energia na boca de todos.

Quero ver acção!

Leiam o discurso. O vídeo é incómodo. As palmas uma treta.

“Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhor Primeiro-Ministro,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhoras e Senhores,

Na madrugada de 25 de Abril de 1974, um jovem capitão de 29 anos reuniu os seus homens da Escola Prática de Cavalaria de Santarém. Falou-lhes do estado a que Portugal chegara e terminou dizendo: «quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!».

Vieram todos, sem excepção, mesmo sabendo que corriam riscos, incluindo o risco de não regressar com vida. Ao fim de algumas horas, caía um regime cansado de guerra. É por isso que aqui estamos hoje.

Foram eles os filhos da madrugada. Não caminharam para Lisboa em busca de cargos ou de lugares. Não vieram à procura de um lugar na História – e é justamente por isso que o merecem.

Como o retratou Sophia de Mello Breyner, Salgueiro Maia foi «aquele que deu tudo e não pediu a paga». Um exemplo notável para muitos Portugueses dos nossos dias, que tantas vezes cedem às seduções vazias e efémeras da sociedade de consumo e outras tantas vezes medem o valor dos homens pelo dinheiro ou pelos bens que ostentam.

Aqueles que saíram de Santarém, de Mafra, de Tancos, de Santa Margarida, de Estremoz ou de Vendas Novas rumaram a Lisboa porque não se conformaram com o País em que viviam. Vieram todos, porque todos queriam mudar. Queriam um país livre.

Neste dia, devemos ter presente um facto muito singelo: em 2010 completam 36 anos aqueles que nasceram em 1974. São mais de três milhões os Portugueses que não possuem qualquer recordação do que foi o 25 de Abril de 1974 porque, pura e simplesmente, não tinham nascido na altura. Vêem a democracia como um dado adquirido.

Um jovem de 24 anos, que termina este ano o ensino superior, sempre viveu num Portugal membro das Comunidades Europeias. Vê a Europa como o seu espaço.

Uma criança de 8 anos não conheceu outra moeda que não o euro, não sabe como era o escudo.

Aqueles que sempre viveram em liberdade desconhecem o seu preço. Em larga medida, só nos apercebemos do valor das coisas quando nos vemos privados delas. A melhor lição de liberdade é a experiência da não liberdade.

Temos, pois, um dever de memória para com aqueles que nasceram já depois de 1974. Devemos ensinar-lhes o que custou conquistar a liberdade e que a defesa da liberdade deve ser um princípio de acção para os agentes políticos e para todos os cidadãos.

O 25 de Abril foi feito em nome da liberdade, mas também em nome de uma sociedade mais justa e solidária. Será aí, porventura, que o balanço destas três décadas de democracia se revela menos conseguido.

A sociedade portuguesa é hoje mais justa do que aquela que existia há 36 anos. No entanto, persistem desigualdades sociais e, sobretudo, situações de pobreza e de exclusão que são indignas da memória dos que fizeram a revolução de Abril.

A sensação de injustiça é tanto maior quanto, ao lado de situações de privação e de grandes dificuldades, deparamos quase todos os dias com casos de riqueza imerecida que nos chocam.

Na minha mensagem, no primeiro dia do ano de 2008, disse: “sem pôr em causa o princípio da valorização do mérito e da necessidade de captar os melhores talentos, interrogo-me sobre se os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores”.

Embora este meu alerta não tenha então sido bem acolhido por alguns, não me surpreende que agora sejam muitos os que se mostram indignados face aos salários, compensações e prémios que, segundo a comunicação social, são concedidos a gestores de empresas que beneficiam de situações vantajosas no mercado interno.

Como já afirmei noutra ocasião, na génese da actual crise financeira e económica internacional encontra-se a violação de princípios éticos no mundo dos negócios e a avidez do lucro fácil, a que se juntaram deficiências na regulação e supervisão dos mercados e das instituições financeiras. Os custos sociais traduzem-se hoje em perda de poupanças amealhadas com grande esforço, destruição de empregos, emergência de novos pobres.

As injustiças sociais e a falta de ética são dois factores que, quando combinados, têm efeitos extremamente corrosivos para a confiança nas instituições e para o futuro do País.

A injustiça social cria sentimentos de revolta, sobretudo quando lhe está associada a ideia de que não há justiça igual para todos.

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

Deixámos o império, abraçámos a democracia, escolhemos a Europa, alcançámos a moeda única, o Euro. Mas duvidamos de nós próprios. Os Portugueses perguntam-se todos os dias: para onde é que estão a conduzir o País? Em nome de quê se fazem todos estes sacrifícios?

A prova de que se acumulam dúvidas quanto ao futuro do País está no número de jovens que partem. Infelizmente, aqueles que vão para o estrangeiro são, com frequência, os mais qualificados, os mais promissores.

Mas na maioria deles persiste o desejo de regressar. Tenho-os encontrado nos Estados Unidos, em Espanha, na Alemanha, no Luxemburgo. São jovens que querem estar entre os melhores, para competir com os melhores. Dizem-me quase todos que gostariam de voltar ao seu País desde que tivessem condições para isso, sobretudo condições de trabalho nas suas áreas de especialização.

Este é um potencial que o País não pode desperdiçar. É a saída de mais jovens com valor e talento para o estrangeiro que pode fazer de Portugal um país periférico. No mundo actual, a periferia está onde mora a ineficiência do Estado, a falta de excelência no ensino, a ausência de conhecimento, de inovação e de criatividade, em suma, a periferia está onde mora o atraso competitivo.

Durante muitos anos, o facto de nos encontrarmos na periferia da Europa foi considerado uma das causas principais do nosso atraso. Portugal era a Finisterra, como já os Romanos lhe chamavam. Estávamos num extremo perdido da Península Ibérica, longe das grandes vias de circulação e comércio através das quais a Europa, desde a Idade Média, construiu progresso e edificou catedrais.

Tudo isto mudou no nosso tempo. A geografia deixou de ser uma fatalidade irremediável. Estar perto ou estar longe do centro não é algo que se meça em quilómetros, pois estamos no centro do mundo se tivermos o conhecimento e o engenho para tanto. Graças às novas tecnologias, não há longe nem distância. As noções de centro e de periferia foram radicalmente alteradas.

Num espaço global, existem por certo novas ameaças, grandes desafios que as economias emergentes nos colocam. Não podemos perder tempo, porque a concorrência será implacável. Quem ficar para trás, terá de fazer um enorme esforço de recuperação.

No mundo actual, não esperemos que os outros nos ajudem se não acreditarmos em nós próprios, se formos incapazes de fazer aquilo que nos cabe fazer.

A globalização e o aprofundamento da integração europeia obrigam-nos a procurar a diferença, a encontrar factores distintivos para o nosso País, a aproveitar bem as nossas vantagens comparativas. Devemos ter uma visão de longo prazo que indique o lugar que queremos ocupar na Europa e no Mundo.

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

Portugal vive uma grave crise que é de todos conhecida. É nestas alturas que temos de ser capazes de abrir caminhos que levem o País a novas oportunidades. Irei referir dois deles: o mar e as indústrias criativas.

Portugal encontra-se na periferia da Europa, mas está no centro do mundo. Somos uma «nesga de terra debruada de mar», como nos chamou Torga, palavras que recordei nesta Sala, quando tomei posse como Presidente da República. Possuímos uma vasta linha de costa, beneficiamos da maior zona económica exclusiva da União Europeia. Poderemos ser uma porta por onde a Europa se abre ao Atlântico, se soubermos aproveitar as potencialidades desse imenso mar que se estende diante dos nossos olhos, mas que teimamos em não ver.

Como pode um país, projectado sobre o Oceano Atlântico, na encruzilhada de três continentes, ver-se a si próprio como periférico?

Para além das especificidades da nossa geografia, temos a História. Num só século, revelámos à Europa dois terços do planeta, percorrendo as costas de todos os continentes. Pusemos em contacto muitos dos povos do mundo e criámos uma língua universal. Por causa disso, Portugal continua a projectar no exterior a imagem de marca de país marítimo.

Que justificação pode existir para que um país que dispõe de tão formidável recurso natural, como é o mar, não o explore em todas as suas vertentes, como o fazem os outros países costeiros da Europa?

Porque retiram esses países tanto valor e criam tanto emprego com a exploração económica do mar, e nós não?

Temos de repensar a nossa relação com o mar. Repensar o modo como exploramos as oportunidades que ele nos oferece. Importa afirmar a ideia de que o mar é um activo económico maior do nosso futuro.

Setenta por cento da riqueza gerada no Mundo transita por mar. Devemos pois apostar mais no sector dos transportes marítimos e dos portos.

Mas também no desenvolvimento de fontes marinhas de energia, de equipamentos para a exploração subaquática de alta tecnologia, de produtos vivos do mar para a biotecnologia ou das indústrias de equipamento, de reparação e de construção navais.

Temos de incentivar a prospecção e exploração da nossa plataforma continental, cujo projecto de levantamento se encontra em apreciação nas Nações Unidas.

Pensando na combinação do mar com o nosso clima temperado, importa desenvolver as actividades marítimo-turísticas, a náutica de recreio, o turismo de cruzeiros. A par disso, temos de fomentar a aquacultura e a manutenção de uma frota de pesca sustentável.

A ausência de um pólo desenvolvido de indústrias marítimas é de facto surpreendente quando Portugal apresenta um conjunto de vantagens comparativas que são extremamente relevantes à escala europeia.

Às vantagens decorrentes da nossa geografia, da História e da imagem externa do País podemos ainda juntar as estratégias e políticas para o mar desenhadas nos últimos seis anos em Portugal e na própria União Europeia. Não é necessário fazer mais estudos e relatórios. Basta agir em cumprimento daquelas estratégias.

É essencial que criemos condições e incentivemos os agentes económicos a investir no conjunto dos sectores que ligam economicamente Portugal ao mar.

Penso, desde logo, na criação de condições de competitividade e estabilidade fiscal para os transportes marítimos e para os portos portugueses, que lhes permitam, pelo menos, igualar as condições dos demais Estados costeiros da União Europeia, bem como dinamizar as auto-estradas do mar, juntamente com os nossos parceiros da União.

Sem querer transmitir a ideia de que o mar é a panaceia para todos os nossos problemas, entendo que o mar deve tornar-se uma verdadeira prioridade da política nacional.

Abraçando um desígnio marítimo seremos mais fortes, porque dependeremos menos dos transportes rodoviários internacionais, cada vez mais condicionados pelas políticas europeias do ambiente.

Seremos mais fortes porque com a exploração da energia a partir do mar poderemos enfrentar melhor os desafios da segurança e sustentabilidade energética, reduzindo a dependência do exterior e promovendo novas tecnologias.

Portugal e os Portugueses precisam de desígnios que lhes dêem mais coesão, mais auto-estima e mais propósito de existir. O mar é certamente um deles.

Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

Graças à nossa riqueza histórica e cultural, ao talento de muitos dos nossos jovens, à capacidade de adaptação da nossa mão de obra e ao nosso clima privilegiado, temos ainda a possibilidade de desenvolver centros de excelência que se configurem como marcas distintivas à escala europeia.

À semelhança do que ocorreu noutras cidades da Europa, de Barcelona a Berlim, passando por Amesterdão ou Estocolmo, podemos fazer com que alguns centros urbanos se convertam em grandes pólos internacionais de criatividade e conhecimento.

Além da capital do País, o Porto é uma cidade que dispõe de todas as condições para ser um pólo aglutinador de novas indústrias criativas, ligadas às artes plásticas, à moda, à publicidade, ao design, ao cinema, ao teatro, à música e à dança, mas também à informática, à comunicação e ao digital.

Não é de hoje a vitalidade cultural portuense, como não é de hoje a capacidade empreendedora das gentes do Norte. O Porto sempre se orgulhou da sua vida intelectual e esse orgulho é legítimo: das letras às artes plásticas, passando pela arquitectura, aí existe muito do melhor que Portugal fez nas últimas décadas.

Uma aposta forte dos poderes públicos, conjugada com a capacidade já demonstrada pela sociedade civil relativamente a projectos culturais de referência, poderão fazer do Porto e do Norte uma grande região criativa, sinónimo de talento, de excelência e de inovação.

Aí existe um tecido humano feito de gente activa e dinâmica, um espírito de inovação e de risco, um culto do que é novo e diferente. Há capital humano de excelência, há estabelecimentos de ensino e equipamentos de qualidade. Só falta mobilizar esforços para transformar o Porto e o Norte numa grande região europeia vocacionada para a economia criativa e fazer desse objectivo uma prioridade da agenda política.

Estudos recentes vieram mostrar que as actividades culturais e criativas podem desempenhar um papel de crescente relevância na economia portuguesa, à semelhança do que ocorre noutras sociedades desenvolvidas e pós-industriais. Na Região Norte, aliás, foram já lançadas iniciativas visando tirar partido das suas potencialidades neste domínio.

O Porto presta-se claramente a exercer um papel de núcleo dinamizador do engenho criativo. O seu espaço urbano, aliando o antigo e o moderno, o esplendor do barroco das igrejas e a sobriedade da arquitectura contemporânea, pode converter-se numa marca de projecção internacional através de um movimento colectivo e inovador que atraia novas dinâmicas de desenvolvimento, com criadores talentosos, artistas portugueses e estrangeiros, empresários jovens com sentido de oportunidade.

Temos aí um enorme potencial para desenvolver um turismo diferente e de qualidade e para fundar uma nova centralidade alicerçada no vanguardismo estético e na inovação tecnológica e empresarial.

Portugueses,

Há 36 anos, marcámos encontro com um destino de liberdade. Não nos deixámos abater por um regime de muitas décadas que caiu em poucas horas.

É nosso o País. Temos florestas e temos o mar. Temos jovens talentosos que aqui querem viver. Temos cidades e regiões à espera de se afirmarem. É desta matéria-prima que se fazem os sonhos.

No dia de hoje, celebramos a esperança dos que acreditaram, sobretudo em si próprios.

Sem ilusões nem falsas utopias, devemos acreditar porque temos razões para isso.

Há uma razão, acima de todas. Motivo de ser como somos, ela é a nossa maior razão de esperança. Connosco a temos, há muitos séculos, com ela vivemos desde que nascemos. Essa razão de esperança tem um nome: chama-se Portugal.

Obrigado.”

4.10.2010

O Livro da Minha Mãe – Albert Cohen

Mas porque serão maldosos os homens? Porque se tornam tão rapidamente odiosos, mordazes? Porque adoram vingar-se, dizer mal dos outros, se acabarão por morrer, pobres deles? Que a horrível aventura dos humanos que chegam a esta terra, se riem, se agitam, e depois subitamente se imobilizam, não os torne bondosos, é inacreditável. E porque se apressam a responder numa voz de catatua, se lhes falamos num tom delicado, o que os leva a pensar que somos pessoas sem importância, ou seja, sem perigo? É assim que os ternos precisam de se zangar para que os deixem em paz, ou mesmo, o que é trágico, para serem estimados. E se fôssemos deitar-nos e dormir terrivelmente? A criança, enquanto está a dormir está a medrar. Sim, vamos dormir, o sono tem as vantagens da morte sem os seus pequenos inconvenientes. Vamos instalar-nos no aprazível caixão. Como gostaria de poder tirar, qual desdentado que tira a dentadura e a mergulha num copo de água ao pé da cama, de tirar o meu cérebro da caixa, de tirar o meu coração demasiado palpitante, este pobre desgraçado que tão bem cumpre o seu dever, de tirar o meu cérebro e o meu coração e mergulhá-los, os dois pobres milionários, em soluções refrigerantes, enquanto dormisse como uma criança que nunca mais voltarei a ser. Como são escassos os humanos e quão depressa se desertifica o mundo.

4.04.2010

A Memória Colectiva

A memória colectiva – o passado esquecido e o futuro incompreensível

A vida e o futuro só fazem sentido porque há uma dinâmica totalitária orgânica que nos segura num caminho coerente, apreensível por nós e reconhecido pelos outros. Refiro-me à memória. Sem ela a significação ou valoração são impossíveis.

Pensemos na Demência, Alzheimer ou Agnosia. Perturbações que, com causas e efeitos diferentes, produzem a opacidade da realidade. Simplesmente, a vida deixa de fazer sentido. Indizível, inefável. Nem sequer será irreal. Não será. A consciência derrete-se.

Portanto, o presente e o futuro só farão sentido se houver memória – dos factos pessoais, dos factos colectivos. Quero referir-me aos colectivos, embora seja inevitável que devamos subentender os pessoais.

A política como arte de criação de decisões colectivas necessárias ao desenvolvimento de uma comunidade, é, inevitavelmente, ininteligível numa perspectiva de curto prazo. Apenas uma perspectiva visionária conterá as acções que se viram para o futuro e que fazem sentido no presente.

Quando os cidadãos políticos concorrem a uma eleição deverão ter em conta que poderão, de facto, ser eleitos. Nesse sentido, tudo aquilo que prometerem deverá submeter-se ao contrato da honra e ao teste da memória. Cumpriram? Não cumpriram? Porquê? Que factor impediu a concretização? Que justificação foi emitida? Não é possível que existam promessas que depois não sejam cumpridas sem que haja um factor impeditivo inquestionável e uma justificação razoável. Omitindo estas informações perturba-se o respeito, a verdade, a decência da arte de servir a comunidade.

Por outro lado, grande parte de nós está apenas interessada em saber como será o amanhã – o tempo, quem ganha o jogo, o aumento salarial, as férias, as compras, o que irão arranjar na nossa rua, o carro novo, os impostos que vão baixar ou subir. Esquecemos, demasiadas vezes, o passado – o que foi prometido, o que foi votado, os votos responsabilizantes, a decência, o pormenor – e o futuro– o que queremos ser enquanto comunidade daqui a 10 ou 15 anos e como iremos atingi-lo.

É inaceitável que um político não cumpra as premissas do contrato que estabeleceu com a comunidade. Porque não se trata da comunidade DELE ou dos seus amigos. Trata-se da comunidade. Uma palavra que tende a esfumar-se juntamente com o seu significado mas que deverá ser reavivada pela honra, seriedade, frontalidade, frugalidade, e visão dos cidadãos que querem servi-la.

É profundamente corrosivo que os cidadãos (políticos ou não) vivam no mundo opaco da ausência de memória. Esquecem-se dos números, acções, comportamentos, negociações, negócios, honra, respeito, frugalidade e visão de longo prazo. Sem memória e sem visão de longo prazo estaremos condenados a vegetar num presente decrépito e a não lutar colectivamente por um futuro melhor.

Os insectos e os humanos

Sinto-te tentado a falar sobre o concelho de Ovar e como gostaria que fosse.

Imagens dispersas mas coerentes no seu projecto.

…as paisagens enternecidas, o planeamento urbanístico rigoroso, os jardins de uma beleza incontornável, a história descrita nos bancos de jardim, a disciplina do Potencial Total, as pistas seguras para as bicicletas, as escolas bonitas, as lojas cheias de produtos e serviços interessantes, os concursos de inovação frequentes, a limpeza dos espaços, as casas bem arranjadas, floridas e reparadas, os rios transbordantes de vida, as árvores, as boas notícias de Ovar a nível local, regional e mundial, os trabalhos dos alunos expostos pela cidade, o voluntariado em massa, a visão para os próximos 10 ou 15 anos em concurso por entre todos os cidadãos, os hostels criativos e sedutores, um parque empresarial com clusters de excelência, um hospital colorido e próximo da segurança emocional, passeios bem tratados, parques públicos com fauna e flora da região, o museu natural ao ar livre, serviços públicos mais próximos do cidadão, a cultura a céu aberto, uma biblioteca aberta 24 horas por dia, os convidados estrangeiros e nacionais que falam sobre gestão pública, economia, ambiente…enfim… e muito, muito mais...!

Cultura. Ambiente. Economia. Social. Eu e tu.

E os insectos.

Um Mundo de realizações por acontecer, um Mundo que nos vive.

E os humanos.

A mudança. Para o conhecimento, para a criatividade, para a exigência, para a transparência, para o rigor, para a tolerância, para a excelência.

O Sol não se deita e certamente não se levanta. Rodamos, giramos. Ficamos.

Somos, certamente, importantes. Temos a capacidade de criar! Mas somos apenas nós, parte da Natureza. Cheios de poder para destruir ou anular.

Se todos os insectos se extinguissem rapidamente, nós desapareceríamos todos em pouco tempo; se todos nós nos extinguíssemos rapidamente, a Natureza floresceria.

Temos um livro em que escrevemos constantemente. Esse livro é de todos e todos escrevem, mesmo aqueles que não conhecem as letras ou não sabem para onde elas vão.

Gostaria de escrever neste livro tudo aquilo que imagino para Ovar.

E tu?

3.23.2010

Marketplace of Ideas

Liberdade. Debate de ideias e perspectivas. Transparência. Lógica. Razão. Lei.

Este termo – Marketplace of Ideas[1] –, cunhado por um tribunal americano na segunda metade do século passado, a propósito da deliberação sobre um processo que envolvia a Universidade do Estado de New York e professores assistentes que recusaram assinar uma declaração em como não eram comunistas, recolhe o seu fundamento na sabedoria de um dos fundadores da república americana, Thomas Jefferson.

Respeito. Participação. Educação. Verdade. Comunidade.

Todos nós concordamos numa ideia: queremos o melhor para nós. Egoisticamente compenetrados na nossa existência, esperamos que tudo de bom nos aconteça. Queremos ser felizes. Legitimamente. Contudo, será que poderemos extrapolar pacificamente esta perspectiva íntima de uma evolução exponencial na nossa escala interior? Afinal, a existência pessoal fundamenta-se na Relação. Connosco, com os outros, com a comunidade.

Uma comunidade que se cria de acordo com um Mercado de Ideias vibrante, que rejubila perante os desafios do futuro e o respeito pelo passado; que se enquadra num fórum cívico activo, em que os políticos têm uma visão, uma missão e prestam contas, e em que a comunidade as exige; que é renovável na sua energia incomensurável de criação de beleza. A estética da qualidade de vida. Um espaço livre de debate sério, que respeita a lei, a razão, a verdade e o bem comum. Um espaço sensato e partilhado.

A Ovar falta um vibrante e consequente Mercado de Ideias; um estado geral de comunicação multi-direccional, em que as vozes que sobem alto nos palcos desçam junto às vozes, que cosidas pela descrença, aguardam ansiosamente um beliscão para participarem.

É aflitivo viver numa comunidade que, por vários motivos e agentes, flutua no mar dos humores da unicidade discursiva, que aceita relações promíscuas, simpatias patéticas, cegueira parcial, numa apatia tremenda. Falta-nos algo. Alguns dirão, falta-nos tudo. Eu não acredito.

Temos uma pletora de pessoas inteligentes (aquelas com as quais discordamos também podem ser inteligentes…) capazes de algo interessante; recursos naturais riquíssimos; um novo Mundo por explorar.

Falta-nos uma visão para Ovar. O Mercado de Ideias fica assim inaugurado. Uma aspiração, um sonho, uma meta, uma ambição. Um documento materializado por ideias diversas mas consistentes, acções claras, linhas orientadores definidas, inclusiva de todos os agentes, ciente das dificuldades e organizado na estratégia e na sustentabilidade.

Deixo-lhe um repto: qual é a sua Visão da cidade de Ovar de 2025? Quais deverão ser as nossas – Comunidade – prioridades estratégicas

[1]-Poder-se-á traduzir este termo, de uma maneira simplista, como o Mercado das Ideias.

3.12.2010

Superb

Job for the boys, money for the boys - os responsáveis políticos começaram a falar inglês. Previsão de crescimento do pib nas próximas duas semanas: 5%! As agências de rating congratulam-se com a subida a um novo patamar de estupidez.

Quanto mais te afundares, com mais força te poderei puxar pelas orelhas. Brilhante.

2.14.2010

Ausência

A ausência das letras deve-se a algo estranho. Não a falta de pensamentos que tilintem mas de um suspiro que se prolongue pelo silêncio enquanto os dedos articulam a dança dos rabiscos. Aqui estão eles. Nada mais do que "deixa-me cá ver...Hum...que tal?".
A saudade de colocar num espaço branco, completamente nu, um sangue quente que grita pelos rasgos.....de vida.
Aqui estão eles!
Ausentes do papel, presentes no gutural esboço dos pensamentos sóbrios ou doidos que nadam nestas notas - toca a abanar a cabeça..O som...

12.15.2009

2 memórias

Um cinema. Duas velhinhas.
O que leva duas velhinhas (velhinhas? velhinha és tu, oh pascácio!!!) a irem ao cinema, num dia de semana e à noite?
Ou melhor, o que motiva duas pessoas jovens idosas a falarem durante um filme como se estivessem no sofá a apreciar a telenovela da TVI?
Ah! Que exagero!
Simplesmente atentas ao drama de um filme razoável e, provavelmente, entusiasmadas pelo facto de serem apenas mais duas pessoas numa sala de cinema exígua. Relaxadas. Bonitas. Sinceras.
O resto da plateia, surpreendida e com sorrisos abertos, titubeava a rebeldia de umas velhinhas. Que espanto, hein?
"Que queridas!"
A verdade é que não estamos habituados a que os menos jovens furem os preconceitos.
Surpreendemo-nos, pateticamente!

12.01.2009

12 simple things

Copiado à descarada daqui. Podem não ser medidas novas mas é sempre bom refrescar os nossos pensamentos.

1- Turn it off
Turn off lights, televisions, videos, stereos and computers when not in use - they can use 10 to 40% of the power when on standby. Also, unplug chargers as soon as they have finished charging.

2- Be exact
Fill the kettle with only as much water as you need.

3- Close it
Don't leave fridge doors open for longer than necessary.

4- Check your tires
Properly inflated tires can improve your car’s fuel efficiency.

5- Use no plastic
Use cloth bags when going shopping and avoid buying products which use too much plastic.

6- Fan up
Instead of using air conditioners in the summer, wear cool clothes, and use a fan.

7- Drive less
Do your weekly errands in a single trip or pay your bills online. Walk, bike, ride the bus or carpool.

8- Optimize your speed
You will consume up to 25% less fuel if you drive no more than 90 km/hr.

9- Drive hybrid
A hybrid or other fuel-efficient car emits less carbon dioxide.

10- Replace them
Replace your incandescent bulb with a compact fluorescent light bulb (CFL). CFLs cost 3 to 5 times as much but use less than a third of the power. Also, replace old fridge and other appliances with energy-efficient ones.

11- Watch what you eat
Choose food produced close to your home.

12- Recycle
Consume less, and re-use old products.

11.09.2009

A confusão

Andamos todos às turras, criando sofrimento, amor, tristeza, alegria e toda uma panóplia de incompreensões.
Magoamos os Outros e somos magoados por eles. Não compreendemos o que eles pensam e eles não nos compreendem.
Zangamo-nos. Fazemos as pazes. Ouvimos. Não compreendemos. Dizemos. Não nos compreendem.
E cansamo-nos. De tentar perceber e de sermos percebidos. De tentar explicar e explicarmos. De tentar com que tudo seja harmonioso, que não façamos sofrer aqueles de quem gostamos. E gostamos mas não conseguimos evitar que eles possam sofrer e que nós os possamos fazer sofrer. E sofremos por os fazer sofrer. E sofremos porque apesar de gostarem de nós, não gostam como nos desejamos, preenchendo as nossas necessidades, fazendo-nos sofrer.
Há paciência para esta confusão toda? Para esta dor que provocamos uns aos outros?

10.27.2009

2x

Elas perduram. Gigantescas histórias que se encontram afastadas por vários anos. Óbvias diferenças, óbvias semelhanças.
O que vos juntou? O que significam? O que significo?
A assinatura no cabelo, o olhar florido, a pele macia do futuro, com que embrulho um olhar atónito e seduzido e perplexo...A voz de veludo, que não seca a língua mas expande o coração. Os passos de pés pequenos, macios e marcantes. A vossa respiração é leve, o vosso olhar invasivo, a vossa presença é poesia. Quem sois vós?
Os olhares escondidos, os silêncios que se animam, a ternura branca do recém nascido.
O odor marcante, a roupa estendida e zangada com o vento de Norte.
O que vos une? Como vos uno na imensa diferença? O que significo?
Pelos dedos, como a água cristalina que, com pressa, se dilui pela rochas...Sem represas; sem escuridão.
Sem medo. Com medo. A repetição urge reanimação.
As letras querem fugir e deixar os sentimentos fluir.
Castelos de água, de terra, de cimento, de ar, de papel, de barro.
Destruo-os. Construo jardins. Construo-os. Destruo-os. Construo-os. As pedras.
A eternidade valerá pela sedução da memória, a vida sentir-se-à pela sua inefabilidade.

10.23.2009

I want this..hum...MAC


Ok, yes, I assume it. I like this 27 inches iMac! Stunning design!

10.22.2009

Instante

Num instante toda a nossa vida caí de um sorriso imenso para uma cara com contornos melancólicos. E espanta-mo-nos. Surpreendidos, procuramos um balão de ar quente que nos leve até onde o Sol brilha. Mas percebemos que algo mudou. As nuvens são espessas e deixamos de conseguir chegar ao sorriso que nos iluminava. Paramos. Pensamos nos pontos e nos elos, tentando descoser toda a trama. Rompemos os pensamentos à procura das incongruências. Constatamos. A força do momento subjuga-se a uma incrível e decepcionante falta de controlo da nossa vida.
Num segundo, eu ligo o interruptor.
Num segundo, tu desligas o interruptor.
Num segundo, eu desligo o interruptor.
Num segundo, tu vais embora.
Num segundo, procuro-te.
Num segundo, eu ligo o interruptor.
Num segundo, percebo o vazio da sala.
Num segundo, afastas-te para um canto invisível.
Num segundo, o vazio parecem horas de um insano cantar nocturno.
Num segundo, tudo fica na saudade.
Numa vida, as horas, por vezes, são segundos.
Segundos que não se querem perder.
Horas de carinho que se viram fugir.
Dias de levitação que cessam. As rochas magoam.
Foste embora num segundo.
Fico eu nas horas infinitas, procurando-te.

10.06.2009

Outros significativos

Como se cria uma comunidade vibrante, que fervilhe nas nossas mãos? Como poderemos fazer aflorar o brilho nos nossos olhos quando pensamos em Ovar? Como poderemos criar uma memória colectiva que nos dê prazer, que nos faça pensar o quão bom é viver nesta comunidade?

O nosso micro cosmos dirá, provavelmente, que o primeiro parágrafo deste texto é estranho e assustador, assim como será quase inconveniente tentar responder a estas perguntas. Não estamos habituados a este tipo de raciocínios. Pela raíz.

Não estamos familiarizados com o futuro. O nosso futuro tem sido sempre um degrau do passado e não um futuro que se faz hoje, através da acção de todos.

Somos feitos de alcatrão e de betão e os nossos pensamentos parecem ser estradas mal pavimentadas e edifícios de gosto duvidoso. Temos sido os Outros. Lá longe, uns Outros que parecem estar desenhados num quadro esborratado e esburacado, inertes e imagináveis, apenas desligados do olhar que o observa.

Somos feitos de favores, olhares cúmplices, palavras não ditas que roçam significados insustentáveis. Somos rudes quando deveríamos ser compreensivos e simpáticos. Somos vários egos ao serviço de uma teia pegajosa.

Somos feitos de conflitos, sussurrados ao vento, sedentos de intrigas e maledicências. Arrepia-nos a independência e o pensamento que vai para além do horizonte. O que não controlamos amedronta-nos, pois o poder parece-nos fugir, escorregadio, por entre os dedos. E quem somos nós, imposições de poder, berros, insultos, negócios de penumbra e olhares de rapina?

O show off é o nosso lema. Mostramos, impiedosamente, a nossa previsível e insuportável forma de pintar o chão de preto e as paredes de desenhos - sublime!

Os Outros são de papel, assim como de papel é o boletim de voto. Frio, distante. Desligado do olhar do receptor do voto. Mármore que nos gela pela incerteza.

Temos sido estátuas plantadas por todo o concelho, insultados mesmo quando não nos falam. Não precisamos. Somos bons a criar histórias, a puxar o pano e a mexer as marionetas.

A nossa memória é tida como degenerativa. Esquecemo-nos facilmente, dirão alguns. Somos moles, talvez devido às mãos de barro que nos quebram.

As respostas iniciais serão mil perguntas e mil terrores que calcamos para esquecer. Varremo-las para baixo dos tapetes pretos.

A visão não é negra, apenas da cor da pedra.

Pegaremos nas cores, pintaremos respostas, e andaremos pela cidade todos pintados, com a esperança nas mãos.

Somos os Outros Significativos.

9.26.2009

Concurso

Gostaria que houvesse um concurso em que o tema fosse descobrir qual é a pessoa mais simpática que eu conheço. Aquela pessoa que está sempre disposta a ajudar, que responde prontamente, que está atenta os olhares caídos, que respeita apesar das discordâncias, que procura ajudar quando as ruínas se instalam...que se respeita imenso sem deixar de respeitar os outros..

Tenho dificuldade em assumir que muitas pessoas estão adormecidas ou são simplesmente parvas. Aliás, a parvoíce está a tornar-se um vírus terrível. A indiferença e a falta de respeito parece que vieram embrulhados e que toda a gente as quer colocar na lista de prendas...

Sinceramente...Não compreendo.

9.04.2009

Uma resposta brilhante

Recebido por e-mail:

As empresas hoje não querem pessoal especializado.... querem super-máquinas.


Este ano, a Offf parecia a Feira de Emprego para Designers ...
Se há quem discorde, que observem bem o anúncio de emprego que apareceu, na Segunda Feira seguinte, no Carga de Trabalhos... ao qual ALGUÉM, com iniciativa, e que a meu ver deveria ser seguida por muitos outros, respondeu da seguinte forma:


A XXXXXXXXXX está a aceitar candidaturas para estágio na área de Design

Requisitos Académicos:

Finalista ou recém-licenciada(o) em Design Competências pessoais :
* Poder de comunicação;
* Iniciativa;
* Auto-motivação;
* Orientação para resultados;
*Capacidade de planeamento e organização; * Criatividade

Competências técnicas :


Conhecimentos nos seguintes programas/linguagens ® Adobe Photoshop, ® InDesign, ® Illustrator (FreeHand e Corel Draw) Flash, ® Dreamweaver, ® Premiere, ® AfterEffects, ® SoundBooth, ® SoundForge, ® AutoCad, ® 3D StudioMax ® HTML (basic), ® ActionScript 2.0 (basic), ® CSS, ® XML.
Remuneração: Estágio Remunerado
Duração: 6 meses, com possibilidade de integração na equipa

A resposta a este pedido foi BRUTAL:

Boa noite,


Estou a entrar em contacto para responder ao anúncio colocado no site Carga de Trabalhos para a posição de estagiário em Design.
Chamo-me André, tenho 25 anos e sou um recém licenciado em Design de Equipamento (Fac. Belas Artes de Lisboa).
Sou extremamente comunicativo, transbordo iniciativa e auto-motivação, estou constantemente orientado para os objectivos como uma bússola para o Norte (magnético), sou mais planeado e organizado que o Secretário de Estado de Planeamento e Organização e sou um diamante da criatividade como já devem ter percebido e como vão poder comprovar nas próximas linhas.
Quanto aos conhecimentos técnicos:
Sou um mestre em Adobe Photoshop.
Conheço o InDesign por dentro e por fora.
O Illustrator, Freehand, Corel e o Flash são os meus brinquedos do dia a dia, faço o que quiser com eles.
Nem me ponham a falar do Dreamweaver, até de olhos fechados...
Premiere... Até sonho com ele!
AfterEffects tem um lugar especial no meu coração.
Faço umas coisas bem maradas com o SoundBooth e o SoundForge.
Com o Autocad e o 3d Studio Max até vos faço duvidar dos vossos próprios olhos.
Html, Action Script 2.0, CSS e XML são as linguagens do meu mundo.
Mas sejamos francos, qualquer estudante de 1º ano sabe de cor e salteado qualquer um destes 13 softwares e 4 linguagens de programação...
Eu sou um recém finalista. E como tal tenho muito mais para oferecer:
Tenho conhecimentos de Cinema 4D, Maya, Blender, Sketch Up e Paint ao nível de guru.
Tenho conhecimentos mega-avançados de C+, C, C++, C+ ou -, Java, JavaScript, Ruby on Rails, Ruby on Skates, MySQL, YourSQL, Everyone'sSQL, Action Script 3.0, Drama Script 3.0, Comedy Strip 3.0 e Strip Tease 2.5, Ajax, Vanish Oxi Action, Oracle, Sonasol, XHTML, Batman e VisualBasic.
Conheço o Office todo de trás pra frente assim como o Microsoft WC.
Domino o Flex ao nível do Bill Gates e mexo no Final Cut Pro melhor que o Steven Spielberg.
Tenho ainda conhecimentos de grande amplitude em 4 softwares que estão a ser desenvolvidos por grandes marcas e também de 3 outros softwares que ainda não foram inventados.
Falo 17 línguas, 5 das quais já estão mortas e 6 dialectos de povos indígenas por descobrir.
Com estes conhecimentos todos estou super interessado num estágio porque acho que ainda tenho muito para aprender e experiência para ganhar. Espero que ao fim de 6 meses tenha estofo suficiente para poder fazer parte da vossa equipa e quem sabe liderá-la.
Fico ansiosamente à espera de uma resposta vossa.
Embora tenha uma oportunidade de emprego na NASA e outra no CERN espero mesmo poder fazer parte da vossa equipa.

Cumprimentos,
André Sousa

Não é preciso comentar, pois não?

9.02.2009

O Outro

Nós não conseguimos perceber realmente o Outro. A distância entre a nossa subjectividade e outra subjectividade é imensa. O espaço da nossa vida imensa, repleta de histórias, auto-enganos, tempo, é incrivelmente extenso. A fluidez com que continuamos a viver, nisto a que chamamos “a minha vida…”, é insuportável para uma compreensão do Outro. Ou melhor dizendo, deveremos aceitar a natureza das relações.

O desconhecido, o mistério, esta distância, são essenciais para todo o drama que criamos.  

Conseguimos, no entanto, isolar pontos de contacto, onde nos agarramos, onde compreendemos. Utilizamos narrativas para narrar o desconhecido, para preencher a totalidade da impoluta ignorância com sementes de partilha. Precisamos disto.

Precisamos de dizer “tu…” sem saber muito bem a quem nos referimos. Bem, sabemos que “tu” se refere a “alguém”, conhecido, muito próximo, mas a nossa compreensão do conteúdo com esse label é surreal.

Somos muito “os Outros”, quando nos esforçamos por estar próximo deles. Subtilmente, aproxima-mo-nos de nós próprios enquanto nos estendemos em direcção ao Outro.

No final de contas, a identidade pessoal é habitada por identidades pessoais, vozes e figuras presentes.

Somos todos juntos.

7.01.2009

6.23.2009

Prisoners

He lives in a prison, where he is the guard and the prisoner. He changes positions every time he acknowledges his self fragmented identity. “Am I this guy who wants to be caught by the guard or am I the guard who wants to keep the prisoner away, far from my tentacles?

He fails to control the things that he questions, in those zones where black fades into grey, and life gets a foggy colored sky.

We are both prisoners of our selves and guards of your development. We flicker when those two activities touch.

He fails to get a clear picture of what happens in those moments.

He can’t be a prisoner and a guard at the same time, so he will have to cut the bushes that lead his look away from the forest. In needs to look into the forest, to see the trees, the shadows, the trail and his track. He needs to stop the frames that pull him into the agonizing perspective of fragmentation and breed deeply.

He is too many to be stuck with just two semi-individual positions. He needs to expand and to connect. He needs to feel free to change positions, to shut his voice when he wants to speak in a different position.

He needs to listen to all the voices that need to heard and dialogue with the world.

6.15.2009

Portugueses – declaração oficial

Declaro oficialmente que uma grande parte dos portugueses são basófias, zombeteiros, porcos, mal educados e estúpidos. Sobram praí 20% deles com quem se consegue estabelecer uma conversa que ultrapasse os limites a que os restantes parecem estar circunscritos. Sim, eu sou generoso na percentagem.

Nada mau.

6.10.2009

O voo 447

Surgem novas informações sobre esta tragédia que dizem que…

Uma imagem de satélite revela que o voo 447 da Air France cruzou com uma tempestade de nuvens muito compactas e uma temperatura de 83°C negativos antes de se despenhar no Atlântico.

Aqui

Isto não soa a qualquer coisa? Soa a algo que se pode meter no pacote das consequências das alterações climáticas…O dia depois de amanhã (que já é passado) explicará o que realmente se passou nesta situação.

Possivelmente, estaremos a lidar com a conjugação de vários factores e uma concatenação de acontecimentos. Teremos que perceber o que aconteceu para evitar que paire um clima de irracionalidade sobre esta situação.

Os próximos capítulos virão de um livro que, entretanto, se fechou.

6.09.2009

O que aconteceria se a Natureza fosse aceite como o nosso único Deus?

Pintariamos a Natureza com diferentes cores e chamariamos-lhe Deuses? Mas não será isso o que fazemos actualmente?

Que motivos alternativos se encontrariam para os insultos e guerras em nome de algo que é visto apenas como uma necessidade de estabelecer uma identidade diferenciada? De dizer “eu sou diferente de ti e sou porque o meu Deus, a minha religião, escreveu estas regras que, por sinal, quero que sejam vistas como muito diferentes das tuas”, ou então “a minha religião é o meu ar porque, na verdade, o teu ar é poluído pelo teu desenvolvimento económico e social e pela minha compreensão que isso soa a uma arrogância”. Deus é colocado no título de capítulos que querem apenas descrever uma forma de justificar rancores, objectivos e planos de estabelecimento de uma matriz própria. Uma forma de dizer “alto lá! Nem penses que me dominas”. Esta generalidade pode ser perigosa, pois aceita uma visão confrontativa. Talvez devessemos notar que poderão haver motivos mais complexos por detrás desta retórica e que assumem contornos que são difíceis de esmiuçar.

Será que se a Natureza fosse compreendida como o único Deus os povos estariam realmente comprometidos com a sua preservação? Provavelmente, respeitariam-na mais ou, pelo menos, pensariam três vezes antes de maltratar o seu Deus. Como seria isso possível se a nossa percepção do espaço é, vulgarmente, indiferenciada dos nossos impulsos de auto-atribuição de posse? Como ultrapassar o hiato entre “aquilo que é a Natureza” e “isto que sou Eu", que somos Nós”? Como chegar ao ponto em que se poderá dizer “a Natureza é o meu Deus e a Natureza somos nós. Nós imitamos Deus no nosso poder que nos foi concedido pela Natureza. Respeitaremos a Natureza, respeitaremos os seres humanos e não humanos, pois eles são nossos irmãos”. Irmãos? Os irmãos brigam e zangam-se. Confusos? 

A ingenuidade de uma análise de Pollyana leva-nos a uma visão interessante e desejável mas o caminho para lá chegar deve ser nu e cru como a nossa carne. A Natureza é o nosso Deus e nós somos a Natureza, juntamente com a imensidão total do planeta.

Lá no fundo, não somos pragmáticos. Somos seres que se deliciam com as suas narrativas, que desejam que elas assumam um poder que não têm, impingindo uma modernidade que é passado de um Futuro sustentável.

A nossa diferença deveria levar-nos a colocar um espelho gigante no planeta, para nos darmos conta da enormidade da nossa pequenez, da imensidão do nosso compromisso humano e interdependência.

Se a Natureza fosse aceite como o nosso único Deus teriamos uma generalidade analítica resolvida. Contudo, teriamos que voltar a encontrar a diferença em algo que nos permitisse marcar os contornos de uma identidade. Cá para mim, escolheria apenas a diferença da proximidade, uma totalidade inclusão em si mesma de cada ser, justificável per se

6.01.2009

Alarm or reality or both

I have to quote this text from Green Blog.

It may be alarming but it touches some crucial points that are critical to the development of societies, to put it in broad terms.

Are we all in the same stage or are there any examples that we should follow and methodologies that you need to copy to solve this problems?

The text in bold reflects my fears. We need really to change, but change comes by changing different layers and perspectives, uniting what we strive to understand, investing in core activities. I’m afraid that the world’s most valued asset – difference – will be it’s guillotine. 

 

Energy Bulletin has an interesting interview with Michael C. Ruppert, author of “A Presidential Energy Policy: Twenty-five Points Addressing the Siamese Twins of Energy and Money”, about peak oil and the end of cheap oil.

“Peak Oil is not just the end of globalization. I was saying clearly that globalization was dead five years ago. It was obvious. But Peak Oil is potentially the end of the human race and that outcome is perhaps just a few years away unless the human race essentially throws every ideological sacred cow out the window and starts with a fresh piece of paper.

[…]The collapse of industrial civilization within the next five to ten years (perhaps sooner) is inevitable. It is the degree of collapse, what is destroyed in the collapse, how many people will have to die in the collapse, and what will survive the collapse that I and many others are fighting for now. That is what every human being should be concerned about and nothing less. Pursuing options while not rapidly disengaging from the current economic paradigm of infinite growth is the only real issue confronting the entire species. To not do that will be literally to consign unborn generations and those under 40 to death or a living hell.”

From here

Full interview here

Decadência revista

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“Água pura e cristalina,

Fresquinha de consolar,

Vem de prós nossos lábios,

Mata a sede a quem passar.”

Insanidade

“Insanidade: fazer as mesmas coisas repetidamente esperando resultados diferentes” (Albert Einstein) (tirado daqui)

 

Quantas vezes olhamos para nós e damo-nos conta que as nossas ruminações são sobejamente conhecidas? Quantas vezes pensamos na nossa tonalidade emocional do momento e notamos uma familariedade sufocante?

Tendemos a ser fiéis à nossa fiabilidade identitária e a renunciar um desprendimento difícil. No entanto, queremos atingir o cume pensando apenas na subida, íngreme, rochosa. Temos dificuldade em mudar-nos para outros locais, fora do espectro confortável dos nossos raios.

Somos previsíveis e, na maior parte das vezes, loucos.

5.31.2009

Somos um ou 100 mil?

Reprodução do texto de Gonçalo M. Tavares que foi lido na revista Cais nº 140.

Enjoy!

“ - O que estás a fazer? – perguntou a minha mulher quando me viu, contra o que é costume, demorar diante do espelho.

- Nada – respondi, estou a olhar para o meu nariz, para esta narina. Ao carregar sinto uma dorzinha.

A minha mulher sorriu e disse:

- Pensava que estivesses a ver para que lado te descai.

Voltei-me como um cão a quem tivessem pisado a cauda.

- Descai? O meu nariz?

E a minha mulher, placidamente:

- Claro, querido. Olha bem para ele; descai-te para a direita.

Tinha vinte e oito anos e, até então, sempre considerara o meu nariz se não propriamente belo, pelo menos era muito decente, como todas as outras partes da minha pessoa.”

Luigi Pirandello, Um, Ninguém e Cem Mil

   

Como este começo intrigante (intitulado “A minha mulher e o meu nariz”"), Pirandello inicia as hostilidades em relação à ideia de que há apenas uma auto-imagem única, apaziguadora. É que todos pensamos só ter uma identidade que, muitas vezes, confundimos até com o próprio nome. Porém, a identidade é bem mais complexa do que isso.

Moscarda, o protagonista deste romance, que descobriu ter o nariz descaído, mudou a partir desta descoberta. Eis, pois, a principal conclusão da personagem Moscarda, após essa consciência de si, súbita consciência que lhe chegou por intermédio, digamos, do nariz: “Para os outros eu não era aquele que, para mim, tinha até então julgado ser”.

Por norma há esta confusão. As pessoas pensam “eu sou como me vejo. Mas na verdade há os outros. Os que nos vêem”.

Construção

“Ah, você pensa que só se constrói as casas?”, exclama Moscarda. “Eu construo-me continuamente e construo-o a si, e você faz a mesma coisa”.

E é nesta construção infinita de imagens que surgem, então, cem mil Moscarda, tantos quantos os que o viam e construíam uma determinada imagem que se baseava nas experiências que com ele tinha partilhado.

Façamos as contas de forma clara. Quando Moscarda se junta a Dida e a Quatorzo, dois amigos, o somatório não era três. Ali não estavam, de facto, apenas três pessoas, pensa Moscarda. Estavam três Didas, por exemplo:

“ 1) Dida, como era para si própria;

  2) Dida, como era para mim;

  3) Dida, como era para Quatorzo”

Naquela sala de estar estavam, fazendo bem as contas, não três pessoas, mas sim nove. Três vezes três.

 

Quantos sou?

A identidade pode, assim, ser definida como uma partilha de experiências entre duas pessoas, ou seja: a identidade não depende apenas de quem é identificado, mas também de quem identifica. Neste sentido, não se poderia- ou não se deveria – falar de identidade individual, mas sim de uma identidade definida por um par: observador, observado. É o Outro que me dá a Identidade.

 

Roubo e infidelidade

Esta sensação de que se é “um, ninguém e cem mil”, leva Moscarda a ultrapassar vários limites. Eis um exemplo: pega em papéis que são seus com a sensação de que os está a roubar ao anterior Moscarda, o homem que ele era antes. E o “antes” significa: no tempo em que não tinha a consciência de que era muitos e não apenas um só.

Eis outro limite ultrapassado: sente ciúmes, sente-se mesmo enganado pela sua mulher quando ele, ele próprio, a beija. E isto porque, raciocina Moscarda, a mulher beija o Moscarda que vê, que construiu na sua cabeça, enquanto ele, Moscarda, para si próprio é outro. A sua construção, a construção da sua própria imagem, nada se assemelha à construção que a sua mulher fez. Ela não me ama, pensa Moscarda, ela ama a imagem que tem de mim.

Portanto, Moscarda acusará a mulher de estar a ser-lhe infiel no preciso momento em que ela o beija. Está a beijar a imagem que tem dele, não está a beijá-lo.

Eis, pois, o ultrapassar de uma certa loucura. Ou, afinal, de uma certa lucidez.

Não esqueçamos: o espelho engana; não somos um, somos cem mil.

Ao ler este texto lembrei-me de Wal Whitman, Fernando Pessoa e de todos aqueles que falam sobre o Self Dialógico…Devo dizer que a arte segue sempre à frente da ciência.

Não concordo com tudo o que está escrito neste texto, mas ele é, sem dúvida, um hino muito singelo à Identidade. 

Incrível, não é?

5.26.2009

Bolhas de autoritarismo

Uma sociedade democrática distingue-se de uma sociedade ditatorial através de um factor muito curioso, que passo a tentar explicar. A existência de indivíduos ou grupos que operam de acordo com matrizes repletas de comportamentos ditatoriais são, nas democracias, arranjos florais dispersos e circunscritos. A sua acção é reflectida nos outros sistemas mas como é vista sob a perspectiva “desta coisa que é a democracia”, reveste-se de outro significado. O contexto social não lhe valida os comportamentos que noutras situações seria abominável. Assim, parece apenas “normalmente” desviante.

Esses grupos ou indivíduos agem encobertos pela mediocridade e comezinha vontade de subir nas escadas do poder, de subjugar os outros à sua fortaleza de penas. Exercendo miríades de atitudes e comportamentos cheios de basófia, protegidos com uma aurélola de pseudo-respeito, amarrados à inocência de burocrata, eles são, aparantemente e paradoxalmente, muitas vezes considerados exemplos da vitalidade da democracia.

A democracia existe quando o respeito pelo outro abunda e se generaliza na sociedade. Mantem-se quando a lei impõe aquilo que já foi negociado como sendo praxis desse respeito. Rejubila quando aceita, compreende e pune todas as bolhas de autoritarismo. Enfraquece-se quando se verifica que o respeito ficou lá atrás, nos antípodas da empatia.

Há muitas por aí. 

5.21.2009

Vila Real – green is my color

On 20/05/09

 

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Who said that a portuguese city couldn’t be green? Lovely scenery!

5.17.2009

Johnny solo and Johnny and Nala

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Ria de Aveiro – 17/05/2009

Só um cheirinho.

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Tu

Quem és tu? Imaginem uma pessoa com quem têm uma relação muito próxima, um filho, um irmão, uma mãe. Alguma vez pararam e deram-se conta de estar a olhar para “algo”, “alguém”, com uma multiplicidade imensa de vida? Não apenas olhar. Sentir a totalidade de alguém coloca-nos num ponto em que questionamos a realidade. O que é isto? Como és tu tão imenso(a), tão cheio(a) de vida, tão diferente de mim, tão próximo(a) de mim, tão único(a)?

Como é possível apreender-te totalmente? O que é existe entre nós para termos uma relação tão íntima? Como és diferente de mim…

E tudo isto enquanto te dispersas nas actividades corriqueiras da rotina..Mas eu escuto-te de todas as maneiras possíveis, pensando em ti enquanto tu pensas na inebriante fluidez da acção. O teu cabelo, a tua pele, a tua altura, a maneira como caminhas, como respondes directamente e indirectamente às minhas interpelações perceptivas, o teu passado, o que eu espero de ti daí a umas horas, o teu sorriso e as tuas angústias. Escrevo-te numa pedra basilar, com códigos que se encadeiam e me transmitem uma sensação de novidade. Mesmo contigo.

Uma imensidão insofismável, que nos causa estupefacção. Afinal de contas, quem és tu, como és tu, como foste, quem irás ser? Ouves-me? Também sentes isto?

A um irmão, a um pai, a uma mãe, a uma namorada, a um amigo, a um animal amigo. Quem és tu enquanto eu sou eu a sentir-te?

5.15.2009

E a luta continua…Combustível Low Cost vs High Cost

Lowcostfuel

Imagem retirada do fórum autohoje.

E parece que ninguém se decide sobre as atoardas que trocam. Precisamos de fundamentos claros para criticar e isso não está a acontecer. Parece uma guerra de dementes!

Eu cá continuarei a encher o depósito com os combustíveis lowcost, para manter uma certa harmonia com os ordenados…lowcost.

5.14.2009

Wolfram Alpha

Watch out the new dog!

…Wolfram Alpha is not a search engine.

In a talk at Harvard Law School, Stephen Wolfram, a well-known mathematician, scientist and entrepreneur, gave a demonstration of his soon-to-be released Web service which promises to answer all sorts of questions. The service, called Wolfram Alpha, had technology bloggers abuzz that a rival to Google was about to hit the Web.

While search engines like Google, by and large, find things that already exist on the Internet — Web sites, photos, videos, blogs — Wolfram Alpha answers questions, often by doing complex, and new computations.

It’s hard to judge a product from a demo, but by the looks of it, Wolfram Alpha is impressive…

Read the rest here. Also check here, here, here and here. Uf! :P

YouTube video here.

5.13.2009

Microsoft’s home of the future

Be afraid, very afraid…ehehe

Honestly, I fear that all this technology will make us “less” humans, since creativity and inspiration, memory and thinking, will be putted to second place, given that it will require an automatic and robotic response from humans. We have to weight the pros and cons and the balance between Humanity and Technology if we want to pursue the development of the current paradigm. Or, if we want to jump to other mind sets and mind fields, we better make sense of what will happen and it’s consequences on mankind, in an intelligible way. 

See it here.

LIVING OUTSIDE THE BOX: NEW EVIDENCE SHOWS GOING ABROAD LINKED TO CREATIVITY

Sounds interesting.

4/29/2009-

by APA

Living in another country can be a cherished experience, but new research suggests it might also help expand minds. This research, published by the American Psychological Association, is the first of its kind to look at the link between living abroad and creativity.

“Gaining experience in foreign cultures has long been a classic prescription for artists interested in stimulating their imaginations or honing their crafts. But does living abroad actually make people more creative?” asks the study's lead author, William Maddux, PhD, an assistant professor of organizational behavior at INSEAD, a business school with campuses in France and Singapore. “It's a longstanding question that we feel we've been able to begin answering through this research.”

Maddux and Adam Galinsky, PhD, from the Kellogg School of Management at Northwestern University, conducted five studies to test the idea that living abroad and creativity are linked. The findings appear in the May issue of the Journal of Personality and Social Psychology, published by the American Psychological Association.

In one study, master of business administration students at the Kellogg School were asked to solve the Duncker candle problem, a classic test of creative insight. In this problem, individuals are presented with three objects on a table placed next to a cardboard wall: a candle, a pack of matches and a box of tacks. The task is to attach the candle to the wall so that the candle burns properly and does not drip wax on the table or the floor. The correct solution involves using the box of tacks as a candleholder – one should empty the box of tacks and then tack it to the wall placing the candle inside.

The solution is considered a measure of creative insight because it involves the ability to see objects as performing different functions from what is typical (i.e., the box is not just for the tacks but can also be used as a stand). The results showed that the longer students had spent living abroad, the more likely they were to come up with the creative solution.

In another study, also involving Kellogg School MBA students, the researchers used a mock negotiation test involving the sale of a gas station. In this negotiation, a deal based solely on sale price was impossible because the minimum price the seller was willing to accept was higher than the buyer's maximum. However, because the two parties' underlying interests were compatible, a deal could be reached only through a creative agreement that satisfied both parties' interests.

Here again, negotiators with experience living abroad were more likely to reach a deal that demanded creative insight. In both studies, time spent traveling abroad did not matter; only living abroad was related to creativity.

Maddux and Galinsky then ran a follow-up study to see why living abroad was related to creativity. With a group of MBA students at INSEAD in France, they found that the more students had adapted themselves to the foreign cultures when they lived abroad, the more likely they were to solve the Duncker candle task.

“This shows us that there is some sort of psychological transformation that needs to occur when people are living in a foreign country in order to enhance creativity. This may happen when people work to adapt themselves to a new culture,” said Galinsky.

Although these studies show a strong relationship between living abroad and creativity, they do not prove that living abroad and adapting to a new culture actually cause people to be more creative. “We just couldn't randomly assign people to live abroad while others stay in their own country,” said Maddux.

To help get at this question of what causes someone to be creative, the authors tried a technique called “priming.” In two experiments, they asked groups of undergraduate students at the Sorbonne in Paris to recall and write about a time they had lived abroad or adapted to a new culture; other groups were asked to write about other experiences, such as going to the supermarket, learning a new sport or simply observing but not adapting to a new culture.

The results showed that priming students to mentally recreate their past experiences living abroad or adapting to a new culture caused students, at least temporarily, to be more creative. For example, these students drew space aliens and solved word games more creatively than students primed to recall other experiences.

“This research may have something to say about the increasing impact of globalization on the world, a fact that has been hammered home by the recent financial crisis,” said Maddux. “Knowing that experiences abroad are critical for creative output makes study abroad programs and job assignments in other countries that much more important, especially for people and companies that put a premium on creativity and innovation to stay competitive.”

Article: "Cultural Borders and Mental Barriers: The Relationship Between Living Abroad and Creativity,” William W. Maddux, PhD, INSEAD; Adam D. Galinsky, PhD, Kellogg School of Management at Northwestern University; Journal of Personality and Social Psychology, Vol. 96, No. 5.

Ontario sets the parade

Change the World 2009 was a brilliant plan to make young people active in their participation in their 20 local communities through volunteering actions. It had the objective of gathering 10 000 Ontario youth volunteering for five hours during the National Volunteer Week, April 19-25, 2009.

I think this kind of governmental actions are very important because they focus on sustainable communities, creating stronger bonds between people and institutions. It fights social problems like poverty and it helps creating better people.

The example was set. Who wants to join them?

5.10.2009

Eu sou

…o teu olhar misterioso; o carpinteiro que cria arte apartir de fumo;

…pensamentos que nunca são meus mas que nunca deixaram de ser meus;

…nada comparado com todos vós e especial comparado contigo; talvez tão especial como todos nós;

…múltiplo de várias combinações literais e metafóricas;

…tu, quando nos entrelaçamos, mesmo em milhares de tons, sons e imagens;

…imortal quando deixo a minha pegada na terra; nada me esquece quando quero perpetuar relações;

…transparente, como notas nestas letras trémulas, em que tinta escorre e dos dedos doem, esfomeados por me escrever, como se eu fosse passageiro;

…passageiro; passageiro;

…contradições bamboleantes, que jorram linearidade…

…algo que eu nunca saberei decifrar, uma enormidade complexa que me desafia a ver de noite;

…neste momento, neste segundo que virá a seguir a esta letra A, um passado que ainda agora foi futuro, alguém que já não existe;

..não existo para mim no passado e a minha memória são tempos futuros.

Decadência

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Biblioteca de Ovar, Portugal (não, não é na Roménia! Não tenho nada contra a Roménia…)

 

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Arte a céu aberto…Comments? Estão lá há anos…Um espectáculo…

Animal Johnny

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English vs Português

Why do I sometimes escrevo inglês neste blog?

Eu explain.

1- I tenho friends and família que só read em english;

2- It allows me to treinar a escrita em english;

3- It depende da minha mood;

4- What’s wrong com isso? Mesmo que I have spelling errors, what’s the problema?

5- This is very estranho, isn’t it?

6- :)

5.05.2009

To a child dancing in the wind

“Dance there upon the shore;

What need have you to care

For wind or water’s roar?

And tumble out your hair

That the salt drops have wet;

Being young you have not known

The fool’s triumph, nor yet

Love lost as soon as won,

Nor the best labourer dead

And all the sheaves to bind.

What need have you to dread

The monstrous crying of the wind?”

W.B. Yeats

Boredom

I’m bored. Why? Because my political appetite is ill. I only see artificial movements of Portuguese politicians which are only interested in creating little worlds where important things doesn’t go. And this makes me bored. Very bored. Exhausted by this state of collective indifference, with a violent smell of rotten minds.

It smells very bad. I need to wash my thoughts. 

One of the best cities in Canada

Kingston, Ontario, has been ranked as the 3rd best place to live in Canada, according to MoneySense.ca. I’ve been there several times before and I have to say that I am very surprised. It’s not because I think Kingston doesn’t deserve it but Canada has so much nice cities that I thought that it would be hard to qualify in such a great position! But here you have it! I’m knocked out!

Great job Kingston community! :)

4.29.2009

7º Encontro Volvo Clube de Portugal

Irá decorrer na sexta e sábado do corrente mês o 7º encontro nacional deste grupo de aficionados dos veículos Volvo.

As actividades do primeiro dia decorrerão na zona do Porto, sendo que no segundo dia mudam-se para terras mais para norte, em Braga.

Poderei dizer “apareçam” mas só para assistir. :P As inscrições estão fechadas. Para o ano há mais.

Visitem o forum neste endereço.

Esperam-se momentos agradáveis e interessantes de convívio! :)

Office 2007 sp2 is out

Microsoft finally released Office 2007 sp2. And this is great! Why? One of the many reasons is that Word now has the ability to open and save documents with the extension .odt, i.e., open document format. Isn’t this good news? Of course it is! :)

I think Microsoft will surprise us positively in the near future.   

4.28.2009

Age discrimination in Portugal's employment market

Age discrimination is a crime punished by European law. Nonetheless, many employers and employment agencies consider age limits in their jobs offers.
For example, look at this one (it is in Portuguese):

Perfil do candidato: - Desportista praticante;
-Disponibilidade geográfica no território português, e para viajar a nível internacional;
- Inglês, Francês falado e escrito (como factor preferencial);
- Formação técnica superior em engenharia civil ou de manutenção;
- Bom conhecimento dos códigos de construção e dos regulamentos de segurança contra incêndio;
- Conhecimento, ou experiência, do código de seguros;
- 25-30 Anos (years);
- Autónomo, com vontade de trabalhar em equipa;
- Enérgico, sorridente e dinâmico;
- Capacidade de liderança e iniciativa;
- Forte espírito de persistência;
- Rigoroso e organizado e integro;
- Pessoa de terreno;


Isn't this disrespectful? What's the purpose of a job offer? Isn't it to find the best applicant for the vacancy? Couldn't he or she be 24 or 32, or 45?
Worst, why does this happens? Where's the supervision? Where are the moral grounds? Where is respect?

You could say that they could make this infringement even implicitly, when doing the curriculum triage. Yes, and that happens. But we have to make small and ethical steps and make people accountable for their actions.

There is an obscure world of prejudice and incompetency in recruitment and selection.
No one cares...
And no one gives a shit...

Smart Installer App

Have you ever come that point where you hadn't the necessary patience to look for every software application that you need to install after a clean OS install?
Well, Smart Installer makes thing easy, making a nice package of common and useful software tools.

They are all free and really useful.