12.21.2008

Oh yeah! Drive!

If you don’t watch your back, this is what might happen to you. Two little doggy fellows trying eagerly to drive! Watch out! ;)

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Olives – Trás-os-Montes

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Want to help make some olive oil? :)

12.06.2008

Causas de menor sindicalização: algumas ideias

Introdução

Nos últimos anos o Mundo sofreu mutações consideráveis. As complexas alterações criadas localmente produziram mudanças globais muito relevantes. O Mundo ficou mais complexo, integrado, interdependente, estando os países mais intrincados e as suas relações comerciais, culturais e diplomáticas mais reforçadas.

Esta complexidade trouxe dúvida e precariedade, tornando a existência individual e dos grupos uma actividade que se deverá referenciar, obrigatoriamente, aos processos de socialização complexos actuais. Contudo, o Mundo não se refere a uma uniformidade complexa, mas a uma multiformidade repleta de especificidades e movimentos económicos e culturais assimétricos.

O “Novo” Mundo criado pela evolução da globalização coloca em cheque tudo o que lá atrás foi construído. Actualmente, este Mundo parece suster-se na sua própria complexidade, imprimindo-nos um quadro que coloca o passado como uma decrepitude infecciosa. A pós-modernidade e a globalização têm colocado em xeque as metanarrativas, trazendo à tona toda a precariedade e ausência de certezas.

Tais evoluções ou, mais correctamente, mudanças, têm produzido alterações substantivas na organização do trabalho, levando a que os actores das organizações sejam participantes de graus diferentes nestes movimentos.

O presente trabalho tem como objectivo dar a conhecer e discutir algumas das causas da menor sindicalização em Portugal e em outros países. Ao definir-se este objectivo focar-se-ão também, incontornavelmente, fenómenos que embora parecendo laterais, influem de forma decisiva nas causas reconhecidas ou inferidas.

Sindicatos

Antes de se focarem os motivos pelos quais existe uma diminuição do número de pessoas sindicalizadas, interessa definir de que se fala quando se trata de sindicatos. De acordo com Costa e Sampaio e Melo (1979), um sindicato é uma “associação de trabalhadores por conta de outrem, ou de profissões liberais, para defesa dos seus interesses económicos, culturais e profissionais” (p. 1317). Trata-se, portanto, de um grupo de indivíduos afectos a uma profissão ou sector profissional que se unem numa plataforma comum, organizada, com disposições gerais e estatutos, com o objectivo de defender os interesses relevantes para a acção enquanto trabalhadores. Seguindo a premissa de que a Democracia aceita e valoriza a emergência de vozes que reclamam o seu direito de participar no rumo de um país, os sindicatos assumem-se como representantes de grupos profissionais que pretendem afectar o rumo das organizações e das políticas seguidas por um determinado Governo.

Sindicatos, trabalhadores sindicalizados e os seus fenómenos organizativos: uma análise multifactorial

Actualmente existe uma declarada e visível contestação pública de vários sindicatos (e.g., Fenprof) que protestam contra aquilo que consideram ser prejudicial para a classe que representam. Contudo, um sindicato não é apenas uma associação de trabalhadores, uma totalidade perfeitamente limitada pela classe profissional ou grupo que representa. A percepção empírica e subjectiva é de que os sindicatos por vezes emergem como plataformas que se complexificam e se afastam das pessoas que representam. Tal leva a que se fale, por exemplo, em sindicatos e em professores, quebrando a univocalidade (mas talvez reforçando a robustez das opiniões) da defesa dos interesses da classe profissional definida pela existência do sindicato. Surge, pois, a questão de se conhecer os elos que relacionam o representante (sindicato) e os representados (professores). Como exemplo, tome-se a actual contestação dos professores. De acordo com João Marcelino, director do Diário de Notícias o conflito tem levantado um problema de representatividade. O autor prossegue

afirmando que se o acordo [entre sindicatos e Ministério da Educação] não resolveu a questão de fundo e a avaliação continua a merecer o repúdio maioritário dos professores, quem são as partes e como se encontram? Que têm os sindicatos, desta vez, para oferecer a ambos os lados na vista de uma solução - e quererão mesmo encontrá-la?

Este é um exemplo de que talvez os sindicatos estejam a ver a sua definição enquanto associação ultrapassada (ou complementada) pelo poder da mobilização das pessoas que representam. Tal poderá levar a colocar a seguinte hipótese: “Quanto mais unida e mobilizada for uma classe profissional relativamente à defesa de um determinado interesse, menor a necessidade e o poder interventivo de uma estrutura representativa formal e definida estatutariamente”. Uma observação fácil e intrépida, apesar de leviana, consistiria em dizer que tal alavanca a “morte” dos sindicatos. No entanto, não se crê que tal afirmação seja sustentável.

A actual situação da contestação dos professores ganhou uma magnitude considerável, sendo consequência de um crescendo dinâmico de insatisfação transversal e inicialmente verbalizada pelos vários sindicatos dos professores. Portanto, a actual baralhação dos actores do contexto desta contestação resulta não da morte anunciada dos sindicatos ou da sua capacidade mas do nível de mobilização dos professores que abafou o som da “representatividade” dos sindicatos. Tal parece ser paradoxal, uma vez que o grupo representado engole a formalidade da sua representação.

Poder-se-ia conjecturar que estes movimentos contestatários dos professores revelam o poder de milhares de vozes que falam em uníssono. Provavelmente não será incorrecto fazê-lo. Contudo, tal não responde directamente à nossa pergunta de conhecer “as causas da menor sindicalização”. Apenas revela, indirectamente, que, neste caso, a definição de sindicato é precária enquanto representante de um quadro fiel e suficientemente abarcante de uma classe profissional.

Todavia, nem todas as lutas (como os sindicatos gostam de definir) provocam tal êxtase e mobilização como a que se verifica com a actual contestação dos professores. Existem actualmente cerca de 300 sindicatos operacionais em Portugal (Stoleroff & Naumann, 2000) e raras são as vezes em que a sua posição e acção são publicamente e largamente visíveis. Contudo, não se tome com isso que a sua acção é desprovida de valor.

Em muitos contextos sócio-profissionais marcados pela concentração de pessoas de baixos recursos intelectuais (mas não só), que devotam pouca energia no debate coerente e consistente de exigência e respeitabilidade dos seus direitos, encontra-se frequentemente um queixume generalizado inócuo que oculta uma insatisfação resignada. Com uma perpetuação de inércia, muitos trabalhadores colocam, muitas vezes, nas mãos dos sindicatos o medo que sentem com as consequências percebidas da globalização e da situação do seu país (e.g., a precariedade dos vínculos; os baixos ordenados), e de outros factores estruturantes das relações laborais (e.g., o paternalismo; o fatalismo). Colocam, desta forma, a voz interior da luta que desejam na melhoria de vida, na verbalização bem audível dos sindicalistas que aparentemente não são afectados pelas punições temidas. Este seria um motivo que justificaria, por exemplo, a existência de uma maior taxa de sindicalização em determinadas classes profissionais.

Nas últimas décadas a economia de Portugal diversificou-se, constituindo um sector de serviços cada vez mais prevalente. Tal significa uma reconstituição da importância dos sectores económicos em Portugal. O sector industrial, comummente assumido como um angariador muito forte de sindicalizados, decaiu na sua importância relativa e contribuição para o produto interno bruto. Estas mudanças significaram uma diminuição do número de sindicalizados em indústrias manufactureiras (Stoleroff & Naumann, 2000). Para além deste factor estrutural, existiram também movimentos conjunturais (e.g., perda da segurança do emprego provocada por salários em atraso) que abalaram a confiabilidade e relevância dos sindicatos na defesa dos interesses dos trabalhadores (ibidem).

Um dos quadros analíticos mais interessantes na observação das dinâmicas de grandes grupos sociais diz respeito ao fenómeno de “free ride”, ou numa tradução livre, “viagem grátis”. De facto, ao analisarmos os fenómenos de sindicalização e de angariação ou repelência de trabalhadores de uma classe profissional, constatamos, pela análise empírica, que existem indivíduos que não acreditam que a sindicalização é importante mas, no entanto, criticam abertamente o patronato e os sindicatos, escudando-se nessa crítica a razão para não se sindicalizarem. Contudo, aceitam claramente os benefícios das consequências positivas da acção dos sindicatos. Poder-se-ia afirmar que este padrão atitudinal e comportamental segue um fio condutor de apropriação indevida. Contudo, estas situações poderão indicar várias peculiaridades.

O fenómeno de free ride (Booth, 1985) verifica-se quando numa situação em que um grupo se reúne para fazer lobby relativamente a um bem potencial para todos os membros, existem indivíduos que querem desfrutar dos benefícios conseguidos sem incorrer nos custos implicados. Ao fazê-lo, eles incorrem numa dinâmica perversa.

O tamanho dos grupos na análise deste fenómeno é importante. Quanto maior for um grupo maior será a sua incapacidade de vigilância e de detecção dos elementos que praticam o free ride. Este será, talvez, um dos aspectos que explica a diminuição do número de sindicalizados. É notório que muitos trabalhadores assumem uma perspectiva hedonística laboral, i.e., assumem facetas que os leva a colarem-se aos benefícios e a rejeitarem as dificuldades de os alcançar. Um outro de factor motivador de free ride poderá ser os baixos salários praticados em muitos sectores e profissões. Não será de todo inaudito ouvir ou registar comentários de pessoas que pelo facto de auferirem salários baixos tendem a colocar a hipótese de sindicalização para último plano, dada a necessidade de pagar as quotas sindicais. Contudo, este fenómeno estará acoplado também a outro tipo de dinâmica.

Muitos trabalhadores talvez sigam uma avaliação socialmente determinante da sindicalização. Empiricamente, a adesão a um sindicato é, actualmente e em larga medida, sancionada pela perda de respeitabilidade ou de estatura moral. Não é invulgar ouvir que as pessoas não precisam de se sindicalizar, porque todas as informações estão disponíveis (e.g., leis do trabalho; facilidade em obter informações do ACT) e facilmente acessíveis a todos. Existe, portanto, uma invalidação da competência moral do trabalhador por parte de uma comunidade, o que reforça a tendência dos trabalhadores a privilegiarem a convergência com a voz dominante. Poder-se-á compreender estes fenómenos à luz do contexto actual ou da sua diferença relativamente a outros contextos, o que implica rever a temática da globalização e do capitalismo anteriormente referidos.

De facto, hoje em dia a globalização e o capitalismo parecem ter imposto um discurso único e pegajoso em que a percepção de precariedade do emprego impõe receio aos trabalhadores em serem identificados como “sindicalistas que só querem destruir a empresa pedindo cada vez melhores condições de trabalho e salários mais elevados”, sendo este um dos motivos que comummente se ouve off the record.

Todos os factores abordados ao longo desta análise recolhem algum tipo de confirmação ou são complementados no estudo levado a cabo por Conceição Cerdeira (s.d.), nomeadamente nas seguintes constatações: a) decréscimo da sindicalização e crescente atomização dos sindicatos; b) crescimento de “corporativismos” profissionais; c) transformação sociológica da composição sindical (sector de serviços contribui com 64%); d) menor capacidade de mobilização de acções de luta; e e) menor frequência de recurso (e mais selectivo) à greve.

Existem, portanto, inúmeros factores que poderão influir na diminuição das taxas de sindicalização, sendo que eles, de forma qualitativa e quantitativa, variam de acordo com o sector profissional, contexto sócio-económico do país, momento histórico Mundial, fenómenos de grupos sociais, modas comportamentais, entre outros.

Níveis de sindicalização em vários países

A diminuição das taxas de sindicalização não se verifica apenas em Portugal. Tendo em conta os factores já abordados, isso quererá dizer que existem factores com influência local que perpassam barreiras geográficas. Simonson (2005) descreve no seu artigo “Trends in Class based Trade Union Membership in Great Britain” algumas das constatações e conclusões que explicam e descrevem a tendência de decréscimo das taxas de sindicalização:

· Verificou-se um declínio acentuado das taxas de sindicalização entre 1964 e 1997, sendo que apenas entre 1974 e 1979 se verificou um aumento de sindicalizados na população activa. Após 1979 verificou-se um declínio marcado, resultante, talvez, da introdução de legislação prejudicadora da actividade dos sindicatos;

· A diminuição da percentagem de homens sindicalizados diminuiu mais do que no caso das mulheres, sendo que até houve um aumento relevante de mulheres sindicalizadas entre 1975 e 1983. As taxas de sindicalização são, hoje em dia, as mesmas entre homens e mulheres;

· Diminuição, no grupo dos homens, das influências específicas das classes profissionais, i.e., alteração da composição das classes e dos sectores profissionais (aumento do sector dos serviços e diminuição dos sectores industrial e da agricultura);

· Notório decréscimo das percentagens de homens sindicalizados em todas as classes profissionais, sendo menos pronunciado na classe de trabalhadores mais qualificados. Não existe uma tendência objectiva no grupo das mulheres;

· A alteração da composição das classes não explica na totalidade a diminuição do número de sindicalizados.

Contudo, não foi apenas no Reino Unido que se verificou uma redução do número de pessoas sindicalizadas. Nos Estados Unidos, por exemplo, a redução entre 1970 e e 2003 foi de cerca de 2.3 milhões de sindicalizados. Por outro lado, o Canada obteve uma subida no número de sindicalizados em igual período de cerca de 2.9 milhões de sindicalizados. Na União Europeia verificou-se uma subida acentuada de 10 milhões de trabalhadores sindicalizados entre 1970 e 1980, sendo que a partir desta última data e até 2002 houve uma redução de 7.3 milhões. Na Itália registou-se um padrão semelhante, havendo um aumento substancial entre 1970 e 1980 e um declínio considerável desde então (Visser, 2006).

Um dos factores explicativos desta redução do número de trabalhadores sindicalizados deveu-se à mudança da obrigatoriedade para a voluntariedade da sindicalização. Outro facto curioso apresentado pelo autor diz respeito ao facto de existirem países em que a taxa de sindicalização das mulheres é tão alta quanto a dos homens (Canada, Reino Unido e Irlanda) ou até mais elevada (Suécia, Noruega e Finlândia).

O autor prossegue referindo que o declínio da sindicalização está concentrado de forma clara no sector privado da economia, enquanto as taxas de sindicalização no sector público continuam elevadas.

Visser (2006) finaliza destacando alguns dos factores que contribuíram e que contribuem para a desaceleração do número de trabalhadores sindicalizados: a) globalização; b) declínio do emprego no sector público e concomitante aumento no sector dos serviços; c) aumento das taxas de desemprego de longa duração; e d) contratos de trabalhos mais flexíveis.

Como é possível constatar, existe uma quantidade muito considerável de factores que assumem preponderância na diminuição do número de sindicalizados. Contudo, as variações são sensíveis aos contextos específicos de cada país e momento histórico, pese embora existam factores transversais (e.g., mudanças económicas estruturais e conjunturais provocadas pela globalização).

Entrevista a um delegado sindical: uma visão

De modo a complementar o trabalho apresentado optou-se por trazer para este diálogo uma voz que fala na primeira pessoa e a partir da função de sindicalista. Trata-te de um trabalhador de uma empresa concessionária de auto-estradas, com 48 anos, 12º ano, 25 anos de serviço e sindicalista há mais de 15. Apresentam-se de seguida as perguntas feitas e as respostas obtidas de forma integral.

1. Porque resolveu ser delegado sindical?

2. Qual é o objectivo que considera ser mais importante na acção de um sindicato?

3. Quais são os pontos menos positivos que considera existirem na generalidade dos sindicatos?

4. Tem existido um decréscimo de trabalhadores sindicalizados nos últimos anos. Qual é a sua justificação para este decréscimo?

1. Resolvi ser delegado sindical por considerar ser uma função bastante estimulante, onde se pode interagir nos vários sectores da sociedade, mais concretamente na área laboral. É necessário que os trabalhadores sejam informados dos seus direitos e deveres, resultando daí um melhor profissional, contribuindo também para a sua formação;

2. O objectivo primário de um sindicato deve passar pela honestidade da informação a prestar ao trabalhador e contribuir para o seu desenvolvimento, assim como preservar a paz social na empresa;

3. Destaco um, que por vezes se exprime na criação de instabilidade laboral no interior das empresas, menosprezando o posto de trabalho de cada trabalhador, querendo somente o aproveitamento político do voto eleitoral;

4. A justificação para o decréscimo de trabalhadores sindicalizados deve-se ao facto de os sindicatos não se actualizarem nas políticas laborais. A negociação entre empresas e sindicatos tem que ser feita na base do diálogo, cedências de ambas as partes e nunca esquecer que é o posto de trabalho que está em causa. Os bons acordos de trabalho por vezes não são aqueles que contemplam questões monetárias, mas sim direitos adquiridos.

As respostas obtidas permitem perceber que para este trabalhador e sindicalista os pontos mais importantes da sua acção são a colaboração e prestação de informação relevante aos trabalhadores e a conservação dos postos de trabalho, utilizando sempre o diálogo como ferramenta que permite ultrapassar impasses e melhorar relações, não esquecendo o equilibro entre as exigências dos trabalhadores e empresas.

Como se pode notar no ponto 4, a análise justificativa do decréscimo de sindicalizados alude a falhas internas dos processos actuação dos sindicatos, como seria previsível numa opinião de uma pessoa que exerce uma função sindical. Não obstante, é curioso o entrevistado não ter elaborada a sua resposta e referido outros factores estruturais e conjunturais.

Auto avaliação de um sindicato

Ouvida a voz de um sindicalista considerámos relevante conhecer um pouco de uma auto-avaliação da acção de um sindicato.

O Sindicato da Construção, Obras Públicas e Serviços afins, por ocasião do seu VI Congresso, com o mote “Pelo Emprego e Protecção Social”, refere, a certa altura, no Relatório do Secretariado Nacional, alguns pontos de natureza menos positiva da sua acção enquanto sindicato:

· Falta de quadros sindicais adequadamente formados e enquadrados em cada Empresa dos Sectores de Actividade que representam;

· Dificuldade em fazer passar a informação estratégica global, definida no actual contexto social, em que se enfrentam enormes ataques aos direitos conquistados pela via negocial;

· Prática de comunicação e informação com lacunas no que respeita ao conteúdo, mas sobretudo quanto à oportunidade;

· Acção negocial com o patronato ligada, quase exclusivamente, aos momentos formais da negociação dos Contratos Colectivos de Trabalho, Acordos Colectivos de Trabalho e AE’s, apesar de ter havido evolução positiva nos últimos anos, em virtude de iniciativas do sindicato, no sentido de suscitar questões pertinentes para discussão informal;

· Participação insuficiente, no que respeita a horas de formação de quadros sindicais, muitas vezes por indisponibilidade ou incompatibilidade impostos pelo horário de trabalho; e

· Excessiva parcimónia de representantes sindicais que, por vezes, não veiculam para o Secretariado as reclamações e preocupações dos seus colegas das Empresas.

Existem, portanto, pontos de referência de melhoramento da acção sindical que este sindicato julga pertinentes e que dizem respeito à acção negocial e à qualidade dos quadros sindicais. Mais uma vez tem-se uma perspectiva única e concretizada pela análise da acção operacional dos factores que contribuem para menores níveis de sindicalização.

Conclusão

Os níveis de sindicalização são voláteis e dependentes de vários factores, uns extrínsecos aos sindicatos e outros decorrentes da qualidade da sua própria acção. A interdependência entre estes factores traduz um quadro muito complexo, o que coloca um esforço imenso na diferenciação da potência de cada factor.

Como é possível constatar neste trabalho, existem falhas nos processos e nas estruturas e mudanças rápidas de ordem qualitativa e quantitativa nas sociedades dos países ditos desenvolvidos que colocam em xeque a actuação dos sindicatos. Muitas vezes se ouve dizer que muitos sindicatos e sindicalistas ficaram presos nas lutas do passado. Talvez esse seja um relato lúcido, levando a pensar que a sua implosão resulta da incapacidade de se mudarem e de se adaptarem aos novos paradigmas. Todavia, talvez esta conclusão seja errada em muitos contextos, dada a multiplicidade e as diferenças qualitativas dos contextos que se analisam. Irrefutável será dizer que de facto o Mundo mudou muito, como é possível perceber de forma óbvia.

Concluindo, dever-se-á referir que o alcance deste trabalho não assegura uma explanação exaustiva dos factores que foram aflorados. Permitiu, porém, um debate inclusivo de várias vozes válidas sobre o tema em assunto e uma reflexão sobre as múltiplas causas da menor sindicalização.

12.01.2008

God is in Dostoevsky

dostoevsky 

Todos somos responsáveis de tudo, perante todos.

O lúcido António Coimbra de Matos sobre o “Dr.”, “Engº” e afins

Entrevistador: E esse acesso deve ser notório. Há pessoas que precisam que todos saibam do poder de que estão investidas.

António Coimbra de Matos: Há uns anos, tinha consultório na Rua Padre António Vieira; vivia pior, não tinha secretária e ia eu ao banco fazer as minhas contas. Um colega meu era também cliente desse banco. Uma vez, o gerente disse-me que o meu colega era muito esquisito e que tinha feito um pé-de-vento porque queria que pusessem nos cheques “Professor Doutor”. Não lhe chegava o nome.

Entrevistador: O que quer isso dizer?

António Coimbra de Matos: A gente chama a isto identidade de papel. Se me sinto bem como sou, basta-me ser o Coimbra de Matos. Se não me sinto bem como sou, agarro-me aos títulos: sou director, sou professor….É uma identidade de papel que compõe a minha identidade pessoal.

Identidade de papel é, de facto, uma expressão feliz para mostrar como se constrõem fortunas de poder com castelos de fumo. E assim, infelizmente, se vive em Portugal.

Entrevista lida no Jornal de Negócios (28/11/2008)

11.30.2008

O Eu que ficou lá atrás

RIC17

Sintomas

As relações por vezes azedam e tornam azedas as pessoas e aquilo que as une. O que afasta torna-se negro e os seus olhares tristes pela amargura de se terem que chatear.

As falhas de comunicação e os espinhos que crescem na inexactidão dos factos leva a que as pessoas deixem de responder a partir das acções que ocorrem e passem a responder através do quadro fusco e impreciso na mescla de sentimentos, pensamentos, projecções futuras e sensações.

É triste vê-los assim. E é difícil perceber os limites da razoabilidade de cada movimento. Ambos se amam e ambos se desentendem pela amargura que criam um ao outro. Não se ama com pré-condições de análise e de relacionamento.

O Amor implica despirmos o orgulho e colocá-lo no espaço que ambos calcam, dando espaço a que a carne crua das acções seja aceite por pensamentos igualmente livres de gordura pouco saudável.

Amar é criar consensos que estanquem a perversidade dos movimentos relacionais insustentáveis. É fazer rewind e compreender o que ficou mal gravado e substituir esses pedaços de incompreensão por discussão activa das posições de cada um.

Comunicar é difícil e mais difícil é quando se define através uma história cheia de contornos sinuosos, agrestes, podres.

Parar. Colar substitutos de incompreensão com entendimentos calmos e esclarecedores.

Amar é, por isso, também parar, olhar nos olhos do Outro e perceber que aquilo que se guarda no olhar pode não conter exactamente o que pensamos, dizemos, o que temos medo de dizer e aquilo que gostariamos de dizer.

Amar significa parar para abraçar a totalidade da amargura e da felicidade perdida.

11.28.2008

...

Portugal é uma comédia para quem pensa e uma tragédia para quem sente.

By Horace Walpole

Just an advice

Never post when you feel exhausted. :=)

11.27.2008

Happiness lives in sweet memories

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Status Quo

Some people live behind the curtains of status quo. They find that the comfort given by this smoke fence is irreplaceable. Why? Because it makes the bridge sound like an unachievable empire. Power, ego massages, weak and insufficient honesty. With oneself, with another.

The bridge turns gold to the other, who needs to savagely honor the Great! Oh Mr Dr Eng! Please, listen to me! Make me feel someone under your great throne of power. Let me be around you and seat near you. Talk to you. Cherish you. Close to power.

You may despise him but he or she will love your look and your talk. And no matter what, you will be heard and known by the great power.

Wake up! It’s time for you to look deep into their eyes and dwell into their narratives of power. You will find dead ends and a little bit of egocentric organization. Let it be. Each one of us answers for their feelings and caring for others. Respect isn’t just something you refer to when you need to put yourself on higher grounds. It’s seen through our naked eyes, open hands and warm hearts.

It’s cold!

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-1ºC! Not bad! :P

Fire!

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11.26.2008

Pollyanna e Sócrates

Satisfatório. Bom. Óptimo. Excelente. Brilhante!

Eles poderiam andar de mãos dadas, visitar os campos e sentir as flores brilharem. Ouviriam os passarinhos a cantar e os animais a alimentarem-se. Seria um Mundo infinitamente belo, repleto de uma insofismável leveza.
Que bom que é cheirar o odor da positividade dos elementos naturais, de perceber como os organismos e as coisas se organizam com um sentimento estético que perpessa a solidez das coisas e dos acontecimentos. Que bom! Que felicidade!

"As previsões da OCDE não são favoráveis para nenhum país do mundo, são de
um crescimento de menos 0,2 por cento para Portugal, mas são de menos 0,9 para
Espanha, menos 0,8 para a Alemanha, menos 0,6 no conjunto da Zona Euro",
salientou.
Para o primeiro-ministro, apesar de Portugal figurar no conjunto destes
países, "tem previsões menos negativas que os outros."



Existe um interesse magnânimo na natureza de um ser quando ele reporta o exclusivamente a sua orientação existencial para um foco positivo das questões. Contudo, existe uma perversa e inefável manipulação e obscuridade nas pessoas que organizam o seu pensamento em torno da anulação de pontos negativos irrefutáveis, ou em análises mancas, coxas e pernetas.
Considero que todas as pessoas percebem o alcance deste míssil irrealista que o primeiro ministro transporta nas suas afirmações. Ele constata a situação, recolhe os aspectos positivos dela e deixa-os orfãos de contexto. O passado serve-lhe apenas para apontar o que ele fez e que os outros não fizeram. Apenas.

Muito fraco. Péssimo. Horrível. Catastrófico!

11.24.2008

Find your answer

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11.19.2008

Carta de um Professor aos Directores da TSF e DN

Carta de um Professor aos Directores da TSF e DN A propósito
da entrevista de JOSÉ SÓCRATES

Ex.mo Sr. João Marcelino/Paulo Baldaia

Ontem entrei no carro e ouvi os últimos 15 minutos da
entrevista ao nosso primeiro ministro, exactamente no momento em que estavam a
falar de educação que era o que me interessava no momento. A custo, consegui
ouvir até ao fim.

Envio-lhe o meu mais veemente lamento pela forma como a
entrevista, ou o que lhe queiram chamar, foi conduzida porquanto foi permitido
ao Sr. 1º ministro dizer o maior chorrilho de mentiras sem que alguma vez
tivesse sido corrigido. Deixaram-no passar mais uma mensagem propagandística que
peca pela verdade tal como ele nos tem habituado a ouvir a começar pelo seu
processo de habilitações literárias.

Os Srs. jornalistas TINHAM a OBRIGAÇÃO de se documentarem
melhor para fazer uma entrevista dessas. Mais pareceu uma entrevista de "faz
favor de dizer" com questões previamente combinadas porque os entrevistadores
eram pessoas experientes e deviam saber bem o que lá estavam a fazer. Só pode
ter sido. Sócrates teve a oportunidade de explicar a sua educação à sua maneira
e o resto foi servido em bandeja de ouro.

O meu nome é Francisco Teixeira Homem, sou professor na
Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima em Aveiro, tenho 34 anos de
serviço.
Tenho ainda uma licenciatura de 5 anos que é verdadeira e rigorosa.
Sou do tempo em que o estágio pedagógico era de 2 anos. Fiz 1 mestrado e a parte
curricular de um 2º mestrado no tempo em que os mestrados eram 2 anos. Tirei o
doutoramento no tempo em que eram de 5 anos. Os investimentos na minha carreira
e profissão foram pagos por mim e pelo sacrifício da minha família. Progredi na
carreira com o cumprimento rigoroso de todos os créditos e subi ao 8º escalão
com provas públicas efectuadas em Coimbra nas instalações da Direcção Regional
de Educação do Centro. Não progredi com benesses até chegar ao 10º escalão onde
tenho a minha carreira congelada e a ganhar tanto como um licenciado.

Por acaso vou ser avaliado por uma professora que é do
mesmo grupo que eu mas há casos de professores de História a avaliar os de
Inglês, de Educação Física a avaliar os de Educação Visual ou Educação Especial,
de Biologia a avaliar os de Matemática... enfim!!!!
Quando um professor
destes vai assistir a uma aula dos outros (e tem de o fazer 2 vezes) está a ser
justo por mais que o queira? Haverá honestidade neste processo?

Não me licenciei a um domingo com 26 das 31 cadeiras em
falta dadas como equivalentes, nem com professores amigos ou reitores presos por
falsificação de documentos, nem com a utilização de cartões do governo. A minha
Universidade é pública, do Porto, e podem ser consultados todos os meus
documentos. Não foi encerrada, como a UNI, só Deus sabe, VERDADEIRAMENTE
porquê.

O Sr. JS mente quando diz que agora há o mérito de
distinguir os professores excelentes dos outros. Uma pessoa cujo percurso
académico cheio de falta de rigor, mérito e excelência não lhe oferece a mais
pequena moralidade para pensar sequer nisso, quanto mais falar. Desculpe voltar
a falar disto mas é uma VERDADE que anda a ser camuflada e continuamente
escondida.
A criação INJUSTA do professor titular no ECD é a MAIOR FRAUDE que
passou impune em Portugal. Os professores foram classificados APENAS pelos
últimos 7 anos de profissão, não pelos conhecimentos mas pelos cargos exercidos.
Imagina certamente o que eu com 34 anos de serviço deva ter prestado ao ensino
como professor. Pois bem, 27 desses meus anos contaram ZERO. RIGOROSAMENTE...
ZERO.
Aqueles anos em que quando mais jovem tinha capacidade para fazer e
vontade para tudo, contaram NADA. Não sei quantos anos de serviço tem o Sr. João
Marcelino/Paulo Baldaia mas diga-me como se sentiria se a sua classificação
fosse feita apenas com base nos últimos 7 anos, não pelos seus conhecimentos e
capacidade mas APENAS pelas funções que prestou. Há professores belíssimos que
foram prejudicados por terem querido ensinar. Há escolas onde ficaram titulares
professores com 86 pontos enquanto outras escolas professores com 130 pontos não
o conseguiram ser.
UMA VERGONHA que a imprensa nunca soube (ou nunca quis)
denunciar. A escola hoje deixou de ENSINAR. O próprio ministério deixou de ser o
Ministério da Educação e passou a ser o Ministério da Certificação. Faça esta
experiência.
Vá a uma escola e diga que se quer matricular para APRENDER.
Para APRENDER!!!!
Não há como nem onde. Até com o sistema de créditos já
acabaram. Mandam-no para os EFAs ou para as Novas Oportunidades. Veja o que isso
é. O que lá se aprende.
Em quantos MESES se pode fazer ao mesmo tempo o 7º,
8º e 9º ano e depois o 10º, 11º e 12º ano. Acabaram com o "Ad Hoc", agora há o
"mais 23". Compare-os.
Agora, com a apresentação do currículo e a entrevista,
um candidato ao ensino universitário fica logo com 60%. Os "trocos" ficam depois
para um exame muito mais SIMPLIFICADO.O Sr. JS falou nos cursos
profissionais.

Vá a uma escola e veja o que é isso de cursos
profissionais. A verdade. E já agora os CEFs. A pressão permanente para que os
alunos passem sem saber apenas e só para uma avaliação estatística. As
permanentes lamúrias da Sr.ª ministra nos custos de uma reprovação e no
facilitismo em reprovar.

Agora na avaliação dos professores é contabilizado o n.º
de alunos reprovados numa vergonhosa e clara afronta à perda de independência.
Que culpa tenho eu que no início do ano me tenha calhado uma turma mal-educada e
pouco estudiosa? Que culpa tenho eu que um aluno abandone a escola porque quer
ir trabalhar ou não gosta de estudar ainda que tudo tenha feito com os pais para
que tal não aconteça? PORQUÊ isso se reflecte na avaliação?

Já alguma vez pediu a uma escola as fichas de avaliação?
Não acredito, desculpe mas não acredito que alguma vez as tenha visto. É
IMPOSSÍVEL que aquilo possa ser seguido, IMPOSSÍVEL. Se não as conhece procure
ver algumas.
Os professores o melhor é deixarem de dar aulas. A Cada escola
tem as suas grelhas de avaliação. São 3 grelhas, qual delas a melhor, sempre
elaboradas da forma mais incrível, injusta, desadequada, complexa, pouco
credível e acima de tudo inexequível.
Isto não é uma brincadeira?

Os professores não têm família e direito ao tempo livre e
lazer? JS falou igualmente no Inglês e na Educação Física das escolas primárias
que já havia antes dele.
Pergunte quanto ganham esses professores e compare
com o que ganha uma empregada doméstica, sem qualquer desprestígio para as
empregadas domésticas.
Sr. João Marcelino/Paulo Baldaia, peço-lhe desculpa se me
excedi. Penso que não. Acredito que com algumas destas "dicas", futuras
entrevistas suas ao sr. JS serão diferentes. A verdade é que andamos de tal
forma a ser maltratados e enxovalhados com tanta MENTIRA que após o programa da
TSF que é uma rádio que oiço sempre, senti necessidade de "desentupir".
É
estranho, muito estranho mesmo que a certas pessoas seja permitido fazer passar
incolumemente certas mensagens. E o Sr. primeiro-ministro é
uma delas. Usa e abusa.Este foi o direito à minha INDIGNAÇÃO.

Queira aceitar os meus mais respeitosos
cumprimentos,

O professor Francisco Teixeira Homem

Uma boa carta contra a ignorância.

11.16.2008

11.15.2008

Ecostiler

In The Netherlands:

  • Ecostiler stands for ‘Energy efficient COmmunity STimulation by use and Integration of Local Energy Resources', which means that all the energy that a community consumes are brought together through several sources of energy. Such a coordination and integration of renewable energy in the large spectrum of community energy needs launch new ways of it’s efficient use.
  • The CONCERTO initiative is a Europe wide initiative that focus the challenge of creating energy efficient communities.
  • Ecostiler and the Concerto initiative brings a new horizon in terms of rational and intelligent use of energy.

11.14.2008

Sussurros de inveja

Ela ouvia atentamente a sua imaginação, tentando encontrar rasgos simétricos de humanidade no ser escondido naquela barriga grande.
- Mãe, sabes que eu acho que não tens um filho na barriga? Eu não o vejo. Fecho os olhos e ele não aparece. Ele não pode existir!
- Filha, já te mostrei um bebé, lembraste?
- Oh, oh mãe, mas onde está o bebé se eu não consigo ver? Porque me obrigas a acreditar que tudo será igual quando ele, que "não é" (não o vejo!) nascer?
- Filha, fecha os olhos. Toca com a tua mãe na minha barriga. O que sentes? Calor, Pontapés?
- Sinto amargura. Sinto falta de mim em ti, antecipando a falta que me farás quando a minha casinha, onde me vens acariciar, se esconder no fundo da floresta. Tudo serão árvores densas, erguidas pelo carinho que nutrirás pelas novas formas do teu Amor e pela minha necessidade de clausura.
Farei cozinhados saborosos na minha casa, tu sentirás o odor, limparei o chão e não verás nem uma preciosidade de cotão. Mas tu não verás. Sentirás apenas os meus olhos cravados nas tuas pernas, tentando perceber como poderei trepar até ao teu coração. E ficarás triste por não percebes com que linhas coso a minha hibernação. Sabes mãe, imagino agora o que imaginei há anos. Lembro-me das texturas e das matizes sombrias e lembro-me de uma janela aberta no teu olhar. Puxei-me e subi pelos oblíquos chamamentos que eles me lançaram.
Trouxeste-me de volta.
Mano, vamos sair?

11.10.2008

Old times

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Dna do leste

Os olhares deles roçam a agressiva selvajaria daqueles que lutam ininterruptamente. O fugaz olhar desperto, cerrado, pedinte de um desafio a que não se pode aceder.
Fugidios.
Irrompem frugalmente num espaço de combate, lembrando a quem os olha que lá mora um Mundo de ruínas de atarefados e laboriosos trabalhadores.
Tristeza.
Agressão visual. Chicoteiam olhares pueris. Admitem a violência dos corpos brancos massajados pela inebriante guerra dos Mundos.
Carinhosos.
Ficam calmamente doces durante o movimento, esperando uma mão que lhes acene com cores que lhes permitam colorir as ruínas com que se constroem.
Parados.
Aqui nestas palavras ásperas com que preenchem vazios.

11.05.2008

Some thoughts about USA elections

McCain did an brilliant speech! A great man in honor and dignity.

What a great speech you gave today! Obama loves Walt Whitman! Just read “Leaves of Grass” and you will get it!

Thanks America for the power of your example!

Thanks America for your democracy!

Thanks Obama for the inspiration that leads people all over the world to have more faith in the future!

Thank you!

11.03.2008

Life

Life is really something weird. We live to complain about life while we don’t dare to think about death, or the aftermath.

We live to on a hedonistic platform, roaring to others as if they were our predators. We are constantly afraid of losing our sense of life, our meaningful and weak complex balance of our selves.

We die each time we dwell on self pity and put the arms below our imagination. We cease our magnitude of thought when our dominion of inner life trembles. We die to live stronger each time we are down.

We die not because life ends but because our ability to create metaphors deteriorates. We leave the world empty hand when our tentacles of care and love are gone, alone, but even then we are fortunate enough to create a deposit of illusion.

We live not knowing how to live better and that’s awkward, because our freedom lives up to our terror. 

Preços em Portugal: comparação

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É preciso dizer mais alguma coisa?

Daqui

Não…

…quero ser um génio…Já tenho problemas suficientes ao tentar ser um homem.

Albert Camus (1913-1960)

10.31.2008

Passion

It’s all about passion. It’s our many driver of existence, may it be on politics, climate change or on interpersonal relations.

We need someone or something to push our expectations on moral dramatically lives. We want to live life with a higher purpose or path.

We are blind enough to take our passion without thinking about it’s roots and consequences. In the end, we are only animals that pursue the sense of common goals, even if it causes the wrong effect on our hedonistic sense of self.

We talk about climate change as THE problem. It sure is a problem but not will not cause the end of the world. We have time to prevent that long term effect. And it’s easy to be pushed with the stream of misleading information. Therefore, ignorance associates deeply with passion, at least in societal terms. (Nevertheless, ignorance is also a igniter of the birth of Love. Be ignorance the drive to the know feelings of happiness and to the unknown field of deep sharing of lives.) The media tells us that the world is going to change abruptly in the near future and that’s all. We don’t scrutinize the available information and sometimes don’t even mind to give the full picture of the problem. Passion can lead to extremism. And, in theory, is not that different from other kinds of extremist behaviors.

We feel the need to belong to a large blockbuster of dramatic reunion on a common goal. That’s good. The bad part of it is if it leaves behind the rationality, to be simplistic. We need to assert that all the information available is analyzed and that the better solutions are effective on the short, mid and long term.

We have people dying of hunger, malaria, VIH, poor water and sanitation conditions, and we have the technology and the money to solve this issues. But, weird enough, people don’t deeply engage in a common purpose, though they cherish this humanitarian expression of Love through donations. Or, they see it as something that causes pain and is immoral but it’s there “far away from me”. You send them money and our humanity consciousness calms down. But if the symptoms of problems tackle our feet, then we all join together on a single blind purpose. And even is that the solutions of the seductive problem are wrong, we don’t care. You have done your share. You commit emotionally. And anyone that tries to put things in perspective and use our ability of think calmly the benefits and costs of those approaches is called something worse than “the devil”. And why? Simple. It stops, for moments, the stream of passion. And that causes people to put the fish out of the water.

We need apocalyptical monsters and salvation figures or purposes and we lack the wisdom on our analysis. We need to act intelligently so that we won’t simply be the glorified victims of our stupidity. We need to make the WORLD a better place and not just the environment. And the happily part is that you can do it. The saddest is that we seem too blind to do it.

We are living on the shoulder of blind solutions and not taking them in our hands.

10.28.2008

Windows 7 Preview

Get into the news about the new Windows 7 UI!

 52_full_Peek - Before(1)

http://www.neowin.net/news/live/08/10/28/introducing-the-windows-7-ui

http://arstechnica.com/news.ars/post/20081028-first-look-at-windows-7.html

Volkswagen becomes world top company {for a day}

..or two..or more. :)

Understanding this flip-flops it’s like finding a needle in an haystack. Or not.

Shares move like leafs in the wind, touching subjective self-fulfilling prophecies softly, leaving room for the value symbolism of power over an – now- powerless other.

Psychology comes out as a figurative artifact that goes right before and after the behaviors to try to show how things make sense as a part of a system of systems.

Volkswagen briefly became the world's biggest company by market value on Tuesday, as short sellers continued to pile into the stock on weekend news Porsche had bought up much of VW's remaining free float.

Porsche said on Sunday it held over 74 per cent of VW, prompting a panic among short sellers who had sold VW shares in the hope of buying them back at lower prices.

Shares in the German car maker hit an intraday high of €1,005.01, valuing the company at €296.06-billion euros ($370.4-billion) based on ordinary stock, more than that of world number one company Exxon Mobil Corp's $343-billion market value at Monday's closing price.

10.25.2008

Brilhante: como combater portugueses ignorantes que têm a mania que sabem muito sobre tudo

Resposta

Caro anónimo indignado com a indignação dos professores:

Os homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo...

Mas passemos à frente, com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui. Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão.

Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica, etc., etc.

Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos — ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho. Vamos lá, então, contar:

1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente iguais — o que não acontece — e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta tarefa.

2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.

3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os testes, durante um período.

4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10 minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.

5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.

6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).

7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo.

Vamos, então, somar isto tudo: 84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas. Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas.Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para o efeito.

Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal. No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 351 horas!! Isto em dias de trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.

Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar.Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!

Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor.

Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura, o amigo paga o que deve.

Um abraço.

Mário Carneiro

(Texto recebido por e-mail. Créditos do texto ao autor, Mário Carneiro)

10.23.2008

Immigration Canada

The following information is about applying for permanent residence in Canada in the Economic class, as a skilled worker or professional.

The first step is to decide in which province or territory of Canada you wish to live. These websites which will give you an overview of life and work in Canada, information about your particular trade or profession, the evaluation and recognition of your credentials as well as information about the different regions and communities in Canada : www.goingtocanada.gc.ca, www.credentials.gc.ca.

If you are planning an exploratory trip to Canada, you will find useful information on the Canadian Tourism Commission website: www.canada.travel

1. If you wish to establish in the province of Québec, you must first be selected by the immigration authorities of Québec and obtain a Certificat de sélection du Québec or CSQ, according to their own selection criteria.

For information on the selection criteria, procedures, fees and processing time: www.immq.gouv.qc.ca

Once you have obtained a CSQ, you must submit a Permanent Resident Visa application to our office. We are responsible for the medical examination and the background check, prior to issuing the visa. Our processing time for Skilled Workers selected by Québec is 6 to 9 months. The application kit is available on the following website: http://www.cic.gc.ca/english/information/applications/skilled.asp

2. If you wish to establish in one of the 9 other provinces or in one of the 3 territories, you may be selected in one of 2 ways:

A. Selection in a "Provincial Nominee Program":

Most Canadian provinces and territories have an agreement with the government of Canada allowing them to have a direct say in the selection of a certain number of immigrants who wish to settle in their area and whose presence will meet particular needs.

For information on the selection criteria, procedures, fees and processing time: http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/provincial/index.asp

If you meet the selection criteria of the Provincial Nominee Program in the province or territory where you wish to establish, you will receive a Certificate of Nomination. Once you have obtained a certificate of nomination, you must submit a Permanent Resident Visa application to our office. We are responsible for the medical examination and the background check, prior to issuing the visa. Our processing time for Provincial Nominees is 5 to 9 months. The application kit is available on the following website: http://www.cic.gc.ca/english/information/applications/skilled.asp

Note: Provincial Nominees may submit an application for a Temporary Work Permit at the same time as their Permanent Resident Visa application if they are required to start working soon.

B. Selection in the « Federal Skilled Workers » category:

Applications in the Federal Skilled Workers category may be submitted directly to a visa office outside Canada, such as our service at the Embassy.

Your immigration application as a Skilled Worker will be assessed according to six selection criteria (age, education, work experience, knowledge of English and French, reserved employment, adaptability) and a point system. The current pass mark is 67 points out of 100.

A self-assessment test is available on line to help you determine whether you qualify as a Skilled Worker: http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/skilled/assess/index.asp

Note:

• A job offer is not required.

• You must have at least one year of continuous, paid work experience.

• Your work experience must be in an occupation which requires a certain level of skill, according to the Canadian National Occupational Classification (NOC). Please refer to the on line self-assessment test for further information

• This experience must have been acquired within the last 10 years.

• You must have sufficient funds for yourself and your dependents to establish (10 000 $ CAD for the principal applicant + 2 000 $ CAD per dependent).

If you meet the selection criteria and obtain sufficient points, we will proceed with the medical examination and the background check, prior to issuing the visa. Our processing time for Federal Skilled Workers is approximately 36 months. The application kit is available on the following website: http://www.cic.gc.ca/english/information/applications/skilled-simple.asp

If you have a a job offer confirmed by Human Resources and Social Development Canada, the processing time is 5 to 9 months. For more information, please consult the following site: www.hrsdc.gc.ca.

Permanent residents of Canada may start their own business or self-employed activity in Canada, no matter in which category they were selected. Please note, however, that there exist specific Business categories in the different Provincial Nominee Programs as well as in the federal program. Information about immigrating to Canada as an Entrepreneur, Investor or Self-Employed Person is available on the Citizenship and Immigration Canada website: http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/business/index.asp

For information about Study Permits, Temporary Work Permits, Youth Mobility Programs and Temporary Resident Visas (visitor visas), please consult our website: www.amb-canada.fr/visa

For other information's and statistics, visit:

http://www.statcan.ca/menu-en.htm

http://www.weatheroffice.gc.ca/canada_e.html

http://www.thestar.com/

http://www.theglobeandmail.com/

http://www.livingin-canada.com/

http://images.businessweek.com/ss/08/06/0611_mercer/index_01.htm?chan=rss_topSlideShows_ssi_5

https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ca.html

http://www.economist.com/countries/Canada/

http://www.imf.org/external/country/CAN/index.htm

http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2008/02/index.htm

Enjoy!

 

Canadaa 004

10.22.2008

Rednecks for Obama

Alguém acredita que americanos brancos, amantes de armas e cerveja, votem em Obama? Hum…Pelos vistos não só votarão como criaram uma plataforma de apoio a Obama.

"I don't care about his beer, I care about his intelligence."

"We've had many democratic presidents, and we will still have our guns."

"He is brilliant.  And he's not an elitist, though he has the education to be."

     -Tony Viessman, Co-Founder - Rednecks for Obama

"We need to build the economy from the bottom up, none of this trickle down business.  Just because you're white and southern don't mean you have to vote Republican."

    - Les Spencer, Co-Founder - Rednecks for Obama

 

O Mundo é um lugar estranho…Ainda bem, por vezes.

:)

10.21.2008

Presidente moralmente manco

Como é possível que um presidente da república promulgue uma lei que considera que terá impactos negativos no dia a dia das pessoas? Alguém explica?

10.16.2008

Plymouth – The Place to Be in the USA

Tell me why!

Why was Plymouth ranked as the Best Place to Live in America?

Chris Hagen, 7 year resident

“Excellent parks here, bike trails everywhere, I can ride my bike almost anywhere in Plymouth, and it’s just a great place to live. Everything is convenient.”

Diane Gearty, 10 year resident, pictured with grandchild, Casey

“We moved here because we found a gorgeous lot we loved and it’s very close to the freeways and to my job. The parks are great. I’m here with five grandkids and there’s always something close by to do with them.”

Heidi Fokken, 17 year resident

“My husband and I have been here a long time and we love the way the city has grown and matured. I think the city has a lot to offer. Right now I have the grandchildren here with us and we take them to the weekly puppet show and it’s just a wonderful service.

The Fire & Ice Festival in February is just terrific.”

Jared Justesen, 9 year resident, pictured with Meghan, Blake and Brady

“The parks, the lakes, the people…it’s second to none.”

Stacey Speck, 12 year resident

“The summers are wonderful and being in this area we have great access to the lakes, it’s really very nice. Plymouth has a variety of things to do and it is close to the city. But, I still have not gotten used to the winters.”

Theo and Patrice Cox, one year residents

“We really like how the community comes together at the community events, people are really pleasant and there are a lot of activities. The July festival (Music in Plymouth) was great. With five children, the schools are important and we’ve been very pleased with the elementary, middle and senior high schools.”

Tom Ona,6 year resident, pictured with Ethan

“My wife grew up in Plymouth and her parents still live here. We like the bicycle paths a lot and we get out on them to venture into the parks. Everybody is so friendly here and they are easy to get along with, it’s just a great place to live and to raise a family.”

Veena Lokhanve, lived in Plymouth less than a month

“ Plymouth is a nice, green city and very close to downtown Minneapolis. My job is here in Plymouth and the bus system is good. It’s on time and the service is very good.”

Josh and Christina Nolte

“The neighborhoods, there is a real sense of community here. We get together with our neighbors and it provides a relaxing social aspect to our lives. Here in Plymouth we have a lot of fun, it’s a nice area and it has nice wetlands.”

Connect the frames

Art at Queens University, Kingston, Ontario, Canada

Canada 124

Show me something beautiful

Galway, Ireland, by day

Here

Genialidade 3

Oposto 3: Cada homem é um eu único ou um eu semelhante a todos os outros?

Community

The sense of community is based upon a shared set of values. There is an antagonism between envy and the care for one another in a community based town or culture. They are inversely proportional, i.e., the larger and profound the community values are, the less people are subsumed to the annihilation of their relation to others. 

Portugal is usually perceived and marketed as a low profile country, where people are friendly and the sense of community is present. In my humble opinion, Portuguese people are stuck between their future projections of wealth and their depressive recognition of a collective failure to succeed. This polarities are particularly obvious when you dwell into people’s relationships dynamics. There is a broad sense of agreement on people’s minds regarding the need to tear the others positive outcomes into little worlds of subjugation and oblivion. The quest if, therefore, condemned to last until people turn to each other, look to each others eyes and see humanity as a protocol of shared ground, a battlefield of blood in our bodies and not in our hands. People would start then to care for the sake of others, of the neighborhood, of their cities and ultimately of their country. You won’t find this in Portugal. We are stuck on separate worlds, where is context is a polyphonic and unarticulated orchestra. There’s a lot of noise and no music.   

10.09.2008

O casamento

O planeamento vulgar, católico, de um casamento costuma organizar-se num eixo muito curioso. Trata-se de um eixo muito flexível.

Queres casar comigo? Sim! Que bom! Quero! Quero! Pergunta imediata: Onde? Quantas pessoas? O que comer? Bem, o acessório torna-se acessório relativamente ao casal?

Quem serão os que irão legitimar a nossa felicidade, com efeito proporcional à nossa felicidade presente e projecção futura?

Temos que ter muitas pessoas connosco. Quantas mais, melhor casamento; mutatis mutandis, quantas menos, pior a celebração.

A quantidade, a materialidade, a pérfida noção de que a expansividade do marketing se sobrepõe à celebração do Amor e não do casamento. O Amor torna-se um indivíduo isolado pelos jocosos tilintares dos copos. Ah! Vamos mas é beber muito e comer mais! Ou ao contrário…

Dias mais tarde…

O que segura/celebra um casamento? As imbricações da celebração de um casamento ou o “latente escondido e traído (sem espaço)” Amor?

Bah! Amor não se quantificam não se come e não se mostra aos amigos como se mostra uma nova casa ou o novo carro! Não!

Celebremos a perfídia e a jactância! Comamos e bebamos! Este é o eterno júbilo pintado em tons de balança e de notas verdes.

Urra!

E estão preocupados os homossexuais em casarem-se? O que une as pessoas? A legalidade de um carimbo? O Estado é um olho cego com corpo de gigante: estremece o chão que pisa, ruge, mas não vê nada. Normaliza. Quantifica.

Benefícios monetários do casamento entre homossexuais? $$$$ Entendam-se! 

9.28.2008

Play your song

Here!

Soluções

As melhores soluções criam sempre problemas benignos, úteis e radiantes. Daqueles que dá vontade de trazer no bolso para demonstrar em truques de inteligência. A inteligência partilhada fervilha e o horizonte sorri.

Uma boa solução poderá atravessar um canal de comunicação inóspito e ser apenas apenas uma criação temporária de potencial integrativo. A potência da forma comunicante cria um vaso transformativo. Mas cria transformação, arranha a homogeneidade e a bestialidade. Enriquece.

As bestas mantêm-se nos campos de trigo, assoladas pelos pesadelos da diferença ser identificável como despiciente. Perfídia. Jactância. Soluções como considerações autocráticas da expurgação de uma visão natural da realidade.

E sorriem como se os milheirais fossem cabeças mortas encapsuladas e resignadas à sua razão.


9.17.2008

Truth in words

"We're essentially continuing a system where profits are privatized and ... losses socialized

Nouriel Roubini, professor at New York University's Stern School of Business.

9.08.2008

Mr Jacques Després




The genius :)

Keep it safe



Portmanork, Ireland

Supermarket parking lot

Trás-os-Montes by day


Keep it clean

Luanda by day


Genialidade 2

Oposto 2

O que é finito, é aquilo do qual vemos o início, o fim ou os limites. Vemos a sua forma no local onde o nosso olhar pára. Um círculo é finito, quando podemos determinar o centro e distinguir a sua circunferência.


O que é infinito, é o que nos escapa, de um lado ou de outro, pelo seu tamanho, a sua origem ou o seu resultado. Um círculo é infinito, se não virmos os seus limites, se não pudermos medi-los ou compreendê-los.

9.07.2008

Opostos filosóficos - genialidade 1

A editora Educare editou há pouco tempo um livro brilhante intitulado "O livro dos grandes opostos filosóficos". Trata-se de um livro dirigido principalmente às crianças e a adultos que querem relembrar-se da necessidade contínua de reflectir. Para além de estar brilhantemente escrito, as ilustrações de Jean-François Saada são gloriosas. Sugiro vivamente a sua compra!
Ao longo dos próximos dias irei referir alguns dos opostos que se podem ler neste livro.

Oposto 1: Um objecto é um objecto ou uma montagem de elementos, um conjunto de pequenas partículas?

9.03.2008

Where am I?

Imagine that you are applying for a job position. Everything looks great. You are unemployed and tired of that feeling of not being worthy and valued. Ok, life starts to feel promising.

Now, imagine also that the job position was announced and made available by two different recruitment companies and that both only knew that this was happening less than a week before the final interview. You may think "ok, nothing is wrong with that". Wrong!

Imagine that both recruitment companies phoned you and invited you for an interview. Remember, the job position was the same but they didn't know that because they didn't tell you the name of client. They couldn't at that stage of the process.

Ok, hard?

Continuing. Imagine that you're feeling fine for having 2 interviews in the same day, one near the place where you live and the other 140kms far away from there. It's a lovely morning. Everything looks brighter, your smile seems like an exuberant channel of happiness.

First interview. 10h in the morning. It was ok. The recruitment consultant says that you will be phoned later to know if you passed to the final phase (interview with the client). You wait. And the day keeps it's lovely and traceable aurora.

Second interview, another company, 140kms. 17h in the evening. News! You now right after the end of the interview that you were chosen to be in the last phase of the process. Hey, reader, are you thinking that the consultant of the 1st interview phoned him? You're believer! Naaaaa! The consultant that conducted the 2nd interview looks intrigued. Something looks familiar.

Surprise! You tell him that you had an interview for the exactly same position in the morning. Ok, he did noticed that before. He gets frustrated and embarrassed and says that he is sorry and that he didn't know that you had been spotted before by another company.

How would you feel? Like shit, probably. There two ways to think about this:

1- "Oh well, at least I had two chances for the same position!"

2- "What the f*** is this?????? Are these guys nuts? I drove 140kms to come to the same job position interview?????"

Now, imagine that just after you knew that you had been chosen for the final interview, the consultant of the 1st interview says that your interview was appointed for tomorrow. Hum...Two interviews for the same day, at the same time, for the same job position? You think about Darwin, the Galapagos, the turtles, the birds and the monkeys. You feel like a toy on their hands. Just a maggot with a useless brain and will. Yes, the word was "jungle" but that's not appropriate. Jungle has order and established hierarchies.

You go home. You sleep. You wake up. You have an interview. You wake up. You have an interview. You dream.

I scream!

This happened today. No, I didn't have any popcorn.

Welcome to Portugal! :)

9.01.2008

It stinks big time!

- 29 years;
- 5 years on a temporary position, doing 40+ hours per week (fulltime);
- Doing a masters degree;
- Ceramic industry;
- "We can't hire you on a full term. We are restraining our costs";
- Multinational company;
- "Sorry, we don't need you anymore. You don't need to come tomorrow."

It's illegal, it's immoral, it's ferocious, it's...It's unspeakable.

And it's happening everyday in thousands of lives...

September Screenshot



Nice, isn't it? Of course it is! :P

8.29.2008

Far away from here...

O relato de um compatriota na Suécia:

Domingo, 17 de Agosto de 2008
Reposição (nº 16)

Dá gosto trabalhar na Suécia quando...

... a minha hora de saída do trabalho é às 5 da tarde, e ontem tive este diálogo com um colega:

- Pedro, hoje saímos às 16h.
- Às 16h? Mas porquê tão cedo?
- É que começa hoje o horário de Verão da empresa. Até Agosto é assim.
- Horário de Verão? Mas há horário de Verão?
- Sim claro. Como está Sol e bom tempo fazemos menos horas para ir aproveitar os dias.

(Originalmente publicado a 16 de Maio de 2007)


Isto até soa estranho a um Português...

From here

8.26.2008

New "intellectually inefficient" post

I have to recognize that my humble words stink as hell. It looks that there is someone killing my salvation each time I dream about the hectic consequences of being intellectually inefficient. I make inefficiency look like something attractive. My voice hurts my words and my chest explodes the pavement. And they don't understand. They will never understand and neither will I. I'm going to find things that I can dream. I'll pick your suggestions: dreams about the awkwardness of identity analysis capitulation.

Welcome!

Dedal

Ela levantou a mão e rugiu o que a boca não conseguiu comunicar. A raiva borbulhava-lhe nas mãos, os sentimentos pareciam-lhe ilusões. A acção apenas uma mera consequência do deslize do fio que a ligava ao Outro.

Congelei.

Ele reagiu. Emitiu sons que se pareceram com palavras, tentando esgrimir com a ignomínia a cozedura que tinha feito do seu abuso. Abuso da permeabilidade do limite entre um céu limpo e uma tempestade.
Vejo claramente agora como um imbróglio de ininteligibilidades irrompe por entre os cantos remotos dos sentimentos. Ruge-se numa linguagem que pertence aos Deuses.

Ele recuou para um ponto em que a linguagem utilizado desculpava o corte do ténue e frágil fio com que ergueu o seu desafio. Ela mexeu o corpo. O vento zumbiu e uma dor apagou-lhe o canal que lhe levava o discernimento. Tudo se ouviu e nada se disse.

Dois dedos afastado pelo limite entre o Amor e a ignomínia, a dor e o calor que ela emite. Uma protecção contra o escudo repressivo da inércia. Esperem que ambos se picarão novamente. E dirão que nunca nada foi diferente, apenas relatado com cores de suspiros.

8.16.2008

We

...are like flowers on the floor. Waiting to be picked, waiting to be cherished. We live in search of a traced route that stays in track. A common and peaceful way of getting together happiness. We seek everyone's eyes for a reflection. A mirror of our beauty and, nonetheless, of our self pity. To be loved, to be ignored.

And he simply waits outside the door. Screams the pavement. Like an hurricane he fights the common, the ordinary. To live outside the circularity of vision is to be engulfed by timeless memories of void.

And he sinks. And we watch. And we drown. And we get along just fine. Nothing that a tear doesn't wash away. Profoundly ours. Profoundly.

Our hands get together, high in the sky and we simply draw our hearts in our hearts. His heart is the shadow of our self. A vision with no encounters. A bold vision of oblivion.

But he screams! yes, he screams! Oh yes he screams! So loud, loud, loud! And we fuel our pace with ignorance. And we go. And we never come again.